Brasil da dicotomia democrática
Genival
Torres Dantas*
A tragédia do Coronavírus
trouxe muitos problemas para vários países, uns com mais outros com menos, mas
o final desse caso não será nada produtivo nem positivo para todos nós. Falando
especificamente da nossa terra já sabemos, desde já, seremos um país piorado
depois dessa fase; a nossa democracia não sei se ela sairá vitoriosa quando
esse terremoto sanitário passar e a medicina tiver encontrado uma solução
objetiva para o mal que nos assola.
Atualmente temos uma Nação
com duas correntes políticas em defesa da democracia plena, a situação usa
víeis democráticos e atua de forma absolutamente absolutista, uma verdadeira
falácia ou engodo para os menos informados. Porém, na outra ponta a oposição
com roupagem e adereços bem mais próximos do nazismo camuflado grita ao mundo
em defesa da própria democracia mesmo que a sua principal arma seja a violência
e o ódio numa verdadeira apologia ao continuísmo de nós e eles, que insensatez!
Querem nos mostrar que somos
todos idiotas, que ao passado pertence à velha política e agora, em novos
tempos a realidade vem com novas práticas e filosofia de uma existência
sustentada na objetividade e a verdade dos deuses da semiologia.
Nada mais díspar que o
pensamento dos capciosos, dos que tentam se enganar enganando os outros, assim,
convivendo com esses maledicentes dissimulados somos obrigados a respirar o ar
da mesma atmosfera poluída por esses casuísticos inefáveis às avessas.
Depois dos últimos
acontecimentos políticos somos obrigados a não ter mais esperança que o Brasil
possa sair da crise sem se tornar uma crise para ele mesmo, elevando
desconfiança nas Américas e no próprio Planeta.
Somos um país sem crédito,
sem moral e sem perspectivas, uma ilha cercada de lama e por todos os lados.
Não existe um só Poder constituído que hoje se justifique, os três se equiparam
na pequenez dos seus atos, infelizmente, não temos a quem recorrer. A situação
é uma extrema direita esdrúxula, cooptada pelo que é de mais perverso em um
sistema de governo que é a corrente impregnada de corruptos e corruptores.
Na outra ponta uma extrema
esquerda tentando desagregar os situacionistas para retornar ao Poder,
certamente, para praticar os mesmo crimes, já conhecidos, e não faz muito
tempo. Correndo pelo meio há uma direita e esquerda com passado de pouca
glória, um presente análogo e de futuro duvidoso.
Enquanto somos soprados
pelos ventos da discórdia e da tragédia, tentando nos sustentar em pernas
bambas em areia movediça os números justificam nossa desesperança. Sem prazo
razoável para que a pandemia seja superada a sobrevivência da Nação é deletéria
para a saúde financeira, tanto para o gestor público como para a economia
privada.
O governo Central sem
nenhuma noção de rumo, tenta salvar o que pode com o que não tem, alivia a
situação dos Estados e Municípios com ações imediatas, fazendo dívidas, e os
valores levantados correspondem ao máximo 40% das necessidades reais, portanto,
haverá necessidade de novo aporte de recursos para solução de problemas
emergências.
A população carente, mais carente
que antes, é socorrida por auxilio emergencial, com possibilidade de
transformação em permanente fazendo a ação chegar à bolsa família, agregando a
esses projetos o Renda Mínima, para tanto, há a necessidade de uma ampla
reforma administrativa e fiscal, a depender de iniciativa do Governo,
Executivo, e do Congresso Nacional.
Enquanto os mais carentes
ficam dependendo de políticas sociais temos outra parte da sociedade que são os
empresários e empregados mantenedores da economia formal, viajantes da ilusão,
em busca de soluções práticas, sobreviventes nesse mundo cão, para sobreviver
se faz necessário, mais que nunca, uma aliança entre o capital e o trabalho.
No mercado empresarial temos
casos mais graves e asfixiantes, setores que se não for oferecido algum
tratamento de choque financeiro, por tarde do próprio Governo e o setor
bancário, será uma verdadeira bancarrota. O setor de Petróleo e Energia vai ter
que ser privatizado, pelo menos empresas que só representa custo para o
Governo. O transporte aéreo é visto como outro eterno problema, nossas três
maiores empresa já anunciaram a necessidade de suporte de aproximadamente R$2
bi, individualmente.
Para o transporte rodoviário
as soluções estão sendo tratados com seus gestores, o transporte pesado,
caminhões e ônibus a locação dos veículos é calculada como ação criativa, como
não há capital de giro e para investimentos na renovação da frota o caminho é a
empresa vender e locar esses veículos junto aos compradores que seriam bancos,
financeiras e outros.
Nessa mesma modalidade pode
viabilizar até mesmo outros tipos de equipamentos, como máquinas para
construção civil, indústrias e até mesmo o transporte leve, toda essa política
não é nenhuma novidade, já existe e é até rotineira, apenas ampliá-la dentro da
necessidade.
Outros setores da economia
precisam se moldarem as suas necessidades e realidade para que tenhamos um
retorno aos tempos normais menos doídos. Tudo isso será factível desde que os
nossos gestores, Poder Público, voltem a trabalhar pensando no Estado e no
povo, esquecendo seus projetos pessoais e políticos.
Nada mais justo que esses
também entrem como uma parcela de sacrifício, afinal, somos todos responsáveis
pelo que anda acontecendo em nossa volta, se não houver renuncia e bom senso
não sairemos vitoriosos dessa batalha indesejada.
Genival
Dantas
*Poeta,
Escritor e Jornalista
genivaldantas.com.br
Brasil da dicotomia democrática
Reviewed by Clemildo Brunet
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6/16/2020 09:13:00 AM
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6/16/2020 09:13:00 AM
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2 comentários
Parabéns pela ótima maneira publicado sobre nossos políticos de hoje e o que estamos vivendo os dias de hoje.
Comentários acima foi de mim, Geraldo filho de pombal e vivendo no rio de janeiro, parabéns pela matéria publicada.
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