Governo Bolsonaro é um suicídio político em fase terminal
Aquele candidato
presidencial, revestido de um discurso moralista, altivo nas suas propostas no
combate a corrupção, inimigo da velha política praticada por políticos
arrivistas, defensor dos pobres e oprimidos pela corrupção sistêmica,
incrustada no seio do Poder pelo Partido por ele combatido, o Lulopetismo e
seus aliados, vinha aí, conforme a propaganda política o verdadeiro paladino do
Estado Democrático de Direito, o novo salvador da Pátria, aquele que surgia
para defender o Brasil e recuperar o País das mãos dos sequestradores do Estado
brasileiro.
Tudo bem, tudo certo,
candidato eleito, Presidente empossado, novo ano, renovação das esperanças de
um povo sufocado pela tragédia dos últimos 16 anos, exceto os últimos dois anos
quando o Brasil foi administrado pelo vice-presidente Michel Temer, em
substituição a presidente impichada, Dilma Rousseff. Primeiros dias, seus
assessores tomando ciência nos seus respectivos cargos de primeiro, segundo e
terceiro escalão, verdadeiro tripé de verdadeira consonância administrativa;
tudo parecia fluir em direção ao sucesso absoluto.
Primeiros problemas,
primeiras dificuldades, tudo era novo, muitos neófitos em suas funções, esses
não conseguiam desenvolver a contento os seus trabalhos, para delimitar os
trabalhos e desenvolvê-los de forma eficiente e eficazes o comandante começa a
demonstrar sua inabilidade para com o trato com os seus comandados, para piorar
a situação embrionária, o projeto anunciado aos quatro cantos do País pelo
então candidato não passava de promessa de campanha, não havia nenhum contorno
de real, tudo não passara de falácia, falseta propriamente dita.
Aqueles que foram
convencidos a embarcarem naquela viagem fantasiosa, principalmente pelos
argumentos ilusionistas do agora reconhecido como verdadeira boca de caçapa. Já
era tarde, o descalabro começa aparecendo em cada atitude do Presidente
Bolsonaro, aquela equipe de governo que parecia tão coesa passou a se
fragmentar, uns foram demitidos, outros se demitiram. O grande baluarte da
Democracia vai se transformando em verdadeiro ditador, sem poupar aliados,
correligionários e até mesmo amigos por ele considerados.
O golpe mais forte e mortal
vem com a presença da pandemia ocasionada pelo Coronavírus, com a demissão do
Ministro da Saúde Henrique Mandetta, praticamente o desmanche de sua equipe de
trabalho, piorando o que já estava ruim, o novo Ministro da Saúde, Nelson
Teich, também larga o cargo em poucos dias de atividades, ambos, vítimas da
arrogância do Presidente Bolsonaro, mesmo não entendo nada de saúde pública e
medicina, se prestou ao desplante de querer impor pontos de vistas, indo de
encontro ao que era preconizado pelos seus Ministros médicos e competentes.
No mesmo espaço de tempo se
desentendo com seu Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Na
tentativa de querer impor posições contrárias ao Ministro e alheios a sua
competência, mesmo como Presidente da República, Sérgio Moro, definitivamente
sai do governo depois de muitas desavenças com o seu chefe imediato. Ele que
largou uma carreira da magistratura, de 22 anos, para acompanhar Bolsonaro
nesse projeto de governo acreditando que fosse algo real e factivo, procura
recuperar o tempo perdido reorganizando seu mundo profissional.
Presidente Bolsonaro viola a
Constituição diariamente, os motivos alegados pelo ex-ministro Sergio Moro,
para largar o governo continua sendo uma prática constante, conforme
declarações de juristas renomados no cenário brasileiro. Começando com o hábito
de circular sem os instrumentos de proteção contra o Coronavírus, tipo máscara
sobre o rosto, levando risco de contaminação ao público que lhe segue aos
domingos nos jardins do Palácio do Planalto; fazer advocacia em defesa própria
na PF do Rio de Janeiro, ele mesmo alegou que precisava de um diretor que
tivesse mais acesso dentro da própria PF, favorável em armar a milícia, sistema
pessoal de informantes, considerando, inclusive, mais eficiente que o sistema
oficial.
Alegar que não se submete às
decisões do STF é uma afronta, ele sabe que o respeito entre os Poderes
constituídos é fundamental para a manutenção da ordem e da paz no Brasil. A
falta de consideração com o Legislativo e com boa parcela da imprensa são
fatores que eleva o grau de ansiedade jogando a população numa situação de
incerteza das mais dramáticas. A falta de respeito com os mortos pelo
Coronavírus vem detonando todo apreço que os brasileiros mantinham pelo
Presidente Bolsonaro.
Depois de se julgar o
Messias prometido e não passar de um político mal posicionado durante sua
passagem pela Câmara dos Deputados, relegando o apoio de determinados grupos de
congressistas, hoje é obrigado a fazer acordo político com o Centrão, coligação
de políticos independentes e pertencentes aos Partidos políticos que sempre
estiveram com os que estiveram na Situação, em troca de benefícios do Poder;
Bolsonaro vende sua alma ao diabo, mesmo em nome de Deus, na tentativa de
evitar sua queda e manutenção do seu cargo até o final do seu mandato.
Presidente Bolsonaro caminha
para um desfecho muito triste, agora consegue brigar com seu Guru, o Sr. Olavo
de Carvalho, talvez seja a gota d’agua que faltava para que o balde transborde.
O mais feio é que a ruptura ocorrida entre os dois foi de uma deselegância
muito grande, ainda não acompanhei a resposta dada pelo Bolsonaro ao Guru
Olavo, porém, as palavras empregadas pelo conhecido filósofo, que mora fora do
País, é de um linguajar chulo que envergonha qualquer sujeito na face da terra.
Lamentamos que tudo possa vir acabar de maneira tão triste para nossa política.
Aguardemos, pois.
Genival
Dantas
*Poeta,
Escritor e Jornalista
genivaldantasrp@gmail.com
Governo Bolsonaro é um suicídio político em fase terminal
Reviewed by Clemildo Brunet
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6/09/2020 08:32:00 AM
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