CLEMILDO BRUNET DE SÁ

Conquistas e Comemorações

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

O ser humano vem buscando conquistas e se desenvolvendo há muitos séculos, aprendeu a viver em comunidade, família, fixando-se ao solo e dele tirando seu sustento. Foi necessário muitos anos para que o homem sentir-se levado ao desejo de garantir melhores condições de trabalho, tudo aconteceu com o advento das máquinas e a constituição do modelo de um mercado de produção, compra e venda, o que hoje denominamos de empresarial. Todos os segmentos que o homem atua, industria primária, secundária e terciária , prestação de serviços, enfim, todo e qualquer trabalho que demande o uso da mão de obra humana é composto por regras e procedimentos elaborados a partir de conceitos de cada setor.

Tudo teve seu inicio por volta de 1886 nos EUA com uma manifestações de rua, dos trabalhadores de Chicago, reivindicando a redução da carga horária para 8 horas/dia. A massa trabalhadora foi se fortalecendo, formando seus sindicatos, se transformando numa força respeitável e respeitada na sociedade.

A data comemorativa ao trabalho ou trabalhador, em vários países, foi estabelecida como primeiro de maio, na maioria dos países e em diversos continentes. Há outros países que convencionaram datas diferentes, tais como, EUA e Canadá comemoram o dia do trabalho ou do trabalhador, na primeira segunda-feira de setembro, enquanto, Áustria e Austrália Meridional, dentre outros, comemoram a data conforme a conveniência regional.

No Brasil a data em homenagem aos trabalhadores é comemorada desde 1895, virando feriado nacional em 1925, no governo do presidente Artur Bernardes. Um dos atos mais importantes para o trabalhador, comemorado nessa data foi a criação da consolidação das Leis do Trabalho, em 01/05/1943.O movimento tomou corpo com o surgimento do trabalhismo, no governo Vargas, com a ascensão do Getúlio Vargas ao poder., no inicio dos anos 30, século passado. Com o fortalecimento dos sindicatos, as comemorações vem tendo um crescimento gigantesco, com festas populares, celebrações, desfiles, sorteios, e tantas outra atividades.

Graças ao movimento sindical, leia-se Força Sindical, organização que congrega vários sindicatos em diversas áreas, com participação do PDT, partido com sustentação da base trabalhadora, e a participação direta do PT e PTB, ambos formados com a participação dos trabalhadores e seu pensamento sindical.

Para esse ano, temos grandes manifestações programadas, com shows, tendo participação de vários artistas populares, principalmente na região do ABC, São Paulo, berço do sindicalismo brasileiro, tendo como seu maior representante o Ex-Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, responsável direto pelo crescimento dos movimentos sindicais em todo país.

Para marcar a data, nesse ano, a Presidente Dilma Rousseff nomeou o jovem deputado federal, pelo PDT-RJ, de apenas 34 anos, ao posto de ministro do trabalho, Carlos Daudt Brizola, mais conhecido no meio político como Brizola Neto.

*Escritor e empresário em Navegantes - Santa Catarina.

HOSPITAL NAPOLEÃO LAUREANO: "JUBILEU DE OURO PELA VIDA"

Clemildo Brunet
CLEMILDO BRUNET*

Um marco na história da medicina da Paraíba, o Hospital Napoleão Lauriano em João Pessoa completou no dia 24 de fevereiro do corrente, 50 anos de atividades de bons serviços no combate ao câncer, finalidade para qual fora criado, numa época em que os recursos da ciência para debelar o mal eram ainda parcos, para resultados satisfatórios de cura.

O seu idealizador médico Napoleão Rodrigues Laureano acometido da doença e desenganado pela medicina assentou em seu coração o firme propósito de se instalar uma unidade hospitalar na Paraíba para pelo menos, amenizar os sofrimentos dos que fossem visitados pelo o infortúnio da enfermidade terminal.

Não é possível em hipótese alguma separar a história do Hospital Napoleão Lauriano do seu idealizador. Pois bem: Napoleão Laureano nasceu no dia 22 de agosto de 1914 no então distrito de Natuba, pertencente ao município de Umbuzeiro micro região do Cariri paraibano. Filho do tenente Floriano Rodrigues Laureano e dona Theofila Bezerra da silva.
Napoleão Laureano Patrono do Hospital
Em 1943 concluiu o Curso superior de Medicina pela faculdade de Medicina do Recife hoje Universidade Federal de Pernambuco-UFPE. Fixou residencia em João Pessoa à Rua Monsenhor Walfredo 663 no bairro de Tambiá instalando seu consultório médico na Rua Barão do Triunfo 474. Teve brilhante atuação profissional no antigo Hospital São Cristovão que posteriormente foi denominado Hospital Newton Lacerda.

Na redemocratização do País em 1945, ingressou na política sendo eleito Vereador pela UDN legenda a qual se filiara. Na primeira eleição da Mesa diretora da Câmara municipal de João Pessoa foi escolhido Vice Presidente, entretanto assumiu de imediato a presidência em razão do Presidente – vereador Miguel Bastos, ter assumido a prefeitura da capital, pois o prefeito e o vice-prefeito entraram de licença para tratamento de saúde. Posteriormente o edifício sede do legislativo pessoense recebeu o nome: Casa Napoleão Laureano.

Prestigio e liderança o fizeram ser eleito presidente do legislativo pessoense para o período 49/51 e, mesmo ausente já doente, foi reeleito para novo biênio em 12 de março de 1951. Tinha amplo destaque na política e era muito conceituado no exercício de seu trabalho na medicina, quando foi vitimado pelo câncer. Viajou aos Estados Unidos em busca de solução para sua enfermidade sendo atendido no Memorial Hospital de Nova York onde teve de ouvir a dura realidade de que seu mal já não tinha cura.

Na sua volta ao Brasil mesmo sabendo que lhe restaria pouco tempo de vida se dispôs a dedicar todo tempo que lhe restava a uma campanha de abrangência nacional, com o objetivo de dotar a cidade de João pessoa de um centro de combate ao câncer. Era o início de uma grande batalha para se obter recursos suficientes no combate ao câncer tendo como sede deste acontecimento, o Diário Carioca no Rio de Janeiro local onde se deu as reuniões para o levantamento da causa. As Rádios Mayring Veiga e Nacional transmitiam o evento e logo os primeiros recursos em doações começaram a aparecer.

Com os resultados em ascensão da captação de recursos em pouco tempo, foi proposta a criação de um órgão responsável para que gerenciasse o fundo financeiro que estava se formando. Assim sendo, foi criada a Fundação Napoleão Laureano, com a ressalva de que esse órgão recebesse o nome do médico-mártir.

Com muita honra e satisfação para nós pombalenses, a Fundação Napoleão Laureano, tem como seu Presidente atual o Dr. Antonio Carneiro Arnaud, médico de grande conceito e reconhecidos serviços prestados à Paraíba e a seu povo, não só como médico, mas também quando de suas ações como político, tendo uma brilhante atuação como Deputado Federal e Prefeito de João Pessoa.
O Dr. Antonio Carneiro Arnaud a frente da Fundação Laureano não tem medidos esforços no sentido de angariar fundos financeiros para manutenção do Hospital Napoleão Laureano e sempre relata a batalha que enfrentou de mais de uma década de 1951/1962 Ele sempre lembra o incentivo dado por Napoleão Laureano, que mesmo desenganado pela medicina, fez converter o seu próprio desengano em esperança aos que fossem atingidos pelo o mal que o vitimou.

É digno de registro também as participações efetivas do Senador Ruy Carneiro e do Deputado Federal Janduhy Carneiro, tios do Dr. Antonio Carneiro arnaud, como também do Presidente da República de então Getúlio Vargas, na construção dessa obra filantrópica gigantesca, para nossa pequenina Paraíba.

PARCERIAS

Todos os segmentos da sociedade paraibana reconhecem o trabalho desenvolvido pelo o Hospital Napoleão Laureano ao longo desses 50 anos de existência. Destacamos, portanto o apoio recebido:
Imprensa em suas versões escrita, falada e televisada.
Governos: Federal, Estadual e Municipal.
Congresso Nacional: Senadores e Deputados.
Entidades Civis: Fundação Itaú Social, Instituto Ronald McDonald, Rotay Club, Projeto Casa da Criança, Projeto Q-Alegria.
Serviços: Energisa, Correios e Telégrafos, Arte Arqutetura e Ambientações Ltda.
Indústria: Cerâmica Elizabeth, Açúcar Alegre, ChemoNE Indústria Química do Nordeste Ltda.
Comércio: Sonho Doce Recepções, Grupo Elfa, Comércio de Lubrificantes Pontes Ltda.
Marketing: Antares Comunicação.

O Hospital Napoleão Lauriano foi edificado em um terreno no Bairro de Jaguaribe doado pelo Governo do Estado, pelo então Governador José Américo de Almeida, em 02 de maio de 1952, medindo a extraordinária dimensão de 28.860m2. No entanto, em sua inauguração ocupava apenas 3.520m2 de área construída. Ao longo desses 50 anos houve ampliações na estrutura física e hoje conta com 12. 575m2 de área construída.
Sua primeira bomba de Cobalto foi adquirida em 1971 doada pela Instituição Católica Alemã, Misereor. Dez anos depois teve a contemplação do Governo do Estado com um Acelerador Linear, que deu início a evolução tecnológica do tratamento radioterápico do câncer. Não parando por aí evoluiu alcançando a fase da braquiterapia de alta taxa de dose, radioterapia conformacional e o sistema de planejamento tridimensional, equiparando-se aos avançados centros de tratamentos de câncer do Brasil.

Fazendo parte dessa evolução o Hospital passa da imagem convencional de Raio-x para a tomografia computadorizada e a ultrassonografia de alta resolução, alcançando ainda níveis de alto padrão, a exemplo da anatomiapatológica com imunohistoquimica, cirurgia com videolaparoscopia, microcirurgia, nutrição enteral e quimioterapia transfusionada por bomba de infusão com catéter venoso de longa permanência. Ainda foi feito investimento na informatização da referida unidade hospitalar, tendo sido criada a Seção de Tecnologia da Informação.

LIVRO-ALBUM

O livro-álbum que foi impresso para marcar o cinquentenário, “Hospital Napoleão Laureano – 50 anos pela vida”, cujo compêndio tive a honra de receber de presente das mãos do meu amigo e conterrâneo Carneiro Arnaud – atual presidente da Fundação Lauriano, registra textualmente as perspectivas do Dr. João Batista Simões, Diretor do Hospital Napoleão Lauriano para um futuro bem próximo.

PERSPECTIVAS

Continuaremos o trabalho com a mesma obstinação que empregamos nas cinco décadas que se passaram.
O Hospital continuará a dar passos em busca de horizontes científicos, jamais esquecendo o ensinamento da cancerologia.
Dr. João Batista Simões
Temos como objetivos para os próximos anos o aumento do número de leitos, a implantação do serviço de medula óssea, alcançar o desafio da medicina nuclear, ampliação da capacidade do atendimento ambulatorial e, como meta primordial, a manutenção da modernidade e a qualificação da assistência prestada com espírito humanitário.

31 de maio de 1951 falecia o Dr. Napoleão Laureano, depois de uma luta heroica contra o câncer, mas sua ideia não morreu. O Hospital Napoleão Laureano foi aberto mesmo com todas as dificuldades, mostrando que a dedicação de um homem enfermo iluminou a todos até que o sonho dele virasse realidade, despertando desse modo a opinião pública para a grandeza da obra que se pretendia e sua necessidade não só para a Paraíba, mas para todo Brasil.

PARABÉNS!!!
Bibliografia: Hospital Napoleão Laureano 50 anos pela vida
Pombal, 26 de abril de 2012.
*Radialista, Blogueiro, Colunista
Twitters @clemildobrunet @brunetcomunica

Novos tempos, velhos temas

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Cleptocracia, termo grego, traduz o Estado governado por ladrões, deixando de ser um Estado de Direito Imparcial, transformando o poder político em econômico. A tendência natural é que a cliptocracia traga em seu núcleo a plutocracia , o poder exercido por um grupo, ou classe, acompanhada de uma grande desigualdade do ponto de vista social.

A cleptocracia no Estado ocorre quando o sistema público governamental é seqüestrado por grupos que praticam a corrupção política. Existem várias formas de corrupção, as mais conhecidas são: suborno, extorsão, fisiologismo, nepotismo e clientelismo. A corrupção difere de um país, ou local, para outro, muitas vezes o que é ilegal em determinado local é legal em outro.

O que realmente se observa, e assusta, é o volume de recursos gerado pela corrupção mundial é alarmante, atingindo o montante estarrecedor de mais de 1 trilhão de dólares anuais.

O pensador e historiador John Emerich Eduard Dalberg-Acton, ou simplesmente Lord Acton (1834-1902), deixou registrado a frase famosa: “O Poder Tende a Corromper e o Poder Absoluto Corrompe Absolutamente”.

A corrupção é danosa para a sociedade e nós, principalmente no Brasil, estamos atravessando um momento histórico em termos de corrupção. Ela se instalou no sistema de uma forma avassaladora, difícil de ser controlada, pois, vendo sendo praticada, não na sua totalidade, na base política administrativa, formada pelos governos municipais, estaduais e principalmente o governo federal, nos seus tentáculos administrativos, ministérios e estatais, (onde o governo detém parte ou todo capital social), ou seja, empresas de Direito Público.

Estamos sendo envolvidos por uma nuvem de informações sobre a corrupção que chega a ser fantasiosa a coragem e o discernimento de determinadas autoridade constituídas citadas no envolvimento com o caso do Carlos Augusto de Almeida Ramos, ou Carlinhos Cachoeira, empresário do ramo da contravenção, jogos. Pessoa em destaque nacional desde o ano de 2004, com o seu envolvimento no caso Waldomiro Diniz, assessor do então ministro da casa civil José Dirceu. Hoje, essa mesma pessoa é motivadora de uma CPI (comissão parlamentar de inquérito), instalada na última semana dentro do congresso nacional.

A CPI do Cachoeira, como foi denominada, teve dificuldades para formação dos seus membros, principalmente na presidência e relatoria. Finalmente a presidência ficou com o Senador Vital do Rego Filho (PMDB-PB) e a relatoria coube ao Deputado Federal Odair Cunha (PT-MG). Os demais membros da comissão, sendo 32 titulares e 32 suplentes, fazem parte os seguintes partidos: PMDB, PP, PV, PT, PCdoB, PDT, PSB, PRB, DEM, PSDB, PPS, PTB, PR, PSC, PMN, e PSOL.

Depois da divulgação do envolvimento do Senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), o processo tomou um rumo que não podemos prever como vai ser o seu final, são tantos envolvidos e por tantos Estados, fatalmente o caso contaminou todos os blocos políticos dentro do congresso.

O caso mais arrepiante que tem sido divulgado é a participação da empresa Delta, com obras em 20 Estados e o Distrito Federal, sendo a grande maioria obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), estando envolvidos deputados, senadores, governadores e ministros, isso no plano federal. Quando for levantado o tapete vai ser verificada a sujeita que há por baixo dele, nos Estados e Municípios, certamente será contabilizado todo dinheiro desviado nessa operação macabra.

Muita coisa vai ser dita e exposta no decorrer da CPI, depoimentos elucidativos, outros com intenção de abafar casos, no final do balanço o Brasil vai finalmente começar a condenar seus Hipócrates, traidores e ladrões do dinheiro público, que sangram os recursos destinados ao sistema educacional, de saúde e segurança, entre tantos e tão necessários para a sustentação de uma nação que necessitava de se livrar dos vermes que dilapidam a patrimônio público.

*Escritor pombalense e empresário em Navegantes Santa Catarina.

MORRE EM JOÃO PESSOA DR ADEMIR QUEIROGA MÉDICO CARDIOLOGISTA DE POMBAL!


POMBAL E A PARAÍBA ESTÃO DE LUTO MORRE O CARDIOLOGISTA DR. JOSÉ ADEMIR DE QUEIROGA!

Nosso profundo pesar a família do conceituado médico cardiologista - natural de Pombal, Dr. José Ademir de Queiroga (58) anos, pelo seu falecimento ocorrido na manhã de hoje (21) em João Pessoa. A Prefeita Pollyana do Município de Pombal já Decretou luto oficial de três dias determinando que as Bandeiras do Município, Estado e do Brasil nas repartições públicas municipais - fiquem hasteadas a meio mastro. Pombal vai sentir muito a falta do Ademir, considerado um dos melhores cardiologistas da Paraíba tendo esse reconhecimento de seus colegas em outros Estados da federação! É na verdade uma perda irreparável!

Pombal, 21 de abril de 2012,

Clemildo Brunet de Sá - Radialista.

SEVERINO COELHO VIANA

PARABÉNS...

Apagando as velinhas hoje 21 de abril, nosso conterrâneo SEVERINO COELHO VIANA, grande colaborador e parceiro deste portal. É Promotor de Justiça na Capital do Estado - João Pessoa, e tem se dedicado à brilhante e crescente carreira na arte literária, analisando os fatos do passado a luz do presente. Conhecedor das letras carrega dentro de si o dom de poeta, escritor, contista e romancista.

São de sua autoria os seguintes compêndios: Controvérsias Sociais, O Ser e o Tempo, A Vida do Cel. Arruda Cangaceirismo e Coluna Prestes, Castelo de Areia, Amor de Cangaceiro, Ambição sem limite e Poder da Cidadania.

Seu mais recente trabalho “Maringá – O Nome Verdadeiro” por sinal o oitavo do escritor será marcado com o evento cultural de lançamento da obra literária no dia 19 de maio do ano em curso, às 19:30 hs, nas dependências da sede social do Pombal Ideal Clube, onde sempre faz o lançamento inicial na sua terra Natal – Pombal. Espera-se uma grande Audiência ao lançamento do livro, que já causa expectativa à sociedade e ao setor cultural de Pombal.
Foi cronista social e político do “LORD AMPLIFICADOR” nos anos 70, na atualidade é um dos colunistas mais lidos do Portal Clemildo, Comunicação & Rádio!

A sua infância e boa parte da juventude foram em Pombal, banhando-se nas límpidas águas do rio Piancó. Seu interesse pelo futebol o fez fino torcedor do Fluminense. Severino foi aguerrido lutador nas batalhas estudantis chegando a conquistar a presidência do grêmio livre do Colégio Josué Bezerra, onde desempenhou o seu papel de líder nato.

Organizou com outros estudantes de seu tempo, O Jovem Clube de Pombal, formado por uma ala dissidente de jovens que eram sócios do Pombal Ideal Clube. Estavam à busca de um lugar apropriado para a juventude de seu tempo, pois se sentiam alijados pela diretoria do próprio sodalício. Severino e os que faziam coro com ele conseguiu ter seu próprio espaço, num tempo em que surgia no Brasil às famosas discotecas nos diversos clubes de danças.

Nascido em 21 de abril de 1956 em Pombal, sendo o mais novo dos homens. Pertencente a uma família de recursos modestos, descobriu no trabalho uma forma de adquirir dinheiro para auxiliar nos estudos. Primeiro foi fabricante de fogos de artifícios com seu Inácio em seguida balconista de uma mercearia. Depois passou a auxiliar de escritório na Coletoria Federal de sua cidade. Foi caixa executivo no Banco do Estado da Paraíba – PARAIBAN fez carreira chegando à função de Gerente.

Este é o nosso Severino Coelho Viana, pois a despeito de toda sua intelectualidade, nunca esqueceu o seu torrão natal e todas as vezes que lança seus livros, a nossa cidade é prioridade para exposição de suas obras literárias. È a terra que o viu nascer. É a terra que ele ama e jamais nega a quem quer que seja que é filho de Pombal.

Receba Dr. Severino Coelho Viana, esta simples homenagem deste seu amigo e conterrâneo com votos de parabéns pelo transcurso de mais um aniversário natalício.

Salve, 21 de abril!
Eu e Severino
Clemildo Brunet de Sá - Radialista.

Agradecimento:

Amigo Clemildo:
Você é daqueles amigos raros que constam na nossa relação de amizade do nosso coração.
Sempre pontual, sem esquecer as datas comemorativas do nascimento dos seus amigos, logo fazendo o devido registro no blog.
A mensagem no seu blog me comoveram, não somente pela efusividade da mensagem, mas, porque registro com pena de ouro as lutas e conquistas do meu passado, e, é claro, que fazem parte de minha vida.
Como você já fez o registro, no dia de 19 de maio, às 19hs30min, nós temos um encontro marcado no Pombal Ideal Club, que será lançado o nosso oitavo livro, intitulado
MARINGÁ - O NOME VERDADEIRO , Espero contar com a presença dos diversos setores culturais de minha querida Terra.
Igualmente, quero agradecer, indistintamente, a todos os amigos, além do abraço pessoal e carinhoso que recebi, registramos 62 telefonemas, 48 mensagem via celular 81 mensagens via e-mail.
Por tudo isso, eu só posso ficar contente com o elenco de amigos de conquista porque passei. E esta á uma grande herança que recebemos na vida terrena.

Um afetuoso abraço de agradecimento.

Severino COELHO Viana

PROSPERIDADE VERSUS SECAS

Ignácio Tavares
Ignácio Tavares*
A Seca está presente no semi-árido nordestino há milhares de anos. Trata-se de um acidente climático resultante de um fenômeno provocado por variações das temperaturas ocorridas nas águas do oceano Pacifico, bem como no Atlântico. Há registros históricos, orais, escritos, da ocorrência de secas no nordeste, desde os primórdios da ocupação da região pelos colonizadores portugueses.

O mais grave é que as perturbações climáticas estão se tornando mais freqüentes na região em razão do aquecimento global, em razão da ação predatória do homem na busca de extrair da terra a sua sobrevivência. O sinal amarelo acusa que os finitos recursos naturais do planeta terra já apresentam sinais de esgotamento na medida em que o homem insiste em extraí-los ou usá-los de forma abusiva para fins produtivos, por conseguinte com finalidade estritamente econômica.

Na história das secas no semi-árido nordestino, a fase mais difícil foi na época do Brasil Império. Não havia políticas governamentais específicas com o objetivo de minimizar os efeitos da escassez d’água para o consumo humano e animal. A agricultura, principal fonte geradora de emprego e renda, nesses momentos entrava em colapso. Reza a lenda que certa ocasião o Imperador ao visitar a região jurou que venderia as suas próprias jóias, se necessário fosse, a fim de fazer dinheiro para socorrer as vitimas da Seca.

Com certeza, essa promessa foi feita por ocasião da seca de 1877. O resultado é que nenhuma jóia foi vendida, conforme a promessa do senhor Imperador. Por outro lado, o clamor de milhões famélicos entregues a própria sorte, naquele fatídico ano, foi tão forte que ecoa aos dias de hoje.

A região parecia viver um cenário de guerra. Cadáveres de homens mulheres, crianças e animais infestavam as estradas por onde os raros sobreviventes estavam a passar. Diante de tão grande tragédia, os passantes nada tinham a fazer a não ser enterrar os mortos, fincar-lhes cruzes, em seguida ajoelhar-se e pedir a Deus o amparo daquelas infortunadas criaturas na eternidade, uma vez que na terra foram vitimas da indiferença dos homens.

Ainda bem que o clamor de 1877 mexeu com os sentimentos dos homens de bem. Assim sendo, mais precisamente no primeiro decênio da primeira República foram tomadas as primeiras medidas com vista a minimizar os efeitos dolorosos das as secas que se sucederam a de 77. Desse modo. em 1904 foi criada a “Comissão de Estudos e Obras Contra as Secas”.

Foi o inicio da primeira intervenção governamental na região a fim de minimizar as perdas ocasionadas pelas secas periódicas. Foi o primeiro passo que o governo deu no sentido de combater as secas. Ledo engano posto que combater um fenômeno natural e mesmo que malhar em ferro frio.

O professor Celso Furtada costumava dizer que em vez de buscar meios para combater as secas, o melhor que se pode fazer é criar e desenvolver mecanismos institucionais para que se possa conviver com ela. Veremos lá na frente o que propôs o nosso conterrâneo para integrar a economia do Nordeste ao resto do País.

Pra completar essa comissão não possuía estrutura para a execução de obras hídricas a fim de assegurar a oferta d’água na região. Era apenas um órgão técnico-consultivo encarregado de elaborar propostas de programas estratégicos cuja execução era de competência de diversos órgãos vinculados aos escalões superiores.

Assim sendo, em 1909, em substituição a Comissão de Estudos, foi criada a “Inspetoria de Obras Contra as Secas (IOCS). Foi mesmo que trocar seis por meia dúzia. Os problemas continuaram. Novamente em 1919 foi criada a “Inspetoria Federal de Obras Conta as Secas” (IFOCS). Por fim em 1945 foi criado o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), que prevalece aos dias de hoje.

O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, a partir da segunda metade dos anos quarenta, iniciou a construção de açudes e a implantação de perímetros irrigados. As obras em questão eram de alcance limitado por isso não foram capazes de minimizar o flagelo das secas.

Em síntese, pode-se dizer que as secas ocorridas nos anos trinta, quarenta, cinqüenta demonstraram que a chamada “Solução Hídrica” de caráter pontual, não funcionou porque não foi capaz de reduzir a uma expressão mínima o flagelo das secas. O problema era bem maior do que estava a imaginar o governo central, bem como seus assessores mais próximos.

Em 1958, ocorreu uma grande seca na região que se transformou em clamor nacional. O então Presidente da Republica JK interveio com a transferência de bilhões de cruzeiros, moeda da época, a fim de socorrer os flagelados. Foi um desastre, pois os recursos tomaram outros caminhos em direção oposta aos objetivos para os quais foram destinados

Estudos realizados logo após a seca em 1959 constatou não havia uma clara intenção por parte dos governos estaduais de incorporar os recursos transferidos a custo zero, ao capital social básico dos seus respectivos estados. O antigo Departamento de Estradas e Rodagens era quem realizava os pagamentos aos “tarefeiros” segundo folhas de pagamentos apresentadas a cada quinzena.

Foi um verdadeiro festival de folhas falsas o que resultou no desvio de grande parte dos recursos transferidos pelo governo federal em caráter emergencial a fim de minorar o sofrimento dos flagelados da seca de 1958. Foi nesta época que se cunhou a expressão “indústrias das secas”.

Atento a essa situação o governo federal instituiu um Grupo de Trabalho a fim de fazer o primeiro diagnostico sócio-econômico do Nordeste com o propósito de identificar as prioridades socioeconômicas da região a fim de definir com mais segurança as políticas públicas destinadas à região. Este estudo ficou conhecido pela sigla GTDN ou Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento do Nordeste, isto lá pelos idos de 1959.

O estudou revelou que as políticas públicas adotadas pelo governo, com o objetivo de resolver os problemas das secas via “Solução Hídrica”, não eram suficiente para reduzir os efeitos danosos dos acidentes climáticos. O problema da região era mais grave do que se imaginava. O desemprego que representava cerca de 25% da mão de obra economicamente ativa era realmente de caráter estrutural. Quero dizer: era um reflexo do retardamento da estrutura produtiva da região.

Tudo isso acontecia porque a densidade industrial da região estava muito aquém da observada no centro sul do país. Foi a partir dessa informação que JK resolveu criar e instalar Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, (SUDENE) no limiar dos anos sessenta com o objetivo de coordenar, acompanhar e avaliar as políticas públicas voltadas para o desenvolvimento econômico da região.

Com a criação da SUDENE o governo substituiu as antigas políticas de “Combate as Secas” por um novo paradigma de política, cuja finalidade era criar condições para que o homem pudesse “Conviver com as Secas”. Esta política devia envolver ousadas ações com vistas a incentivar a industrialização, alem de modernizar as relações de produção do setor agropecuário, complementadas com obras de infra-estrutura econômica e social.

Esta missão foi confiada ao ilustre pombalense o professor Celso Furtado, idealizador do GTDN. A economia do Nordeste, há muito não crescia. Com o advento da SUDENE, a partir dos anos sessentas, a região experimentou um ciclo de crescimento, a taxas superiores a média nacional.

Foram instaladas centenas indústrias de diversos gêneros nos grandes centros urbanos da região, projetos agropecuários, afora a construções de estradas, barragens, açudes, saneamento básico, entre outras obras de cunho social. A revolução nordestina estava apenas a começar, mas algo errado estava pra acontecer. Aconteceu...

A SUDENE não cumpriu o seu papel conforme a sua finalidade. O golpe de 1964 interrompeu a sua trajetória com graves prejuízos pra região. Mesmo assim valeu, pois a base econômica do Nordeste de hoje é incomparável a do Nordeste dos anos cinqüenta cuja economia repousava sobre um setor primário exportador, baseado na agroindústria açucareira, na pecuária, no algodão, cacau, entre outras atividades de importância secundária.

È verdade que o nordeste industrializou-se. Da mesma forma é verdade que a grande indústria instalada na região restringiu-se aos grandes centros urbanos, porquanto o semi-árido onde a população é dispersa e rarefeita, em pouco se beneficiou, em termos de industrialização.

É no semi-árido onde os efeitos das secas são mais perversos. Mas, vale a pena salientar que as secas de hoje são menos perversas do que aquelas que acontecia há cinqüenta anos. Há muitas razões que nos permitem explicar porque as secas de hoje, em termos sociais, são menos perversas do que aquelas de antigamente.

A primeira explicação diz respeito a migração massiva da população rural para a zona urbana depois da falência da economia rural fundamentada na cultura do algodão. A segunda está associada, a mais do que justa política de previdência rural, posta em pratica pelo governo federal, que assegurou a aposentadoria de milhares de trabalhadores idosos.

A terceira, diz respeito a política de transferência de renda do governo federal que transformou milhares de trabalhadores em “homens sem braços”. Ninguém trabalha mais, pois a bolsa família entre outros benefícios, complementada por uma ou mais cestas básicas ao mês, assegura uma vida tranqüila longe do esforço físico cansativo que o trabalho impõe.

Isto sim é que é conviver pacificamente com a seca. Se a indústria não chegou ao semi-árido como se esperava que chegasse, pelo menos o incentivo a preguiça chegou sem perspectivas de um dia ir embora. É pena porque centenas de proprietários rurais estão deixando de produzir por absoluta falta de mão de obra. Os salários ofertados são bons, mas mesmo assim ninguém aparece.

Lembro-me das conversas com o saudoso amigo Antonio Calado. Pra vê-lo espantado insinuava que o produto mais vendido no seu armazém era enxada. Ele se levantava e dizia: realmente antigamente eu vendia enxadas pra valer, principalmente na época do inverno. Continuava: hoje, depois que o governo incentivou a vagabundagem, quando muito, vendo dez enxadas por ano. Por isso que este País não vai pra frente, não e?

É isso mesmo, o meu amigo tinha razão, porque não é possível construir uma grande sociedade sem o trabalho. O trabalho ainda é a principal fonte geradora de valor. Assim sendo, sem o fator trabalho não geração de valor, sem este não se constrói a base da riqueza que servirá de legado para as gerações futuras. Assim caminha o sertanejo. Triste caminhada...

João Pessoa, 21 de Abril de 2012

*Economista e escritor pombalense

Gritos de desencantos

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

No segmento da medicina geriátrica a terceira idade tem seu inicio aos 75 anos, enquanto, uma pessoa é considerada da terceira idade aos 60 anos, dependendo da sociedade e cultura do seu meio. Para atingir essa fase o ser humano passa por várias etapas, elas vão se transformando na proporção que vamos saindo da infância, adolescência, juventude, e a fase adulta, essa sendo uma longa fase, indo dos 20 até os 60 anos. Desembocando na velhice, ou terceira idade.

Todas essas etapas têm suas peculiaridades, a infância é o período quando o ser humano passar a conhecer o meio em que vive, descobrindo tudo que lhe diz respeito; a adolescência é a fase do autoconhecimento e a transformação do corpo. A fase adulta é a da estabilidade, realizações, construções, como família, carreira e prestígio. Finalmente chega-se a velhice, essa seria a fase do aproveitamento, compensação por ter atingido tantos anos e acumular tanta experiência, ledo engano, é o começo da fase mais difícil para muitos seres humanos, malfadada nesse termino de vida, por tantos motivos!

Quando somos jovens não temos muita preocupação com o futuro, somos fortes, sadios, o mundo nos favorece, ficamos preocupados com as realizações sem medir as conseqüências da falta do cuidado com a estabilidade futura e o bem estar.

Quando conseguimos construir patrimônio, e economizar e fazer reservas, em termos de poupança, formar família, estabilizar essa família, com certeza a vida continua a nos sorrir. Infelizmente esse não é o destino da grande maioria dos nossos velhos. Principalmente os menos favorecidos financeiramente, os que não tiveram oportunidades, ou mesmo não criaram essas oportunidades, por razões outras, a velhice passa a ser um verdadeiro castigo.

Muitos são largados em quartos de fundos de pouco quintal, tratamento dado pelo tamanho da sua aposentaria, sem carinho e sem afeto, ausente de calor humano, tão necessário nessa fase crucial. com um pouco de sorte é internado num asilo administrado por profissionais dotados de sentimento humanitário. Para aqueles que carregam as doenças crônicas inerentes à sua idade, muito embora os medicamentos prescritas por médicos, são fornecidas pelo sistema de saúde, entretanto, quando na necessidade de um exame complementar, para diagnóstico de problema mais complexo, a situação torna-se vexatória, os prazos passam a ser de uma desumanidade sem parâmetros, casos de “ressonância magnética”, como exemplo, dependendo da cidade onde o paciente esteja, ultrapassa 540 dias, na fila de espera. Para quem está convalescente isso representa, muitas vezes a própria morte, ou acentuação da gravidade da doença no paciente.

Tratando de aposentadoria a situação é mais grave, com a implantação do fator previdenciário, uma formula inventada e implantada no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, uma verdadeira injustiça para a classe dos aposentados ou pensionistas, do nosso país. O pior é que não existe quem lute contra essa aberração do sistema, apenas um único defensor, dentro do congresso nacional, continua a tentar eliminar essa nódoa, de um ex-governante, sociólogo que se intitulava defensor dos pobres e oprimidos. O. Senador Paulo Renato Paim (PT) RS, esse sim, carrega uma bandeira, hoje representada como uma marca da sua atuação no senado, sem muito sucesso, infelizmente seus pares, tanto da situação, partidos da base aliada, ou oposição, se omitem da co-responsabilidade nessa luta tão necessária para eliminar um pouco a falta de recursos, de uma gente sofrida.

No geral, o poder executivo através do INSS, órgão que administra os recursos assistências, nada faz para minimizar essa dor e esse sofrimento, que atinge essa classe, enquanto fecha os olhos para os escândalos e sangrias de valores nunca repostos. O legislativo faz de conta que o assunto não é de sua competência, e assim os idosos continuam a viver na marginalidade do submundo, dos desprovidos de recursos materiais, vivendo na segregação humana, sem ter nem mesmo um órgão que possa ouvir seus murmúrios, lamentos e gritos de desencantos, na espera de uma morte que venha, ou seja, provocada pelo próprio sistema, ou ausência dele, o mais rápido, para eliminar esse sofrimento.

Esse é o Brasil que existe, mas, poucos têm coragem de falar a respeito, preferem conviver com ele, atuando como coadjuvantes, sem esboçar reação, ou levantar bandeiras, nem mesmo ajudar a gritar, no sentido de sensibilizar os ouvidos competentes, para que retire desse pesadelo toda essa gente que um dia foi criança, adolescente, adulto produtivo (quando, hoje esquecida, vivendo com ajuda da caridade humana, pois, o pouco que recebe não lhe assegura viver com a dignidade merecida.

*Escritor pombalense e empresário em Navegantes - Santa Catarina

AMOR ALÉM DA MORTE


BIBIA E CESSA (In Memoriam)
Quando se ama verdadeiramente,
O que se deseja infinitamente
É estar junto da pessoa amada.

Vou contar a vocês
Uma real história de amor,
Com muito orgulho e louvor,
Descrevo o exemplo de meus avós.

Viveram e sonharam juntos;
Uniram dois distintos mundos;
Construíram uma linda família,
Repleta de harmonia.


Foram anos de dedicação,
Um cuidando do outro,
Buscando sempre uma solução,
Para quaisquer desafetos.

Companheiros inseparáveis;
Nunca vi tamanho carinho!
Sempre tão amáveis,
Dispostos a aquecer o ninho.

Um amor sem medida,
Totalmente desinteressado,
Que negou qualquer despedida,
No presente ou no passado.

Amor além da morte,
Quero assim descrever;
Não esteve à mercê da sorte;
Deus sempre esteve a escrever...

Dona Cessa se foi primeiro;
A saudade foi tão grande,
Que Bibia, o amado companheiro,
Acabou-se por inteiro;
A dor deveras gigante,
De forma incessante,
Levou-o para junto da eterna amada!

Cessinha Neta


Maria do Bom Sucesso Lacerda Fernandes Neta

(17/04/12)

A Importância do Livro nos Tempos Atuais


Clemildo Brunet
Clemildo Brunet*

Hoje vivemos no mundo pós-moderno onde a informática e a internet avançam mais levando conhecimento as novas gerações em todas as partes do planeta. No entanto, o livro continua e continuará tendo o seu valor pela busca incessante de informações que podem ser obtidas por todos os seguimentos da sociedade, não importando qual seja a causa que o determine. Isso ocorre porque o livro está ao alcance daqueles que ainda não dispõe dos dispositivos que a cibernética oferece.

O livro mais importante e mais conhecido mundialmente que jamais ficará velho ou ultrapassado é a Bíblia Sagrada, coletânea que foi escrita por homens inspirados por Deus durante um período de 40 anos, relatando fatos ocorridos desde a criação do mundo, passando por nascimento, morte e ressurreição de Jesus até os acontecimentos futuros. A Bíblia Sagrada também tem a sua comemoração com programações específicas no segundo domingo do mês de dezembro.

segundo o site: Wikipédia, a enciclopédia livre:

O Dia Internacional do Livro teve a sua origem na Catalunha, uma região da Espanha. A data começou a ser celebrada em 7 de outubro de 1926, em comemoração ao nascimento de Miguel de Cervantes, escritor espanhol. O escritor e editor valenciano, estabelecido em Barcelona, Vicent Clavel Andrés, propôs este dia para a Câmara Oficial do Livro de Barcelona.

Em 6 de fevereiro de 1926, o governo espanhol, presidido por Miguel Primo de Rivera, aceitou a data e o rei Alfonso XIII assinou o decreto real que instituiu a Festa do Livro Espanhol.

No ano de 1930, a data comemorativa foi trasladada para 23 de abril, dia do falecimento de Cervantes.

Mais tarde, em 1996, a UNESCO instituiu 23 de abril como o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, em virtude de a 23 de abril se assinalar o falecimento de outros escritores, como Josep Pla, escritor catalão, e William Shakespeare, dramaturgo inglês.

No caso do escritor inglês, tal data não é precisa, pois que em Inglaterra, naquele tempo, ainda utilizava o calendário juliano, pelo que havia uma diferença de 10 dias para o calendário gregoriano usado em Espanha. Assim Shakespeare faleceu efectivamente 10 dias depois de Cervantes.
No Brasil, segundo pesquisas realizadas na internet, o dia do livro infantil foi instituído no dia 18 de abril como dia nacional da literatura infantil em homenagem à Monteiro Lobato, um dos maiores autores da literatura infanto-juvenil.

Brasileiro, nasceu em Taubaté, interior de são Paulo, em 18 de abril de 1882, iniciou sua carreira escrevendo contos para jornais estudantis. Em 1904 venceu o concurso literário do centro Acadêmico XI de Agosto época em que cursava a faculdade de direito.

Como viveu um período de sua vida em fazendas, seus maiores sucessos fizeram referências à vida no campo. Por esta razão montou a maior obra da literatura infanto-juvenil: o sítio do picapau Amarelo, que foi transformado em obra televisiva nos anos oitenta e regravado nos anos noventa.

Monteiro Lobato morreu em 4 de julho de 1948, aos 66 anos de idade e no ano de 2002 foi criada uma Lei(10.402/02) que registrou o seu nascimento como data oficial da literatura infanto-juvenil.
“Um país se faz com homens e com livros”. (Monteiro lobato)

O livro é um instrumento de trabalho útil na vida de toda gente - vem desde os bancos escolares até as universidades e depois por toda vida. O seu conteúdo jamais envelhece é passado de pai para filhos, netos, bisnetos e de geração em geração. O nosso intelecto se desenvolve de tal modo na aplicação da leitura do livro, o que nos torna possível descobrir os talentos que aflora nossa capacidade para um fim proveitoso.

A base de todo conhecimento para o progresso individual e coletivo está no livro, preenchemos as nossas horas de ócio numa forma de entretenimento com a leitura de grandes aventuras; ele também como fonte do saber abriu-nos a porta do sucesso na realização dos grandes concursos públicos.

Jó o homem que a Bíblia registra como ser mais paciente que já habitou o planeta terráqueo, exclamou: “Quem me dera fossem agora escritas as minhas palavras”! “Quem me dera fossem gravadas em livro”! Jó 19:23. Na verdade sua história, palavras e vida estão registradas na Bíblia em 42 capítulos e até hoje os fatos mencionados por Jó são lembrados.

Os livros eram de grandes utilidades na vida dos apóstolos. Paulo, mesmo preso em Roma escrevendo a seu filho na fé Timóteo recomenda-lhe: “Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, bem como os livros, especialmente os pergaminhos” 2 Timóteo 4:13.

O livro nunca deixará de está em evidência haja vista o avanço tecnológico que tem proporcionado à leitura oportuna por ser encontrado em disquete. O livro falado em gravação para ser ouvido em casa, no carro, em viagens ou passeios é o companheiro ideal de todos os momentos e serve a todos sem jamais perder sua autenticidade e atualidade.

Pombal, 18/04/2012

*Radialista, Blogueiro, Colunista
Twitter @clemildobrunet @brunetcomunica  

TITANIC 100 ANOS

Severino Coelho Viana
Por Severino Coelho Viana*

Neste dia 15 de abril de 2012 completa 100 (cem) anos do naufrágio do navio considerado na altura como o maior e o mais luxuoso do mundo, conhecido por Titanic.

O Titanic deixou Southampton, costa sul da Inglaterra, com destino a New York, nos Estados Unidos, ao meio dia do dia 10 de abril de 1912. Nos primeiros minutos da viagem quase houve um acidente, Assim que o Titanic deixou o cais, sua esteira provocou a aproximação do SS New York, que estava ancorado nas proximidades, rompendo as suas amarras e quase se chocando com o navio, antes que rebocadores levassem o New York para longe. O incidente atrasou a partida em meia hora, um sinal de que a partida não estava acompanhada do fator sorte. Passou o primeiro perigo alguns passageiros sentiram um abalo de tristeza dentro do primeiro navio que atravessaria o Atlântico.

Medindo 270 metros de comprimento, o navio tinha, entre outras coisas, campos de squash, piscina, sala escura para fotógrafos e elevadores. O famoso restaurante, chamado de 'Café Parisiense', era decorado ao estilo jacobino, com colunas douradas e objetos de prata finamente fabricados. O barco estava equipado, também, com o sistema Marconi, a mais nova forma de comunicação sem-fios da época.

O Titanic tinha uma capacidade para carregar 3.000 (três mil) passageiros, todavia, naquele embarque levava somente 2.207, sendo, assim, distribuídos: 322 na primeira classe; 275 na segunda classe; 712 na terceira classe e 898 tripulantes. Morreram 1.500 e sobreviveram 707 pessoas.

Os construtores do Titanic estavam convictos de que o navio não afundaria, isto porque tinha sido construído com uma tecnologia revolucionária. No casco do navio estava instalada uma verdadeira fábrica, dividida em 16 compartimentos e protegida por um inovador sistema de portas de água que eram fechadas manualmente ou automaticamente, através de poderosos eletroímãs. O transatlântico foi projetado para flutuar com dois compartimentos inundados que os construtores acreditam que a embarcação continuaria a navegar até com quatro deles cheios de água. Quis o destino que cinco deles fossem rasgados pelo iceberg quando o Titanic abalroou em Newfoundland.

O ar nos 16 (dezesseis) compartimentos do Titanic tornava o navio menos denso que a água, isto até enquanto não atingiu o iceberg. O rombo provocado pelo gelo perfurou o casco do navio e a água rapidamente encheu cinco desses compartimentos, eliminando o ar dessas salas. Deixou de haver estabilidade no navio e, por isso, a frente do Titanic ficou mais pesada, começando a submergir e fazendo com que a parte traseira levantasse para fora da água. Estavam 30.000 (trinta mil) toneladas de aço fora da água.

O naufrágio do Titanic tem sido a base de muitos romances fictícios descrevendo acontecimentos a bordo do navio. Muitos livros sobre o desastre também foram escritos desde que o Titanic afundou. O primeiro destes, aparecendo dentro de meses após o naufrágio. Os sobreviventes Segundo Oficial Lightoller e alguns passageiros, como Jack Thayer escreveram livros descrevendo suas experiências. Alguns gostaram do popular livro A Night to Remember publicado em 1955, do historiador e escritor inglês Walter Lord, que fez uma investigação independente e entrevistas para descrever os acontecimentos que ocorreram a bordo do navio. Existem dois livros publicados antes do fato tenebroso ocorrido com o Titanic que nos levam a uma profunda reflexão, como se fossem pressentimentos de naufrágio.

Quatro anos, antes do acidente, em 1898, Morgan Robertson escreveu um livro intitulado de “Futility or The Wrech on the Titan”. A narrativa do livro contava a estória de um navio que atravessava o Atlântico, batia num iceberg e afundava. Quase todos os passageiros morriam porque não havia boias de salva-vidas suficientes. O mais assombroso é que tanto o número de mortes referido na história, como a capacidade do navio fictício, e a maioria das características técnicas do Titan eram exatamente iguais às do Titanic. Para muitos, não passou de uma estranha e arrepiante coincidência e, para outros, terá sido uma premonição e, consequentemente um aviso deixado por Morgan sobre o desastre.

O outro livro que nos chamou à atenção meditativa, seis anos antes do acontecido, em 1892, escrito por William T. Stead intitulado de “From the Old World to the New” (Do Velho para O Novo Mundo). Nesta estória, também, narrava que um navio batia num iceberg e afundava. Outro navio socorreu os sobreviventes. O nome do capitão era E. J. Smith – o mesmo nome do capitão do Titanic. Vinte anos depois, Stead viajou no Titanic real, mas não sobreviveu.

Depois destas duas tremendas coincidências no campo literário partimos para os exemplos na vida real. Dois fatos reais e interessantes aconteceram, numa verdadeira vivência de sonho e realidade. Adelmans estava planejando retornar para os Estados Unidos no Titanic. De repente, Adelmans teve um terrível sentimento de perigo. Ela e o marido desistiram de viajar no Titanic.

No lado da história real, Blanche Marshall assistiu a partida do Titanic, numa ilha perto de Southamptor. Repentinamente, ela falou alto e bom som: “este navio vai afundar antes de alcançar a América”. E continuou externando a sua visão real: “eu posso ver centenas de pessoas na água gelada”.

Quando James Cameron escreveu o roteiro do filme Titanic queria mostrar uma história de amor que ocorreu dentro do transatlântico no percurso da viagem que findaria com o naufrágio, onde a bela moça se apaixonava pelo plebeu de terceira classe, mas a força do destino os separou, apenas sobrevivendo a donzela enamorada. A estória de amor entre Rose, representada pela atriz britânica Kate Winslet e Jack Dawson, interpretado por Leonardo DiCaprio´s, não é verdadeira, o diretor cinematográfico colocou no roteiro apenas como o atrativo do filme.

É tanto que, James Cameron foi o grande vencedor da noite do Oscar, em março de 1998, na cidade de Los Angeles. Ao total foram ganhos 11 Oscars das 14 indicações:

Na seguinte ordem: 11 vitórias de 14 indicações: Oscar para Filme, Oscar para Cineasta - James Cameron, Oscar para Direção Artística, Oscar para Fotografia, Oscar para Efeitos Sonoros, Oscar para Figurino, Oscar para Edição de Som, Oscar para Efeitos Especiais, Oscar para Montagem / Edição, Oscar para Trilha Sonora - James Horner, Oscar para Canção Original - My Heart Will Go On.

Na vida real, na arte literária e no campo cinematográfico, o naufrágio do Titanic ainda continua cheio de mistérios.

João Pessoa, 15 de abril de 2012.

*Escritor pombalense e Promotor de Justiça em João Pessoa - PB.scoelho@globo.com

Ainda falando sobre "os bandidos de toga"...

Maciel Gonzaga
Maciel Gonzaga*

Oportunamente, já me posicionei por mais de uma vez neste Blogger em defesa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e em apoio à ministra Eliana Calmon Alves, Corregedora Nacional de Justiça, que neste final de semana está visitando o Rio Grande do Norte. Foi ela – e somente ela – quem teve a coragem de "desembainhar a espada" e partir para cima dos "bandidos de toga".

Pois bem! O nosso Rio Grande do Norte está sendo manchete na mídia nacional, com o chamado “Caso dos Precatórios” do Tribunal de Justiça, que possui todos os elementos de escândalo nacional: operação policial, denúncia do Ministério Público, cinco pessoas presas, Desembargadores sob suspeita e valores que somam mais de R$ 11 milhões em precatórios que podem ter sido fraudados, segundo estimativas no curso da investigação.

O caso não é assunto apenas do Judiciário local. É assunto hoje do CNJ, da Procuradoria Geral da República, futuramente será tratado no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e no STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo relatos do meio jurídico, os desvios de precatórios são comuns a outros tribunais de justiça do país. Não é “privilégio” nosso. E o trabalho investigativo não se restringe à sindicância interna no tribunal. A investigação ocorreu também nas esferas do Tribunal de Contas do Estado e do Ministério Público. Foi uma ação conjunta, atendendo a pedido da atual presidente do TJ, Desembargadora Judite Nunes.

O relatório parcial do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) aponta desvios da ordem de R$ 11 milhões e responsabiliza os Desembargadores Oswaldo Cruz e Rafael Godeiro. O Procurador Geral de Justiça do RN, Manoel Onofre Neto, definiu bem a situação dos desembargadores Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro neste momento: "insustentável". E parece ser isso mesmo. Diante do depoimento da acusada Carla Ubarana Araújo Leal, ex-funcionária responsável pelo Setor de Precatório do TJ/RN, ré confessa, e da profusão de documentos - cheques nominais e guias de pagamentos - assinados em favor da ex-servidora e dos laranjas, as provas na execução das fraudes são evidentes. É bem verdade que os dois Desembargadores, ambos ex-presidentes da Corte de Justiça, têm negado veementemente as acusações proferidas por Carla Ubarana, mas as provas apresentadas no curso das investigações são contundentes.

É por conta disso que o cerco se fecha em desfavor dos magistrados sob suspeita. O pedido de afastamento de ambos já foi protocolado no CNJ [Conselho Nacional de Justiça], órgão do Judiciário encarregado de apurar os desvios de condutas na esfera administrativa dos tribunais.

Como qualquer cidadão ou cidadã, Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro têm direito a ampla defesa no devido processo legal. E isto certamente será respeitado em todas as instâncias do Judiciário a partir das ações agora em curso.

O tsunami que passou pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte ainda não deixou de provocar danos e estragos imensuráveis. Os efeitos deste caso ainda serão sentidos por muito tempo. E em meio ao vendaval de notícias sobre o caso, eis que o Ministério Público Estadual (MPE) ajuíza uma ação e o Juiz da 4ª Vara Criminal da Comarca de Natal, Raimundo Carlyle, acata Denúncia contra a servidora Ana Lígia Cunha de Castro, Assessora do Desembargador Rafael Godeiro à época das investigações, por crime de corrupção passiva (artigo 317 do Código Penal). A funcionária é acusada da venda decisão judicial favorável cobrando R$ 15 mil para ser dada uma decisão, ou seja, venda de sentença no TJ/RN (Inquérito policial nº 0022656-04.2009.8.20.0001).

É de se perguntar: Tinha ou não razão a ministra Eliana Calmon?

*Pombalense, Jornalista, Advogado e Professor em Natal RN.

O VELHO SOBRADO

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

Pombal! Quando criança, por suas ruas descortinei casarões, sobrados e igrejas antigas, um conjunto arquitetônico que desenhava sua história.

Nele, havia um sobrado encravado na Rua Nova que me chamava atenção. Lembro-me bem de sua imponência, do seu primeiro andar, todo em madeira de lei. Imóvel que, inclusive, já fora residência oficial do meu bisavô André Avelino de Queiroga e que, na minha infância, serviu de moradia para o primo querido Joaquim Assis.

Recordo-me que o tempo passava, as edificações se modernizavam, mas o velho sobrado alí estava, histórico, resistente e imponente.

Histórico, porque fora erguido há mais de cento e cinquenta anos, ainda no Arraial de Piranhas. Ele contemplou toda a evolução da cidade. Os seus traços arquitetônicos registravam a beleza de um tempo chamado passado. Impunha-se por força e consciência de Joaquim Assis, que se negava a entregá-lo à sanha incontrolável de bancos que desejam comprá-lo, apenas para levá-lo ao chão, sem compromisso algum com a história, pois só pretendiam levantar agências com linhas arquitetônicas modernas que enterrariam parte da história de pedra e cal de Pombal.
Quando a noite caía, sentado nos bancos da Praça Getúlio Vargas, próximo à Coluna da Hora, eu ficava a olhar o sobrado. Parecia que ele estava vivo, acordado e que ficava ali a acalentar toda à cidade. Nas suas paredes a resistência e a ansiedade, Como se fossem um solilóquio, deixavam transparecer que indagava a si mesmo: Até quando terei forças para vencer a inconsciência do homem? Quando o sol despedia a madruga, o temor da demolição se renovava.

O tempo passou. Fazia alguns anos que eu não visitava a minha terra. O primo Joaquim não mais habitava o sobrado, nem este velho mundo. Era noite quando retornei à Pombal. Desci pela Rua Nova, da Praça do Centenário. Contemplei a Igreja do Rosário, o Cruzeiro, a Coluna da Hora e lá no fim da rua a Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso. Voltei, então, o meu olhar para o velho sobrado. Sua parte frontal intacta, pintura nova e bem cuidada. Porém, para minha tristeza, ao olhar para a sua lateral, percebi algo diferente. De antigo, só lhe restava a parte frontal e nada mais. Internamente tudo havia sido demolido, no seu lugar um novo prédio.

Continuei a contemplar a rua Nova. Observei que outros edifícios antigos também não mais habitavam aquele cenário. Desfigurada, aquela rua me fez imaginar: Se os filhos de Ouro Preto começassem a demolir seus casarões e igrejas, para construírem modernos prédios, o que seria daquela cidade? O que seria de Salvador, sem o Pelourinho? Pombal! Cada prédio antigo demolido é um pedaço de sua história enterrada para sempre. É preciso criar a consciência de que um futuro digno só se escreve preservando-se a memória.

*Pombalense e Juiz de Direito da 5ª Vara Cível de João Pessoa - PB

COMENTÁRIO DE VERNECK ABRANTES:
 A arquitetura do casario das ruas de Pombal, até os anos de 1970, era a mais bela do sertão paraibano. O centro histórico urbanístico da nossa cidade, não existe mais, como diz Onaldo: “Pombal! Cada prédio antigo demolido é um pedaço de sua história enterrada para sempre”. Resta o consolo de rever o que o que foi Pombal, em velhas fotografias, amareladas pelo tempo. Parabéns a Onaldo por esse chamamento, consciência e olhar voltado para preservação da nossa memória, isto é, a possível que ainda resta.

Verneck Abrantes

COMENTÁRIO DE MACIEL GONZAGA:
O Patrimônio Histórico possui significado e importância artística, cultural, religiosa, documental para a nossa sociedade. O que foi construído ou produzido pelas sociedades passadas representa uma importante fonte de pesquisa e preservação cultural. Há uma preocupação mundial em preservar os patrimônios históricos da humanidade, através de leis de proteção e restaurações que possibilitam a manutenção das características originais. Cabe ao Poder Legislativo pombalense criar leis que garantam essa preservação.
Associo-me a Verneck Abrantes nos parabéns ao Dr. Onaldo “por esse chamamento, consciência e olhar voltado para preservação da nossa memória, isto é, a possível que ainda resta”.
Maciel Gonzaga de Luna

CÂNCER: SEGUNDA DOENÇA QUE MATA MAIS BRASILEIROS!

Clemildo Brunet
Clemildo Brunet*

É uma realidade que ninguém pode fugir. O câncer tem sido a segunda causa morte por doença no Brasil. A primeira está associada a doenças cardiovasculares; Processo patológico definido com um quadro característico de Sinais e sintomas. Pode afetar o corpo inteiro ou quaisquer de suas partes. Sua etiologia, patologia e prognósticos podem ser conhecidos ou desconhecidos. Por outro lado, mais de 12 milhões de pessoas a cada ano recebem um diagnóstico de câncer e 7,6 milhões morrem da doença. A OMS – Organização Mundial de Saúde estima que no ano de 2030 sejam 27 milhões os casos de incidentes de câncer e 17 milhões de mortes pela doença.

Na Paraíba, o perfil de mortalidade por câncer também assume a tendência nacional e aparece como a segunda causa de morte no Estado, ficando atrás apenas das doenças do aparelho circulatório. A mortalidade por câncer na Paraíba apresentou um aumento de 37 % em 2010, tendo como base o ano 2001 – ou seja, em 2001 foram 1.162 óbitos; em 2010, 3.135. Em dez anos (2001 a 2010), o total de paraibanos que faleceram vitimados pelo câncer é de 22.776, sendo 11.672 homens e 11.104 mulheres.

Desde a última segunda feira (9) que Assembleia Legislativa da Paraíba vem realizando a semana Estadual de Prevenção do Combate ao Câncer de Próstata, foi realizada uma Sessão Especial no plenário da casa Epitácio Pessoa. Terça feira (10) em Campina Grande com apoio do presidente da Câmara de Vereadores, Nelson Gomes, e do prefeito municipal, Veneziano Vital do Rêgo. A semana Estadual de Combate e Prevenção ao Câncer de Próstata em nosso Estado foi criada por propositura do Deputado Ricardo Marcelo atual Presidente do Poder Legislativo Paraibano, como forma de chamar a atenção para os cuidados do homem com a saúde. A campanha será levada esta semana ainda para as cidades de Guarabira, Patos, Sousa e Cajazeiras.
Câncer de Próstata

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. Sua taxa de incidência é cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.

Sintomas

Em sua fase inicial, o câncer da próstata tem evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata (dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou a noite). Na fase avançada, pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.

Prevenção

Já está comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas não-transmissíveis. Nesse sentido, outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.

A idade é um fator de risco importante para o câncer de próstata, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam significativamente após os 50 anos.

Pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos pode aumentar o risco de se ter a doença de 3 a 10 vezes comparado à população em geral, podendo refletir tanto fatores genéticos (hereditários) quanto hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias.
Fonte: INCA

É necessário que estejamos atentos aos aspectos educativos e sociais com que as nossas autoridades estão advertindo a população no sentido do combate a doença, que pode ser evitada com a prevenção e o diagnóstico precoce. O Dia Mundial de Combate ao Câncer comemorado em 08 de abril, data essa criada pela (OMS) Organização Mundial de Saúde, tem o fim específico de chamar a atenção de nações, líderes governamentais, gestores e do público em geral, para o crescimento dos índices da doença, o tratamento e, principalmente, para a prevenção do câncer.

A ciência avançou muito e o câncer nos dias atuais é uma doença tratável caso seja diagnosticada a tempo em sua fase inicial, pois a endemia recebendo cuidados clínicos e bem acompanhada, gera qualidade de vida no paciente. Veja bem:

Muitos anos A.C. a Bíblia relata que o rei Jeorão de Judá, foi acometido de uma doença terrível. Diz o texto bíblico: “Depois de tudo isto, o Senhor o feriu nas suas entranhas com enfermidade incurável. E aumentando esta dia após dia, ao cabo de dois anos, saíram-lhe as entranhas por causa da enfermidade, e morreu com terríveis agonia”... 2 Crônicas 21:18 e 19. Quando li esse texto a primeira vez fiquei impressionado com o relato e imaginei que esta enfermidade só poderia ser câncer.

Câncer de que estamos falando segundo Aurélio, é a designação genérica de qualquer tumor maligno (q. v.); blastoma maligno, neoplasma maligno. Lentamente o câncer se instala na pessoa, as células do corpo humano sofrem os efeitos que provocam mudanças em alguns de seus genes. Nesse meio tempo as células se encontram, geneticamente alteradas, mas não é possível ainda se detectar clinicamente um tumor, encontra-se preparadas ou iniciadas para avançar para um segundo estágio.

Vêm então, os oncopromotores agentes que atuam na célula alterada que tendo sido iniciada, se transforma em célula maligna de modo lento e gradual. Para essa ocorrência de transformação é necessário um longo e continuado contato com o agente cancerígeno promotor. Muitas vezes os agentes promotores registram o processo de suspensão nesse estágio e só reaparecem provocados por causas e efeitos manifestos em alguns tumores. A nicotina contida no cigarro é a mais conhecida aumentando em 12 vezes as chances de câncer de pulmão.

O terceiro e ultimo estágio ocorre com a multiplicação descontrolada e irreversível das células alteradas. Aí o câncer já está instalado e evolui até o surgimento das primeiras manifestações clínicas da doença. É fato que em nosso organismo existe mecanismo de defesa natural protegendo as agressões advindas de diferentes agentes entrando em contato com estruturas divergentes. No decorrer da vida, produzem-se células alteradas, e o mecanismo de defesa faz com que haja interrupção do processo, com sua eliminação ulterior.
Final:

Na verdade para pessoa que visita o médico e toma conhecimento que está com câncer não é fácil, pois é natural pensar que isso só acontece com os outros, depois fica conformado e procura conviver com a doença, afinal, é só lembrar que não estamos aqui pra semente.

Pombal, quinta feira, 12 de abril de 2012

*Radialista, Blogueiro e Colunista
Twitter: @clemildobrunet e @brunetcomunica