CLEMILDO BRUNET DE SÁ

IVONILDES BANDEIRA: EDUCADORA POR EXCELÊNCIA!

Ivonildes Bandeira (Foto de arquivo)
PROF. FRANCISCO VEIRA* “A melhor maneira de vencer um problema é enfrentá-lo, independente de sua intensidade. Confie em seu potencial, pois você é capaz...” Esta foi apenas uma das sábias lições a mim transmitidas por Ivonildes Bandeira – certamente a outros também - no início de minha carreira profissional. Lembro-me: estava eu há alguns minutos para adentrar a uma sala de aula e estrear no magistério. Como é natural, toda estréia envolve dúvidas, incertezas e ansiedade. E, comigo não foi diferente. Em momentos assim, a timidez invade nossas faculdades mentais, inibi a capacidade humana, prejudicando o desenrolar das ações. Por conseguinte, foi uma atitude oportuna, necessária e indispensável. Foi mais que um conselho, foi uma providência. Foi um chá de ânimo, cuja eficácia é capaz de reanimar o mais debilitado e fazer pensar positivo o maior dos pessimistas. Repito, uma medida providencial e abalizada que de forma determinante contribuiu para o consciente exercício da função e o conseqüente sucesso profissional. Com esta premissa presto uma singela homenagem a uma das maiores e mais completas educadoras do nosso município e que prestou relevantes serviços à educação de Pombal. Falar em Ivonildes Bandeira é mais que um dever, é um ato de justiça, um gesto de gratidão. É antes de tudo um prazer. E, para fazê-lo, sinto-me bastante à vontade É que além dos laços familiares que nos unem, tive a felicidade de ter sido seu aluno e posteriormente colega, durante quatorze anos, sendo eu professor e ela diretora. Melhor ainda, pois em ambos os casos recebi dela lições de grande valia para minha formação moral e profissional. Joana Ivonildes de Torres Bandeira, era seu nome de batismo. Nasceu em Pombal no dia 07 de novembro de 1930. Filha do casal Afro de Torres Bandeira e Maria Ferreira de Sousa(Turoza). Era membro da tradicional família Maniçoba da qual se orgulhava em pertencer e defendia intransigentemente numa prova de fidelidade às suas raízes. Sua família era constituída de cinco irmãos, além dela: Francisca (in memorium), Ivonete, Djaly, Zita e Chico Sales (in memorium), todos unidos pelo amor familiar, fruto da boa educação transmitida pelos pais. Tornou-se verdadeira escudeira da família, merecendo o carinhoso tratamento de “Tia Nida” dos amados sobrinhos. Seus estudos foram iniciados com a professora Nininha de Castro de quem recebeu as primeiras lições. Estudou em seguida nas Escolas João da Mata e Normal Arruda Câmara, ambas de Pombal, transferindo-se para o Colégio das Damas em C. Grande. Formou-se em História pela UFPB – Universidade Federal da Paraíba. Iniciou sua carreira como professora lecionando na extinta Escola Normal Arruda Câmara – antigo Colégio das Freiras de onde foi aluna e no Ginásio Diocesano de Pombal. Como professora de História destacou-se pela qualidade de suas aulas. Detentora de vasto conhecimento enalteceu suas aulas pela força da metodologia e didática utilizadas. Possuidora ainda de grande expressividade e domínio da língua portuguesa transmitia os conteúdos com absoluta segurança e precisão tornando-as atraentes, prazerosas e imperdíveis. Assistir suas aulas era mesmo que presenciar aos fatos. Além de professora, Ivonildes ainda exerceu com destaque importantes cargos administrativos nas principais escolas municipais, tais como: Arruda Câmara (antigo Colégio Estadual) e Colégio Josué Bezerra, sempre com determinação e coerência, se constituindo exímia administradora. Faleceu no dia 14 de março de 1994, no Hospital Santa Isabel em João Pessoa - PB. A sua morte, além de eternas saudades, deixou uma lacuna impreenchível. O seu falecimento marcou o fim de uma trajetória de vida brilhante e inteiramente dedicada à sublime missão de educar e que certamente servirá de exemplo para muitos Ivonildes Bandeira em vida foi um exemplo de profissionalismo e se constituiu um marco indelével na educação de Pombal. Honestidade e ética era sua marca registrada. Dotada, pois de um conjunto de qualidades e virtudes fez por merecer a atenção dos alunos, a amizade dos colegas, o amor da família e o respeito de todos. Não deixou absolutamente nada que pudesse macular a sua imagem. Era, pois, a dignidade em pessoa, um padrão de moralidade. E, como se não bastasse, tinha ainda o seu lado humano. Virtuosa que era, mostrou-se solícita às pessoas, principalmente as da família, para quem tinha um tratamento especial, atendendo, orientando e ajudando. Sob o prisma de uma visão futurista foi solidária a todos oferecendo oportunidades. Importava-se com os outros como quem cultiva uma planta rara que necessita de amor, atenção e cuidado. E assim, Ivonildes ajudou a muitos, inclusive a mim, tendo apontado caminhos, sem, contudo, interferir nas decisões e deixando que cada um caminhasse com os próprios pés. Ensinou a pescar. Seu objetivo não era outro senão, auxiliar no desenvolvimento vocacional, na escolha profissional, para uma tomada de posição consciente. Acreditava que os seus ensinamentos não seriam em vão. Tinha a esperança de que penetraria nos corações das pessoas como uma semente em terra fértil. Enfim, como educadora, sempre acreditou na educação como agente eficaz na transformação de um indivíduo, de uma sociedade ou de uma nação. Acreditava que na vida humana a educação não é uma mera opção, mas a melhor de todas. E pensando assim foi que tanto se dedicou a ela. Portanto, diante do muito que fez pela educação, o nome de Ivonildes Bandeira será eternamente lembrado e reverenciado. Afinal, uma professora de história que pelos seus méritos entrou para a nossa história. Assim, diante do exposto, está registrado o meu reconhecimento, a minha homenagem, convicto de que Ivonildes Bandeira foi realmente uma educadora por excelência. *Professor e Ex-Diretor da Escola Estadual João da Mata.

A IMPRENSA, A ÉTICA E OS DIAS ATUAIS...

Maciel Gonzaga (Foto)
MACIEL GONZAGA* Falar de ética é falar de liberdade. Porém, em nome da liberdade, muitos excessos e muita falta de ética têm sido cometidos ultimamente em nosso País. Até porque é somente em um ambiente de liberdade que se pode abusar dela. Assim, jornalistas e radialistas passam por sobre a ética e, muitas das vezes, pisam nela. Alguém pode me indagar: você é jornalista, porque pega tão pesado com sua classe? É justamente por isso mesmo que tomo a liberdade de falar, pois conheço uma boa parte de jornalistas que encontra justificativas para escrever, filmar, dizer "coisas" que, pelos padrões do mundo hoje, não conduzem à nossa civilização. Muitos se aproveitam da palavra, amparados na frágil argumentação de que é isso que o povo quer, é disso que o povo gosta. Como jornalista, sempre defendi e defendo a ética que recomenda que "a divulgação da informação, precisa e correta, é dever dos meios de comunicação". Defendo que a atividade jornalística é de natureza social e finalidade pública. Que o jornalista, pelo seu desempenho, deve agregar valor, honra e dignidade à profissão, defender os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos, respeitar a privacidade do cidadão e prestigiar as entidades que representam a categoria. O jornalista não pode impedir o livre debate nem frustrar o direito à manifestação de opiniões diferentes, e até discordantes, da sua, ainda que no próprio veículo onde trabalhe e no espaço que ocupe. O jornalista deve evitar a divulgação de fatos mórbidos e contrários aos valores humanos e deve tratar com respeito todas – frise-se: todas – as pessoas que menciona nas informações ou comentários que divulga. Além disso, deve preservar a língua portuguesa e a cultura brasileira. Mas, lamentavelmente, a cada dia, se vê mais e mais determinados programas de Rádio, de TV e páginas de jornais que usam palavras, expressões, textos, imagens e emoções apelativas, chulas, sensacionalistas contra quem bem entendem ou desejam atingir. Tudo em nome da audiência. Ética, neste caso, é só um detalhe. Em nosso País, nas sociedades menos desenvolvidas, nas comunidades menos esclarecidas, costuma-se praticar um jornalismo fútil, que estimula o povo à permanente dependência e não à necessária competência. Os jornais aumentam de páginas. As rádios e televisões aumentam de potência. E os comunicadores não têm aumentado nada – nem o salário. Apenas têm suas vozes, suas imagens e seus textos a serviço do poder ou do contracheque público. O aumento do número de veículos e a modernização do maquinário levam ainda à falsa impressão de que a imprensa está evoluindo. Mais do que nunca, jornalistas e radialistas têm o dever profissional, a honra pessoal, a obrigação moral de não cometer calúnia, injúria ou difamação – especialmente quando desempenham suas atividades em lugares onde os níveis de informação e de formação, de consciência cívica e de conhecimento legal são mínimos. O profissional de comunicação está nessas comunidades para servi-las, não para servir-se delas. Tenho certeza de que profissionais conscientes gostariam que a comunidade, o seu público, o ajudasse a serem melhores em sua profissão. Com todo o respeito, sou da opinião de que fazer jornalismo é para jornalistas, não para qualquer um. Cabe aos jornalistas a consciência ética. Só assim a mídia poderá sonhar com dias melhores. *Jornalista, Advogado e Professor. Natal RN.

JACINTA: ATRAENTE, VERSÁTIL E COMUNICATIVA!


Clemildo e Jacinta Nogueira (foto)


CLEMILDO BRUNET* 

Ela mesma sintetizou sua performance em uma frase: “Sou uma pessoa de bem com a vida, pois tenho tudo que amo e amo tudo que tenho”. Seu nome de batismo JACINTA DE FÁTIMA RAMOS NOGUEIRA, nasceu em Pombal no dia 28 de agosto de 1969, filha de José Nogueira e Mª Eliete Ramos Nogueira, família constituída dos irmãos: Ana, Lúcia, Corrinha, Facis, Júnior, Beta, Josimar, Valéria e Isabel. 

 Faço esta homenagem a uma amiga que tive a satisfação de conhecer por ordens do ofício. Logo ao iniciar sua carreira no rádio adotou como nome de guerra na profissão de radialista “Jacinta Nogueira”. Em 1988 com a instalação da Rádio Bonsucesso de Pombal, Jacinta estreou no rádio com um programa inusitado na época. Rádio Criança, dedicado aos baixinhos de Pombal e região abrindo desta forma um lugar para criança participar do programa como gente adulta. Fez muito sucesso e conquistou grande audiência. 
 Em 1993 – com a chegada da primeira emissora FM em Pombal, Jacinta foi convidada para ser locutora. As rádios FM no início primavam muito pelo seu público elitista, por esta razão, Jacinta teve que ir a João Pessoa fazer um estágio em rádio de freqüência modulada cujo estilo de locução era outro. Estava então confirmada a segunda voz feminina da radiofonia pombalense.  

Jacinta Nogueira é uma jovem senhora atraente não somente pelos seus traços físicos, mas também pelo carisma que ela transmite. É linda por dentro e por fora como dizem as pessoas. O altruísmo é uma prática de vida no seu cotidiano; é uma mulher que dar-se ao respeito para ser respeitada e é possuidora de uma empatia invejável sabendo lidar com os seus interlocutores. 

No ano da realização da Festa Troféu Imprensa 2007 Jacinta participou ativamente na organização do evento. Lembro-me que em certa ocasião antes de uma das reuniões com os radialistas, eu me zanguei em razão das dificuldades que vinha enfrentando num ímpeto sem querer, disse um palavrão! Não tinha notado a presença de Jacinta; pedir-lhe desculpa. Pra acalmar os ânimos, sorridente chamou-me para tirar uma foto com ela e esta foi postada no meu blog com a seguinte inscrição: MOMENTO DE DESCONTRAÇÃO “Clemildo e a Radialista Jacinta Nogueira da Rádio Maringá FM de Pombal”. 

Além da nossa amizade por laços de efetividade no rádio, somos amigos também na rede sociais de amigos do Orkut e Facebook e por serem  sites onde temos a oportunidade de saber um pouco do perfil de cada um - fui bisbilhotar a página virtual da Jacinta e veja só o que encontrei: Verdadeiros depoimentos de seus fãs no rádio: 
Iracelma... “Se a vida te negar um sorriso, mostre a ela que és forte o bastante pra negá-la uma lágrima de derrota! 
Tenha serenidade em seu dia. Busque sua capacidade interior. Sinta que coisas “importantes são descobertas no silêncio” John.. 
“Bom, falar de você não é muito fácil porque você é tanta coisa junta. Você: É legal, carinhosa, simpática, extrovertida, atenciosa, motivadora, batalhadora, Em fim se eu fosse ficar digitando tudo que eu acho de você, garanto que ia passar o resto do ano escrevendo. No mais eu mainha e todos estamos no seu meio de vida te adoramos do jeito que você é. Nunca mude seu jeito de ser porque esse jeito de ser é que te faz ser especial. Te amo muito beijos do seu sobrinho fã John”. 

Depois de haver passado pelas Rádios Bonsucesso AM, Liberdade 96 FM, Educadora de Conceição no Vale do Piancó, Opção 104 FM de Pombal, Jacinta Nogueira é atuante nas atividades que estão sob sua responsabilidade. Cuida bem de sua casa sendo exemplo de mãe extremada para com os seus filhos Thomas Magno e Itauane Maria e zelando pela educação dos mesmos, dedicam-lhes todo seu afeto e carinho. Cumpre com competência e habilidade seu trabalho como consultora na loja – “O Boticário” e ainda alegra os pombalenses e ouvintes da região todas as tardes com o seu programa “Toca -Tudo” de grande audiência na Rádio Maringá FM. 

Outra versatilidade da nossa Jacinta é transmitir com sua voz maravilhosa pelo Disk Mensagem L.R., mensagens fonadas ou ao vivo de eventos sociais a domicílio, Tarefa essa que faz com esmero e muito amor. Parabéns amiga por mais um ano de vida! Que Deus te abençoe e esta data seja vivida por muitos e muitos anos. Votos de seu fã e amigo. 

*Radialista, Blogueiro, Colunista
brunetco@hotmail.com 
Twiters @clemildobrunet e @brunetcomunica
www.clemildo-brunet.blogspot.com 

REFERÊNCIAS AO ARTIGO: SEVERINO COELHO VIANA, O ILUMINADO!

João Pessoa – Pb, 07 de agosto de 2008. Estimado amigo Clemildo: Sempre acompanhamos a sua luta renhida por um lugar destacado na radiofonia da cidade de Pombal, inclusive, no período obscurantista do regime autoritário implantado pelos militares. Hoje, mais do que nunca, o seu assento está reservado na poltrona de veludo na casa da cultura pombalense. Todos lhe rendem agradecimento pelo seu trabalho honrado, reconhecem o seu aguçado empreendimento de radialista e erguem as mãos, em forma de aplausos, num gesto de gratidão pelo muito que tem feito e realizado em favor do nosso povo e da Terra de Maringá. O seu talento se biparte: na palavra falada e palavra escrita. Na palavra falada, a sua voz é inconfundível que chega aos nossos tímpanos, logo identificamos o locutor, sem a necessidade de presenciar a sua imagem, simplesmente, Clemildo Brunet. Na palavra escrita, quando lemos os seus escritos ou navegamos na sua agenda eletrônica, percebemos o seu estilo literário, diga-se de passagem, com pouca raridade no seio de nossa comunidade, soa de forma peculiar, quando se alcança e concebe com perfeição a mensagem transmitida pelo autor e a captação inteligível pelo receptor. E numa dessas investigações, ficamos surpreso e estarrecido, quando lemos no seu Blog, o artigo de sua autoria, intitulado de “SEVERINO COELHO VIANA – O ILUMINADO!”. A sua mensagem serviu de alívio para o nosso espírito, como se um criança inocente terminasse de fazer a primeira oração matinal. A emoção invadiu o nosso coração e fez pulsar num ritmo de maior celeridade. As lágrimas encheram os olhos e fizeram nadar num rio de felicidade. A nossa voz ficou entrecortada e o respirar ofegante, como se quiséssemos externar as palavras de uma só vez e, paulatinamente, eram pronunciadas sílaba por sílaba. A nossa mente efervesceu e reprisou toda a legenda do nosso passado histórico: o nosso nascimento, o nosso crescimento (cronológico, intelectual e espiritual), os nossos momentos de sofrimento e nossos instantes de alegria, também! No tocante às festividades ocorridas naquele memorável evento, não se resumiu somente à noite, mas uma grande parcela da coletividade pombalense, particularmente os ligados à cultura, além do comparecimento pessoal ao lançamento do livro de nossa autoria: “PODER DA CIDADANIA”, cujo cenário você descreveu muito bem, nos dias seguintes, quando permanecemos em Pombal, nós recebemos mensagens, cumprimentos e um sem número de pessoas adquirindo o seu exemplar. Tudo isto, numa forma de carinho, apreço e consideração a nossa pessoa. Só podemos confirmar o que foi escrito por você, o lançamento do nosso livro, realmente, foi um grande evento cultural! O nosso agradecimento nasce do mais íntimo do nosso sentimento e do mais profundo do nosso âmago pelas referências e as palavras de elogios dirigidas à nossa pessoa. Achamos que não merecíamos tanto. Um abraço fraternal, extensivo a todos os seus familiares, e ao povo de Pombal.
SEVERINO COELHO VIANA E s c r i t o r

HOMENAGEM AO FOLCLORE BRASILEIRO!

Tropeiros da Borborema (Foto arquivo)
CESSA LACERDA* A palavra Folclore vem da junção de "Folk", que quer dizer "povo" em inglês, e "Lore", que significa "conhecimento" ou "sabedoria". Assim, o folclore é a sabedoria popular ou a expressão cultural de um povo. Quem sugeriu o nome Folclore foi o arqueólogo inglês William John Thoms, num artigo publicado por uma revista inglesa, no dia 22 de agosto de 1846. Todos os hábitos dos povos, que foram conservados através do tempo. Comemora-se o Dia do Folclore, em 22 de agosto - Decreto N° 56747 de 17/08/1965. Folclore é o conjunto de: mitos, lendas, contos populares, brincadeiras, provérbios, adivinhações, símbolos, orações, maldições, juras, gírias, apelidos de pessoas e de lugares, desafios, saudações, despedidas, trava-línguas. Também inclui: artesanato, medicina popular, receitas de comidas, festas, encenações, danças, gestos e músicas. Todos os povos têm folclore e, ao conhecê-lo, contribuímos para manter viva a cultura e para entender a história de um povo. O folclore brasileiro é muito rico e diverso em cada região porque foi formado com a contribuição dos portugueses, dos índios, dos negros, dos mestiços e de imigrantes europeus. Folclore - palavra de origem inglesa significa ''conhecimento popular'‘. As manifestações da cultura de um povo sejam através de suas lendas, da sua alimentação, do seu artesanato, das suas vestimentas e de muitos de seus hábitos originais retratam conhecimentos populares. O folclore é passado de pais para filhos, geração após geração. As canções de ninar, as cantigas de roda, as brincadeiras e jogos e também os mitos e lendas que aprendemos quando criança é parte do folclore que nos ensinam em casa ou na escola. Fazem parte do folclore os utensílios que o povo fabrica para o uso de ornamentação, como as cestas de vime, e os objetos de cerâmica, madeira e couro. Os tecidos, a renda, os adornos de miçangas e penas, também existem ainda muitas outras atividades que fazem parte do folclore. O folclore é o meio que o povo tem para compreender o mundo. Utilizando a sua imaginação, o povo procura resolver os mistérios da natureza e entender as dificuldades da vida e seus próprios temores. Conhecendo o folclore de um país podemos compreender o seu povo. E assim passamos, a saber, ao mesmo tempo, parte de sua História. O folclore brasileiro é um dos mais ricos do mundo. Nele, estão as marcas dos diferentes povos que formaram nossa nação, principalmente o indígena, o africano e o europeu. Imagine uma colcha de retalhos multicolorida com uma mistura de figuras geométricas, estampas e texturas. Assim é nossa herança cultural. Conhecer, cultivar e estudar nossas tradições é uma forma de manter vivas as raízes nacionais. Veja aqui o que é folclore e conheça as principais tradições do nosso povo. Uma característica bem marcante do folclore brasileiro é o nosso carnaval com seus ranchos e escolas de samba, trio-elétricos. A Lenda do Saci-Pererê História ilustrada com a lenda desse personagem símbolo do nosso folclore. Junto com o Caipora, é sem dúvida o mais famoso personagem do folclore brasileiro. O Saci-pererê é representado por um menino negro que tem apenas uma perna. Sempre com seu cachimbo e com um gorro vermelho que lhe dá poderes mágicos. Vive aprontando travessuras e se diverte muito com isso. Adora espantar cavalos, queimar comida e acordar pessoas com gargalhadas. O Saci-pererê, feijoada, redes de dormir, chinelo de palha, fita do Nosso Senhor do Bonfim, brincadeira de esconde-esconde, bumba-meu-boi, samba, panelas de barro, ferradura atrás da porta, carnaval e futebol. Do folclore brasileiro podemos citar danças típicas com o bumba-meu-boi, a prenda-minha, a cavalhada, o reizado, a congada, o frevo, o maracatu, etc. Artesanatos típicos como: renda de bilro, cerâmicas, tapetes de sisal, objetos de vime, entalhes na madeira, objetos de pedra-sabão. Na Paraíba, a figura típica é o vaqueiro, que é reconhecido como o campeão das vaquejadas. Sobre ele muitos contos e lendas foram cantados em prosa e verso pela literatura de cordel. Esta literatura é vendida em todas as feiras nordestinas, em forma de pequenos livros que versam sobre os mais variados assuntos como: desafios, ritos, histórias, fatos locais etc. O folclore brasileiro, também conhecido como "Mitologia brasileira", é um conjunto de mitos e lendas transmitido oralmente através das gerações com a finalidade de ensinar algo ou meramente nascido da imaginação do povo. Por ser o Brasil um país de dimensões continentais, possui um folclore bastante rico e diversificado e suas histórias enaltecem o conhecimento popular e encantam os que as escutam. Algumas lendas, mitos e contos folclóricos do Brasil. As lendas são estórias contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Misturam fatos reais e históricos com acontecimentos que são frutos da fantasia. As lendas procuraram dar explicação a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais. Os mitos são narrativas que possuem um forte componente simbólico. Como os povos da antiguidade não conseguiam explicar os fenômenos da natureza, através de explicações científicas, criavam mitos com este objetivo: dar sentido as coisas do mundo. Os mitos também serviam como uma forma de passar conhecimentos e alertar as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser humano. Deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturam com fatos da realidade para dar sentido a vida e ao mundo. As lendas estão classificadas por Regiões da provável Origem. Para cada lenda existe um quadro com informações adicionais sobre a mesma; tais como origem, variações de nomes, etc. Comum em todo Brasil: A Bruxa, O Zumbi, A Lenda do Curupira ou Caipora, O boitatá, O Lobisomem, etc. Região Nordeste: A Besta Fera. Terrível criatura que assusta as cidades do interior do País. Conforme a crença é o próprio demônio. O Lobisomem. Criatura, metade homem e metade lobo. De acordo com a lenda se alimentava de crianças.. Lenda Européia, mas hoje comum em todo mundo. O Papa Figo Personagem muito popular, que sofre de uma terrível doença, cuja cura é o fígado de crianças. Por isso dá presentes às crianças para atraí-las. Lembra mito Europeu do Velho do Saco. Essa versão do Papa Figo, foi primeiro relatada no Nordeste, na cidade de Recife, Pernambuco, etc. Reisado. Dança popular profano-religiosa, de origem portuguesa, instalou-se em Sergipe no período colonial. Atualmente, é dançado em qualquer época do ano, os temas de seu enredo, variam de acordo com o local e a época em que são encenados, podem ser: amor, guerra, religião entre outros. O Reisado se compõe de várias partes e tem diversos personagens como o rei, o mestre, contramestre, figuras e moleques. Os instrumentos que acompanham o grupo são violões, sanfona, ganzá, zabumba, triângulo e pandeiro. Quadrilha / Festa Junina O pesquisador Mário de Andrade a define como "dança de salão, aos pares, de origem francesa, e que no Brasil passou a ser dançada também ao ar livre, nas festas do mês de junho, em louvor a São João, Santo Antônio e São Pedro. Os participantes obedecem às marcas ditadas por um organizador de dança. O acompanhante tradicional das quadrilhas é a sanfona”. A DANÇA DA QUADRILHA: A quadrilha é dançada em homenagem aos santos juninos (Santo Antônio, São João e São Pedro ) e para agradecer as boas colheitas na roça. Tal festejo é importante, pois o homem do campo é muito religioso, devoto e respeitoso a Deus. Dançar, comemorar e agradecer. Em quase todo o Brasil, a quadrilha é dançada por um número par de casais e a quantidade de participantes da dança é determinada pelo tamanho do espaço que se tem para dançar. A quadrilha é comandada por um marcador, que orienta os casais, usando palavras afrancesadas e portuguesas. Existem diversas marcações para uma quadrilha e, a cada ano, vão surgindo novos comandos, baseados nos acontecimentos nacionais e na criatividade dos grupos e marcadores. Músicas de lembranças fortes da minha infância Boi da cara preta Boi, boi, boi Boi da cara preta Pega essa menina Que tem medo de careta. Ciranda Cirandinha Ciranda, cirandinha vamos todos cirandar vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dar. O anel que tu me destes era vidro e se quebrou o amor que tu me tinhas era pouco e se acabou. Por isso Dona Sancha faz favor de entrar na roda diz um verso bem bonito diga adeus e vai se embora. Escravos de Jó Escravos de Jó Jogavam caxangá Tira, põe, deixa ficar Guerreiros com guerreiros Fazem ziguizigui-zá. PARABÉNS, AO NOSSO BRASIL, POR TÃO RICO FOLCLORE! Pombal, 22 de agosto de 2008. *Professora, Poetisa e Escritora. Contato: cessalacerda@yahoo.com.br.

HOMENAGENS AO DIA DO MAÇON!

CESSA NA FESTA TROFÉU IMPRENSA 2007 (Foto clickpombal)
CESSA LACERDA* Na oportunidade de assistir a homenagem do Senado, a estes grandes homens, tive a oportunidade de ouvir pronunciamentos de Senadores em referência à história da Maçonaria no mundo e no Brasil. O Senado deu início à sessão especial de Homenagem à Maçonaria brasileira, compondo a Mesa o presidente Garibaldi Alves, convocando entre outros, o grão-mestre do Grande Oriente do Brasil Marcos José da Silva; o presidente da Confederação Maçônica do Brasil, Héber Xavier; o grão-mestre do Distrito Federal Jafé Torres; bem como os senadores Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) e Efraim Morais (DEM-PB), que assinam o requerimento da sessão. O Maçon e Senador, Mozarildo Cavalcanti, ressalta que as cinco mil lojas maçônicas espalhadas pelo Brasil se dedicam à realização de obras sociais e praticam campanhas de cunho filantrópico, como arrecadação e distribuição de alimentos e roupas, além de manter creches, escolas e centros de apoio a idosos. Tradicionalmente a Maçonaria no mundo, se apresenta como entidade defensora dos direitos humanos, da libertação dos povos, contra a opressão e a tirania, em prol das artes e das ciências. O Grande Oriente do Brasil, criado em 17 de junho de 1822, atuou decisivamente no processo de independência e teve como seu primeiro grão-mestre José Bonifácio de Andrada e Silva, o patriarca da Independência. A organização também defendeu a abolição da escravatura e a proclamação da República. O senador, Mão Santa (PMDB-PI) afirmou, que admira a Maçonaria desde criança, apesar de não pertencer a ela. Disse que sua admiração iníciou através de Francisco Correia, seu tio maçon da cidade de Parnaíba (PI). Respeita-a porque os membros do seu estado, o Piauí, são exemplos de dignidade, trabalho e companheirismo. Diz mais: “O que seria deste país se não fossem os maçons brasileiros? Foram eles que trouxeram para o Brasil, o grito da liberdade e da fraternidade, sendo também responsáveis pela democracia brasileira. Pois a República nasceu do sonho e do ideal da maçonaria.” Culminou a sua fala elevando a prece: “Que Deus faça florescer nesse Brasil mais lojas maçônicas, para que continuem sua missão e sejam fortes, bravas e felizes.” Alguns detalhes sobre a Maçonaria da Paraíba a qual envolveu o renomado pombalense, MANOEL DE ARRUDA CÂMARA. Como todos sabem, através da nossa história, o médico, botânico, naturalista e filósofo MANOEL DE ARRUDA CÂMARA, com a colaboração de todos esses grandes vultos da época, pertencentes a essa Sublime Ordem, fundou, na cidade, que, de um lado é Pernambuco e do outro é Paraíba, o célebre AREÓPAGO DE ITAMBÉ, o trampolim do movimento revolucionário Pernambucano, no ano de 1817. Misturavam-se os maçons pernambucanos com os paraibanos, que estavam envolvidos na vida política e administrativa da instituição, naquela época, justificadamente mais política, que espiritualista. O motivo era a libertação do povo oprimido e subjugado pela corte de Portugal, ou mais claramente pela influência de Portugal. Não esclarecendo aqui, a história política em que a Ordem tinha o dever de lutar, visto que o seu lema era Liberdade, etc, mas da primeira Loja Maçônica, que fora criada na Paraíba, no ano de 1817, em que o nosso estado teve participação tão autêntica quanto o Pernambuco, a qual permanece ainda hoje, a sua jurisdição, com muita justiça. Segundo o maçon, José Lopes, o AREÓPAGO DE ITAMBÉ, fundado ao oriente de Itambé, Estado de Pernambuco - cidade gêmea de Pedras de Fogo, Estado da Paraíba - foi a primeira Loja Maçônica a ser criada na Paraíba, publicado em artigo no jornal "Tribuna Maçônica Nesta oportunidade faço jus as minhas homenagens ao meu esposo, FRANCISCO FERNANDES DA SILVA (Bibia), militante da Loja Maçônica, “Deus, Caridade e Justiça” N° 1733, de Pombal. Parabenizo a todos os mações do mundo, sobretudo aos meus cunhados das duas Lojas de Pombal “Deus, Caridade e Justiça” e “Raimilson Felinto”, almejando progresso no desempenho de suas ações benéficas. Abraços de profunda admiração. Pombal, 20 de agosto de 2008 *Professora, Poetisa e Escritora. Contato: cessalacerda@yahoo.com.br.

ZENAS MARTINS: BRINCALHÃO, MAS NÃO ORDINÁRIO!

Clemildo (Foto)
CLEMILDO BRUNET* Amizade que não se destrói é aquela sincera, nem o tempo pode apagar. Ficam sempre na lembrança dos amigos as brincadeiras de alguém que se foi para não mais voltar. Recordar só é possível na memória de quem nutriu uma amizade assim. A homenagem que vamos prestar é a um amigo que se foi do nosso convívio no dia 23 de agosto de 2007, vítima de doença coronária que teve como resultado de uma cirurgia a morte. ZENAS MARTINS FERREIRA nasceu em 23 de abril de 1951, filho de João Martins Ferreira e Auta Martins da Costa tendo como irmãos: Manoel (Nenen), Judith, Autinoel (Mananca), Ruth, Noemia, Oséas, Vassimon e Onete Em 22 de abril de 1976 Casou-se com a jovem Aurivete Alencar Martins. Deixou 6 filhos: Kaliana, Katyana, Júnior, André, Ítalo e Zanio. Desde cedo se dedicou ao trabalho e era querido por todos os irmãos, sendo motivo de alegria as suas brincadeiras nas conversas em família. Na hora de agir com coisa séria, estava sempre disposto a qualquer precisão dando o seu apoio e ajuda. A maior parte de seu trabalho foi em uma oficina mecânica de sua propriedade. Atendia sua clientela com o máximo de presteza e consideração, indistintamente, nunca dava um não, tinha sempre uma solução para resolver os problemas de quem o procurava no seu local de prestação de serviço. Conheci Zenas na época da minha adolescência, quando freqüentávamos a Escola Dominical e os Cultos da Igreja Presbiteriana de Pombal. Ele um pouco mais novo do que eu, saíamos a passear de bicicleta, tomar banho de rio, flertar as meninas e conversar sobre os sonhos de jovens da época. Depois de certo tempo, com as preocupações do cotidiano nos afastamos, mas a amizade continuou. Quando precisava de serviços de manutenção do meu carro, procurava sempre a oficina de Zenas e ali voltávamos a lembrar o tempo de jovem com as histórias do passado. Na condição de Diretor Comercial de Rádio, eu ia sempre à busca do comercial de sua oficina e em ocasiões especiais de cobertura jornalística ele nunca negou o seu patrocínio. Zenas gostava de participar de cursos de reciclagem de sua área de trabalho em várias cidades. Conta-se que em determinada ocasião quando participava de um curso, de repente ele foi visto dando aula para a turma que o escutava com atenção. Na sua bagagem escolar cursou somente até a 8ª Série do ensino fundamental. Entre outras ocupações que Zenas teve, podemos citar: Foi taxista um bom tempo tinha uma rural na praça servindo a passageiros que o procuravam para alguma viagem. Morou por um período em Cajazeiras onde prestou serviço ao Posto Texaco naquela cidade. Trabalhou de motorista para a Empresa Camargo Correia. Genival Severo que acompanhou Zenas em diversas viagens quando saiam para as festas realizadas fora de Pombal,conta que um dia a meia noite Zenas ao voltar do seu trabalho na Camargo Correia vinha com fome. Ao chegar a casa, sua genitora lhe disse que o jantar estava sobre o fogão. Zenas foi à procura do alimento e não encontrou. Perguntou para a sua mãe, onde havia deixado a comida, obtendo a mesma resposta, foi ao local e verificou que um gato havia se deliciado do prato. Com a fome que estava, pegou uma espingarda e atirou no felino. Dias depois o comerciante Chico Galego lamentou para Zenas que ele havia morto o gato que só vivia no seu armazém. Então ele respondeu: “Não foi seu gato que eu matei, e sim um ladrão que comeu minha comida”! Era ano eleitoral e a campanha estava em efervescência, determinada facção política preparou o centro da cidade colocando faixas de bem - vindo a um político de destaque no Estado. Todo preparativo havia sido feito durante a noite. Zenas que vinha do trabalho dirigindo uma caçamba da Camargo Correia chegou à meia noite na cidade. Vendo a Avenida da Praça Getúlio Vargas enfeitada, levantou o basculante e desfez toda ornamentação. Encontrei em um dos tópicos da comunidade no Orkut em homenagem a Zenas, criada pelos seus familiares a narração de um episódio feita pelo seu sobrinho Jordão Martins, a qual transcrevo na íntegra: PRESEPADAS COM O TARADÃO! “Tive o prazer de ter várias presepadas com Zeninha, mas a que me lembro foi: Uma vez a “Saveiro” dele estava abrindo as portas sozinhas, aí eu cheguei na oficina e ele me chamou para ir puxar um carro pro lado de Paulista, assim fomos, as portas começaram a se abrir logo na saída e a gente foi o caminho todo batendo essas portas e ele sempre dando aquelas “risadas” e batia uma porta com tanta força que abria a minha porta, parecia até aqueles carros de circo, mas ele achava tão boa a farra que fazia isso para continuar rindo da presepada, ele não esquentava com nada, era solidário e gostava de sua profissão, do que fazia... com certeza esse tarado vei, que tanto nos fez rir e contagiava-nos com a alegria dele, vai fazer muita falta”
A despeito de todas essas capilossadas, Zenas era benquisto em toda cidade. Era o seu jeito! Brincalhão! Cada um tem sua maneira de ser. Até na hora de se preparar para a cirurgia ainda manifestou seu lado humorístico brincando com aqueles que estavam com ele. No dia de seu sepultamento a cidade se comoveu e seus amigos compareceram ao velório prestando o seu pesar a família e manifestando o sentimento de tristeza pela perda irreparável deste amigo que se foi. Este era o nosso ZENAS MARTINS: BRINCALHÃO, MAS NÃO ORDINÁRIO! *RADIALISTA WEB. http://clemildo-brunet.blogspot.com/

O PRESBITERIANISMO NA REGIÃO DE POMBAL JÁ É UMA OBRA CENTENÁRIA...

Templo original da IPB Pombal construído na década de 40 pelo saudoso Rev. Ageu Lídio Pinto (Foto)

REV. CLODOALDO ALBUQUERQUE BRUNET* O presbiterianismo em Pombal remonta a uma época mais antiga do que a registrada costumeiramente. Na década de 40 deu-se a organização oficial da Igreja Presbiteriana de Pombal, mas o presbiterianismo nessa região já é uma obra centenária. Verifiquei na história que o início dessa obra ocorreu no sítio Jenipapo município de Pombal. No livro a "A Sagrada Peleja", um diário com registros feitos pelo desbravador do Ceará o Rev. Natanael Cortez, consta a chegada do Rev. Henderlite no mês de dezembro de 1912 com o então seminarista Natanael Cortez ao sítio Jenipapo. O jovem Natanael registra: "Embora nada conhecendo das bifurcações da estrada ao lugar do nosso destino, e temendo as ciladas dos cangaceiros que em quadrilhas avassalam e dilaceram estes sertões, confiando tão somente no Senhor que até ali nos tinha ajudado, partimos. Às nove horas do dia 07 estávamos no almejado Jenipapo, à porta da irmã Maria Dantas da Nóbrega, viúva do irmão de saudosa memória o Capitão Antonio Martins da Nóbrega” (Cortez N. 2001, P.41). O capitão Martins foi um dos primeiros conversos a fé reformada de que se tem notícia no sertão, fora evangelizado pelo seu cunhado o Sr Martiniano de Oliveira. Conforme testemunho dos seus descendentes, as irmãs Senhoritas Elza Dantas de Sá e Eleusina Dantas de Sá, a conversão do seu avô deu-se antes da libertação dos escravos. Teria contribuído para esse fato um colportor de bíblias americano que lhe entregara uma porção das sagradas escrituras, o Novo Testamento. Segundo a Elza, seu avô Capitão Antonio Martins teria libertos os escravos como resultados da graça de Cristo. O diário do Rev Cortez diz palavras maravilhosas sobre a vida desse irmão que comprovam a sua transformação espiritual: "O irmão capitão Antonio Martins brilhou como a luz nestes sertões e ilustrou pelas suas obras o poder regenerador que operou em seu coração transformando-o num homem novo" (Cortez p. 40.) O Sr. Martins faleceu em 1906, tendo recebido durante sua nova vida cristã apenas uma visita pastoral que foi a do Rev. Manoel Machado em 1901. Num contexto de muita intolerância religiosa, a família sofreu o desprezo de parentes e foi perseguida, mas mesmo assim a fé permaneceu firme no evangelho da graça de Deus. Por ocasião da visita do Rev. Machado em 1901 foram recebidas à comunidade presbiteriana as seguintes pessoas: Antonio Martins da Nóbrega, Maria Dantas da Nóbrega, Leontina Dantas de Sá, Honória Dantas de Sá, Maria Dantas de Sá; e foram batizados na fé dos pais os seguintes menores: Pedro Martins, Paulo Martins, Antonio Martins, Collecta Dantas e Anália Dantas, esta mãe da Elza e Eleusina. Na visita do Dr Henderlite no dia 09 de dezembro de 1912 foram recebidas as irmãs Anathildes Dantas de Sá e D. Maria Ignez da Conceição, ainda professaram a fé as senhoras Anália e Collecta. Dessa congregação no Jenipapo se formara a Igreja Presbiteriana de “Iburaninha” que foi organizada em Igreja ainda no início da década de trinta. Conta a senhorita Nizete Dantas filha daquela igreja que o fundador foi o ilustre Rev.Dr. Antonio de Almeida. A senhorita Nizete, diz que o Rev Almeida ao chegar no lugar onde havia uma Umburana ao perguntar o nome daquela árvore, lhes responderam: "Iburana", dai o reverendo disse: "Aqui construiremos a igreja, e o lugar se chamará Iburaninha" Dessa igreja é que veio a existir a igreja Presbiteriana de Pombal, e muitas outras, pois com a migração de irmãos que fugiam das secas do sertão outras igrejas foram plantadas no sul do país. Iburaninha hoje é município de São Domingos de Pombal.

*CONCLUINTE BACHARELADO EM TEOLOGIA PELO SEMINÁRIO PRESBITERIANO DE TERESINA – PIAUÍ E PASTOR DA IPB EM JOSÉ DE FREITAS NO MESMO ESTADO.

149 ANOS DO PRESBITERIANISMO NO BRASIL!

CLEMILDO BRUNET* Em 12 de agosto de 1859 foi implantado no Brasil o “Presbiterianismo” surgiu como fruto do pioneirismo e desprendimento do Rev. Ashbel Green Simonton, enviado pela Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da América, através da “Board Of New York”. Simonton foi despertado por um sermão que ouviu de seu Professor, o famoso teólogo Charles Hodge, levando-o a considerar o trabalho missionário no estrangeiro, chegou a mencionar o Brasil como campo de sua preferência. Aos 26 anos de idade, dois meses após a sua ordenação, embarcou para o nosso país, aportando no Rio de Janeiro na data supracitada. Emergida da Reforma Religiosa do Século XVI, a Igreja Presbiteriana, mais especificamente surgiu da tradição reformada no (continente) ou Presbiteriana na (Escócia), que em virtude de pressões sociais passou à América do Norte, no século XVII, e daí o Brasil, no século XIX. Simonton conseguiu dominar a língua do país de sua missão e em abril de 1860 celebrou o seu primeiro culto em Português. Havendo recebido os primeiros conversos em 1862, fundou a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. Auxiliado por alguns colegas organizou o primeiro periódico evangélico do Brasil – Imprensa Evangélica em 1864; criou o Presbitério do Rio de Janeiro (1865) e em (1867) instalou o chamado Seminário Primitivo do Rio de Janeiro. Após oito anos de profícuo ministério em nossa nação, o Rev. Ashbel Simonton morreu aos 34 anos, vitimado pela febre amarela. Sua esposa havia falecido três anos antes, em 1867. Seus principais colaboradores na obra missionária, seu cunhado L. Blackford que em 1865 organizou as Igrejas de São Paulo e Brotas; Francis J. C. Schneider que trabalhou entre os imigrantes alemães em Rio Claro lecionou no Seminário do Rio e foi Missionário na Bahia; George W. Chamberlain, grande evangelista e operoso pastor da Igreja de São Paulo. Outras Igrejas foram organizadas em Lorena, Borda da Mata (Pouso Alegre) e Sorocaba. Quem mais contribuiu para a organização dessas e outras Igrejas foi o ex-sacerdote católico romano, o notável Pastor Rev. José Manoel da Conceição que se tornou o primeiro brasileiro a ser ordenado Ministro do Evangelho em 1865. Ele visitou incansavelmente dezenas de Vilas e Cidades no interior de São Paulo, Vale do Paraíba e Sul de Minas, pregando o Evangelho da Graça. A Igreja Presbiteriana do Brasil é histórica, séria, sóbria e ética. Prima pelo equilíbrio. Tem uma liturgia de culto leve, agradável e participativa. As suas convicções doutrinárias são regidas pela Bíblia como única regra de Fé e Prática. Crer na Soberania de Deus, na infalibilidade da sua Palavra e das suas promessas. Tem como lema: Anunciar o Reino de Deus, Educar Para a Vivência Cristã e assistir o ser humano em suas necessidades. E como princípio Ortodoxia, Piedade e Teologia Reformada. O censo demográfico de 2000 realizado pelo IBGE aponta o número 26l.184.941 de evangélicos no Brasil, desse total 981.064 são Presbiterianos. Há uma estimativa de 2003 da Secretaria do Supremo Concílio (Assembléia de âmbito nacional da Igreja), informando que a Igreja Presbiteriana contava naquela data com 60 Sínodos, 236 Presbitérios, 2.304 Igrejas e 2.211 Congregações. É preciso levar em consideração que até aquela data o número é muito maior, pois a Secretaria Executiva da Igreja Presbiteriana do Brasil lamenta o fato que somente 29% dos Presbitérios enviaram suas estatísticas. Dentro dessa ordem de números são:3.162 Pastores, 11.129 Presbíteros e 13.851 Diáconos. A Igreja Presbiteriana do Brasil conta com centenas de Escolas de Ensino Fundamental, Médio e Superior. Em São Paulo o Instituto Presbiteriano Mackenzie e a Universidade Mackenzie têm mais de 30 mil alunos. Diga-se de passagem, é a maior Universidade particular da América Latina. Na área de saúde, a Igreja Presbiteriana do Brasil dispõe de Hospitais criados e dirigidos por Presbiterianos, Clínicas médicas, asilos, orfanatos e trabalho com meninos e meninas de rua como a Sammar e Apad. É necessário dizer que Pombal foi incluído na história dessa igreja, pois no dia 03 de agosto de 1940, há 68 anos, o Presbiterianismo era organizado em Pombal com o nome de Igreja Presbiteriana do Brasil, registrando-se também em nossa cidade o pioneirismo do Evangelho da Graça de Cristo. É bom lembrar que nessa época o termo evangélico, rótulo que se dar aos crentes de hoje e usado até de modo pejorativo, não era aplicado aos crentes de então. Os Presbiterianos eram chamados de Protestantes, pois o desempenho deles era totalmente contrário aos dos fiéis da Igreja Católica Romana. Apesar de que nos dias de hoje movimentos inovadores venham invadindo o arraial cristão, criando modismos e doutrinas contrárias ao ensino de Cristo, a Igreja Presbiteriana do Brasil, continua fiel as escrituras sagradas, pois o seu fundamento é nosso Senhor Jesus Cristo, criador do universo e de todas as coisas visíveis e invisíveis, tem atravessado séculos e completa em 12 de agosto deste ano, o seu Centéssimo, Quadragésimo Nono Aniversário. Aplicam-se a ela as palavras do Apóstolo Paulo quando diz: “De sorte que vos tornastes o modelo para todos os crentes”... I Tessalonicenses 1:7. *RADIALISTA WEB. http://clemildo-brunet.blogspot.com/

JOSÉ MEDEIROS VIEIRA: UM POMBALENSE DE FATO!

JOSÉ MEDEIROS (Foto arquivo Verneck) MACIEL GONZAGA* Historicamente, a cidade de Pombal é um celeiro de vultos que marcaram a vida política da Paraíba. Nesse momento torna-se desnecessário citar nomes. Mas, neste artigo, quero enfocar um nome que faz parte da história: José Medeiros Vieira. Apesar de sua naturalidade ambígua fez questão de deixar que a condição de pombalense se propagasse com o indício de maior afinidade com a nossa terra. Era filho de uma das mais tradicionais famílias de nossa cidade. Seus pais: Manuel Vieira de Medeiros (Seu Né) e Rita Vieira de Medeiros. Nasceu no dia 11 de agosto de 1917, por acaso na cidade de Cajazeiras, em razão de seu pai à época do seu nascimento haver sido designado para trabalhar como servidor do Fisco Estadual. Mas, viveu os dias de sua infância em Pombal, no convívio com numerosos parentes. Falava do Velho Arraial de Piranhas como sua terra natal. Iniciou o curso primário na escola particular de D. Nininha Castro, prosseguindo, como aluno da escola pública regida pelo professor Newton Seixas, pai do renomado historiado Wilson Seixas e uma das mais comoventes vocações do magistério no Sertão Paraibano. Voltou a Cajazeiras para estudar no Colégio Diocesano Padre Rolim, a mais nobre tradição da terra cajazeirense. Em 1935 José Medeiros já estava cursando o Colégio Diocesano Pio X, escola dirigida pelo grande educador Cônego Francisco Lima, em João Pessoa. Ali manifestou os seus pendores literários como membro da Arcádia Pio X onde publicou seu primeiro poema “Recordação do Piancó”, em que relembrava saudoso, o velho rio que banha a cidade de Pombal: Rio Piancó!/Quantas recordações!/Saudades de “eu” criança/Saindo do banho ao pino do sol/Com cinzas nos olhos da cor de fogueira/Com um medo fantástico de apanhar... Em 1937, cursando a quinta série daquele educandário, conquistou o segundo lugar no concurso promovido pela Confederação Pan-Americana de Boas Estradas, recebendo atencioso ofício do Ministro da Educação, Gustavo Capanema, felicitando-o pela honrosa classificação. Ingressou na Faculdade de Direito do Recife, época em que viveu os dias de intolerância política da ditadura de Getúlio Vargas. Tornou-se amigo do colega de turma, Paulo Germano Magalhães, filho do interventor Agamenon Magalhães, que o acolhia, com outros integrantes da turma, na residência oficial do Palácio das Princesas. Na sua turma estavam outros paraibanos que se destacaram nas atividades jurídicas: Djacy Alves Falcão (Ministro do STF), Luiz Rafael Mayer (Procurador Geral da República e Ministro do STF), Otacílio Nóbrega de Queiroz (Deputado Federal), Rivaldo Silvério da Fonseca (Desembargador na Paraíba), entre outros. Ainda como acadêmico de Direito fez o CPOR (Curso de Preparação de Oficiais da Reserva), turma de 1943, da qual foi orador. Após concluir o curso de Direito, José Medeiros iniciou suas atividades profissionais em Pombal, instalando-se como advogado em 1944, onde expunha à juventude as suas idéias libertárias em defesa do movimento de redemocratização do país. Com a organização dos partidos políticos, filiou-se à UDN (União Democrática Nacional) como simpatizante da cruzada do Brigadeiro Eduardo Gomes, José Américo de Almeida e o médico José Queiroga, político de grande influência na cidade. Orador entusiasta de todos os comícios na campanha de 1950, José Medeiros teve a oportunidade de saudar José Américo de Almeida na passagem por Pombal como candidato ao Governo da Paraíba. Quando José Américo tomou posse, a 31 de janeiro de 1951, convocou José Medeiros Vieira para o cargo de Diretor do Serviço Público, destacando-se na administração pública pela sua integridade moral e comprovada competência profissional. Em seguida, foi nomeado para o cargo de Secretário de Educação e Saúde e uma de suas obras foi a construção do Colégio Estadual de Campina Grande (Estadual da Prata). Em 3 de outubro de 1954 foi eleito para Assembléia Legislativa pela legenda do Partido Libertador, onde permaneceu até 1957, quando obteve licença especial para exercer cargo público na administração federal. Foi um grande parlamentar. José Medeiros Vieira integrou o Grupo de Estudos sobre o Desenvolvimento do Nordeste, organismo federal que deu origem à SUDENE, ao lado de outro pombalense Celso Furtado, de Aloísio Afonso Campos e Geraldo José de Melo (ex-governador e ex-senador do Rio Grande do Norte). Mas, em 1961 foi convidado pelo ministro João Agripino, de Minas e Energia, para exercer a Chefia de Gabinete daquele Ministério, função que permaneceu até a exoneração do ministro com a renúncia do presidente Jânio Quadros. Com a Revolução de 1964 foi convidado pelo General Cordeiro de Farias para exercer a função de Assessor Especial do Ministério Extraordinário para a Coordenação dos Órgãos Regionais, onde foi Chefe de Gabinete e permaneceu até 1966, quando retornou à Paraíba convidado pelo governador João Agripino para exercer o cargo de Secretário de Interior e Justiça. Depois, a assumiu a Secretaria de Educação e Cultura. Após a conclusão do período administrativo do governador João Agripino, José Medeiros retornou a Brasília, reassumindo as atividades no Ministério do Interior, como assessor jurídico. Em 1971, foi eleito suplente do senador Domício Gondim. Tinha eu em torno de 7 a 8 anos de idade. José Medeiros Vieira chega a Pombal e é recebido na casa de uma parenta sua – Dona “Nem” Firmino, próximo da Igreja Matriz. A minha mãe – Roza Gonzaga – me leva à presença daquele homem de postura mediada, bem vestido, fala pausada. Dirijo-me a ele e peço à bênção – aquilo que se fazia no passado em reverência aos mais velhos. Contava a minha mãe que o homem perguntou-me: “O que você deseja ser quando crescer?”. Respondi-lhe: “Quero aprender a ler”. Dr. José Medeiros pois a mão no bolso, retirou a carteira e me deu uma nota boa (dinheiro). Voltando-se para Dona “Nem” Firmino, disse José Medeiros: “Cuide desse menino e lhe dê o que for preciso para ele estudar”. Por muito tempo, enquanto vida teve Dona “Nem”, a minha mãe recebia uma ajuda de custo para os meus estudos em Pombal, depois em Cajazeiras e, em seguida, em Campina Grande. Hoje, com o passar do tempo, relembrando a história, faço um exame de consciência sobre a minha resposta dada a Dr. José Medeiros. Na verdade, o que desejava no futuro, consegui: aprendi a ler e escrever. José Medeiros Vieira faleceu em Brasília no dia 31 de outubro de 1973. A sua morte deu motivo a vários pronunciamentos de amigos, conterrâneos e admiradores que o estimavam pelas virtudes de homem público e pela persistente paixão pelo serviço público. É um Pombalense de fato! *Jornalista, Advogado e Professor. Natal – RN.

HOMENAGEM AOS PAIS...

CESSA LACERDA* Para homenagear os pais torna-se necessário narrar à origem do seu dia. Conta à história, que o Dia do Pai surgiu há mais de quatro mil anos na antiga Babilônia, através do jovem Elmesu, que moldou e esculpiu em argila o primeiro cartão desejando ao seu pai, saúde, sorte e longa vida. Há quem diga que a origem deste dia é semelhante ao Dia das Mães, se bem que partiu de uma idéia brilhante, de também prestar aos pais o mesmo amor e respeito para fortalecer os laços familiares, pois ambos nos deram à vida. Nos Estados Unidos, em 1909, Sonora Louise Smart Dood, filha de John Bruce Dood, um guerreiro civil, já reformado, teve a idéia de exaltar o Dia dos pais, após ouvir um sermão dedicado às mães. Além de admirar o pai, o seu objetivo era homenageá-lo devido o grande esforço que ele tivera para criar os filhos sozinhos, após o falecimento da esposa em 1898 quando dava a luz ao sexto filho. Ele criou o recém-nascido e seus outros cinco filhos sem ajuda de ninguém, assumindo também, o importante papel de mãe. Existe uma controvérsia em alguns pesquisadores, que o pai de Sonora era chamado Willian Jackson Smart e não John Bruce Dood. Sonora enviou um requerimento a Associação Ministerial de Spokane, na cidade de Washington, nos Estados Unidos, pedindo também auxílio a uma Entidade de Jovens cristãos da mesma cidade, conseguindo registrar o primeiro Dia dos Pais, norte-americano, sendo comemorado no dia 19 de Junho de 1910, exatamente o dia do aniversário do seu pai, com entrega de flores vermelhas aos pais vivos, significando amor e flores brancas aos pais falecidos, significando saudade. A data tornou-se uma festa nacional. A partir daí a comemoração difundiu-se da cidade de Spokane para todo o estado de Washington. Por fim, em 1924 o presidente Calvin Coolidge, apoiou a idéia de um Dia dos Pais nacional e, finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais. Alguns dizem que este dia foi oficializado pelo presidente americano, Richard Nixon, em 1972. A partir desta data, passou a homenagear-se não só o pai, mas todos os homens que representam a figura paterna, como o avô, o padrasto ou o tio. Em Portugal assim como na Itália o dia escolhido para homenagear os Pais é o dia 19 de Março que também é o Dia de S. José, pai de Jesus. No Brasil, a idéia de comemorar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e foi festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família. Sendo depois alterada para o segundo domingo de agosto ficando diferente da americana e européia. Ainda existem dezenas de países que comemoram em datas diversificadas de acordo com suas tradições. Foi demasiadamente importante criar o Dia dos Pais. Pois ser Pai é tarefa árdua, porém exemplo divino daquele que assumiu a paternidade de toda a humanidade, DEUS! PAI! Palavra doce e bonita Ser pai não é apenas ter filhos: um, dois, quatro ou mais. Ser pai é muito mais. É uma arte feita de pequenos atos de heroísmo. Ser pai é abraçar, apertado, o filho na saída de casa e, depois, na chegada. Ser pai é passar a mão pelos cabelos da criança, dizendo-lhe uma frase de carinho sugerida pela emoção do momento. Ser pai é comprar um chocolate e trazê-lo de surpresa para os filhos que o esperam. Ser pai é pedir ao filho que abra a boca para mostrar os dentinhos, e depois descobrir que precisam de retoques num dentista. Ser pai é olhar para o termômetro às três da manhã, e sair com o filho nos braços em direção ao médico de confiança. Ser pai é verificar as tarefas, e acompanhar a vida escolar dos filhos em reuniões pedagógicas. Ser pai é trabalhar com seriedade para que não falte nada em casa. Ser pai é, às vezes, calar quando se tem o impulso de gritar. Ser pai é sorrir, quando se tem vontade de chorar. Ser pai é ouvir, quando a vontade é de falar. Ser pai é desligar-se da televisão, quando os filhos têm algo a dizer. Ser pai é observar as reações das crianças no dia-a-dia do seu crescimento. Ser pai é valorizar a liberdade, e apresentá-la aos filhos como alimento do espírito. Ser pai é estabelecer regras sem se deixar levar pela prepotência. Ser pai é manter a dignidade diante da própria consciência para que os filhos compreendam a importância dos princípios morais. Ser pai, por fim, é muito mais uma questão de exemplo que de conversa. Ser pai é ser companheiro, construindo no ninho familiar a grandeza dos filhos,para alicerçar valores que edificam a sociedade. Ser pai é ser fonte de vida, inaugurando nossa história com gestos de amor, renovando perenemente a herança da criação. Ser pai é ser poeta, declamando com carinho os versos de sua vivência, para cultivar e enobrecer os projetos de nossa existência. O tempo passou, e pouco a pouco fomos aprendendo com vocês, queridos pais, a como dar as respostas que a vida nos cobrou. Queremos neste dia, agradecer profundamente pelo exemplo que sempre tivemos de vocês. No início, quando éramos crianças, obrigada Pai, obrigada por nos dar a resposta da vontade de crescer ao nos carregar nos braços e nos erguer ate lá no alto! Isso nos dava uma vontade enorme de ficar grande e um dia ter o seu tamanho! Muito obrigada, pai, pelo seu exemplo de honestidade e de justiça. Com estes exemplos, cada resposta nossa tem uma marca da educação que vocês nos deixaram. Pai, você nos escolheu filhos, nós lhe fizemos exemplo! Por isso Pai! Haja o que houver, nós sempre estaremos a seu lado. Ao meu querido esposo Bibia, quero render graças pelo exemplo de paternidade dos meus filhos, pelo companheirismo harmonioso de 46 anos, invocando a Deus que neste Dia dos Pais lhe conceda muita PAZ, SAÚDE, FÉ, ALEGRIA e muita felicidade. Aos meus amados filhos que também tiveram a ventura de serem pais, todo o meu carinho. Parabéns, e que esta data possa renovar em seus corações às bênçãos do Senhor. Ao meu inesquecível pai, meu filósofo, meu herói e meu amigo que me protegeu no espaço sagrado de seu templo-família, cultivando nos corações de todos os seus filhos, a esplendorosa harmonia. A sua bondade e todas as suas qualidades estão no meu coração guardadas com muitas saudades.Pombal, 10/08/08. PARABÉNS! Enfim! A todos os pais biológicos, adotivos e clandestinos, todo o meu apreço e admiração. Que Deus os protejam com bênçãos de felicidades, não somente neste dia, em todas suas vidas. PARABÉNS! PARABÉNS! *Professora, Poetisa e Escritora Pombalense.

SEVERINO COELHO VIANA: O ILUMINADO!

Severino Coelho Viana (foto)
CLEMILDO BRUNET* O que seria da sociedade se não existisse em seu seio pessoas que foram agraciadas por Deus com o dom da inspiração para escrever poesia, romance, histórias e fatos do passado; analisados a luz do presente e que trazem lições preciosas que edificam e ensinam para vida? Dr. Severino Coelho Viana é uma dessas pessoas que desde logo cedo tendo alcançado a capacidade de ler, com avidez debruçou-se sobre livros buscando o conhecimento, para mais tarde não somente guardar para si, mas revelar em suas obras a verdadeira vocação de escritor. Não é sem razão que o próprio Severino descreve tão bem o seu modo de ser quando assim se expressa: “A criação literária deduz o grau de percepção e dimensão do raciocínio de quem narra um fato, descreve um quadro e disserta um tema, sabendo-se que é tarefa árdua, e muito mais difícil, a luz da melhor razão, reside no fato de externar o que sente e agradar o sentimento dos outros”. (A vida do Cel. Arruda, Cangacerismo e Coluna prestes. Página 17) Severino Coelho Viana, ou Dr. Severino Coelho Viana promotor de Justiça hoje militando na grande João Pessoa. A infância e parte da juventude foram vividas em Pombal e como menino desta terra, acostumou-se logo ao banho nas límpidas águas do rio Piancó e a se interessar pelo esporte preferido dos brasileiros, o futebol. È torcedor do Fluminense. Começou seus estudos no Grupo Escolar José Avelino no bairro dos Pereiros, fez o ginásio e científico na Escola Estadual “Arruda Câmara de Pombal”. Em seguida foi morar na casa do estudante em João Pessoa onde se formou em direito pela Universidade Federal da Paraíba – UFPB. Filho de Severino José Joaquim e Severina Coelho Viana, uma família constituída de 11 irmãos: Eudócia (saudosa memória), Eulália (Pereca), Geraldo (Chieta), Josefa (Nachite), Mª Alice, Mª Coelho Viana (Maú), Iris (Nenéa), João Coelho, José Coelho (Dudé) e Francisco de Assis (Forragaita). Severino Coelho Viana é o mais novo dos homens e começou desde cedo a trabalhar, primeiro fabricando fogos com seu Inácio do caixão, depois, balconista da Mercearia de Antonio de Sousa, auxiliar de escritório na Coletoria Federal, caixa executivo do Banco do Estado da Paraíba – Paraiban fez carreira no banco chegando ao posto de Gerente. Fechado o Paraiban, Severino foi convidado pelo Deputado Estadual Leví Olímpio (saudosa memória), para trabalhar em seu gabinete como assessor parlamentar na Assembléia Legislativa. Com a morte de Levi em 1995, Severino resolveu fazer concurso público para Promotor de Justiça, sendo um dos primeiros colocados. Sábado passado dia 02 de agosto de 2008, no Pombal Ideal Club, houve o lançamento da sétima obra literária de Severino Coelho Viana. Poder da Cidadania. Podemos dizer que foi uma noite de cultura e arte, pois o evento não ficou limitado somente à apresentação do livro. Houve teatro, poesia, cânticos com exibição de coreografia, música ao vivo, autógrafos do autor e um lauto coquetel. Uma noite de Glamour para um público seleto de autoridades do judiciário, professores, imprensa, representantes de classes, pessoas ligadas à cultura e família do anfitrião da festa. Em seu discurso, Severino Coelho disse que começou escrevendo crônicas para serem lidas no Serviço de Alto Falantes “Lord Amplificador”, único meio de comunicação social na década de 70 em Pombal. São de sua autoria os seguintes compêndios: Controvérsias Sociais, O Ser e o Tempo, A Vida do Cel. Arruda Cangaceirismo e Coluna Prestes, Castelo de Areia, Amor de Cangaceiro, Ambição sem limite e Poder da Cidadania. Este último tem até o alfabeto próprio da cidadania que começa com a letra A – Amor verdadeiro ao próximo e termina em Z – Zelo com a coisa pública. Em determinado trecho da palavra do autor no livro Poder da Cidadania ele diz: “A participação efetiva do cidadão na condução dos destinos da sociedade, como uma manifestação da cidadania, não se limita apenas à atividade política profissional ou ao exercício do direito do voto, mas revela-se fundamental para todo membro da sociedade, que não deve ser apenas sujeito passivo das resoluções governamentais, porém sujeito ativo que influi positivamente no processo de tomada de decisões sobre a implementação do bem- estar numa sociedade civilizada e democrática” Severino Coelho Viana foi aguerrido lutador nas batalhas estudantis chegando a conquistar a presidência do grêmio livre do Colégio Josué Bezerra, onde desempenhou o seu papel de líder com autenticidade. Organizou com outros estudantes de seu tempo, O Jovem Club de Pombal, formado por uma ala dissidente de jovens, sócios do Pombal Ideal Clube, na busca de um espaço para eles que almejavam ter o seu próprio lugar com repertório musical de sua preferência, momento em que no Brasil surgia o movimento das chamadas discotecas. Este é o nosso Severino Coelho Viana, pois a despeito de toda sua intelectualidade, nunca esqueceu o seu torrão natal e todas as vezes que lança seus livros, a nossa cidade é prioridade para exposição de suas obras literárias. È a terra que o viu nascer. É a terra que ele ama e jamais nega a quem quer que seja que é filho de Pombal. Receba Dr. Severino Coelho Viana, esta simples homenagem deste seu amigo e conterrâneo com meus votos de parabéns pelo lançamento de mais um livro. Termino dizendo que Concordo plenamente com as palavras de seu colega Dr. Fred Coutinho promotor de Justiça: “Severino Coelho Viana representa a essência do sertanejo sonhador. Um humanista vocacionado na arte de escrever”. *RADIALISTA WEB. http://clemildo-brunet.blogspot.com/

D. CESSA: COMENTÁRIO SOBRE OS DOIDOS DE POMBAL...

D. Cessa e o Troféu Imprensa Prezado compadre Vieira. O seu texto sobre os doidos foi demais interessante e convincente para os pombalenses, sobretudo, para aqueles que não conheceram estes personagens que legaram o seu papel e a sua cultura a nossa história, se bem que, na nossa infância e juventude, fases melhores da vida, não conhecíamos mordacidade, apenas nos divertíamos com singeleza e eles nos enlevavam aos entretenimentos ou diversões, sendo que sua contrapartida para aqueles que os importunavam era a fúria. Eram pessoas carentes de atenção e carinho, só insurgiam quando os torturavam com insultos ou ações mais violentas. Assim como diz a expressão popular: “todo doido tem passagem livre”, eu digo que, todo doido merece uma atenção desvelada, pois quando são amigos, são de verdade. Você citou um número de quinze, conheci todos eles, mas enfatizo uma proeza de Expedito, que além da mania de riqueza e de dançar, também dava uma de preguiçoso, pois freqüentava muito a casa de pai, para fazer refeição, quando pai trazia do sítio, um caminhão, (um misto), carregado de lenha e os meninos (filhos e netos) para se livrarem do descarrego chamavam Expedito para descarregar e ele começava a cantar na calçada: “eu quero comer mas trabalhar não quero não”, só dava para os meninos o colocarem para a rua. Eu admirava todos eles observando-os que também eram perceptivos. O Nonato era muito obediente as Fontes, pois era da casa delas. Existe outra controvérsia quanto a Dina, tinha boa conversação quando vendia as suas buchadas, falava muito explicado e o povo lhe aperreava tanto dizendo que ela tivesse medo de espírito e ela bem prontamente dizia pode pegar em vocês, em mim não, daí ela ficou impressionada. O Pildo era alto, delgado, muito elegante e tinha mania de importante e falante, empregava expressões que ninguém entendia a língua. Usava duas, três camisas e às vezes colocava um paletó e saia desfilando como um galante. Tinha o Padrinho, que andava aqui, só nas Missões de Frei Damião. Lapa era um negro alto que nas suas andanças fazia pergunta e ele mesmo respondia, fazendo um jeitinho no corpo, “pra que Lapa quer mulher? Pra lavar os pratos e enxugar as colher, pra lavar as panelas e torrar café”. Mané da Paciência insultavam perguntando como era o seu nome, ele, muito indolente respondia bem arrastado ou lento: “eu sou manué da paciência”. Severino de Gabriel, que era muito sensual, se apaixonava a primeira vista pelas mocinhas, quando nós íamos para o colégio, ele dizia: “se eu pegá fulana ela ró, pra meu lado ela ró”, expressando um sorriso de maldade. Desse, eu tinha muito temor. Elvira era muito selvagem, cara dura e mal falava só fazia um olhar amedrontador. Mulheres tinham ainda, Mônica Papoula, Juriti, esta, aperreavam assim: Juriti quebrou a asa, eu também quebrei a minha., eu colei com cola e Juriti com cocô de galinha. Talvez existiram outros mais. Escolhi para falar por último Zé Doido, um dos que eu mais admirava muito inteligente e metido a Geógrafo sabia de cor todos os estados e capitais, como também os acidentes físicos, podiam perguntar que ele dizia, era poeta, e metido a sabido decorava os discursos dos políticos, na época de José Américo e outros, ele era de Paulista e vinha todos os sábados para a feira. Certa vez uma pessoa perguntou em quem ele ia votar, respondeu em versos, numa sextilha: Em se tratar de política Eu já dei o meu despacho Eu não vou fazer poleiro Apenas pra subir macho Pra depois que tá de cima Cagar nos que tão debaixo. Fiquei muito feliz com o comentário que você levantou sobre o texto de BIRÓ. Foi uma surpresa aplausível, a sua abordagem. Obrigada pelas referências dirigidas a minha pessoa. Há quanto tempo você me conhece e mais ainda do que eu gosto de fazer. Meus escritos além de apolíticos são completamente transparentes, despidos de qualquer interesse. Servem tão somente, de alimento a minha índole literária. Escrevo com amor e por amor. Falar da importância de um cidadão de destaque em nossa terra é mais um reconhecimento pelos seus atos e um mérito pelo seu valor. Narrar a vida de Biró é preciso compilar um livro. Agora, sobre a nossa amizade, vinculada através da admiração que eu mantinha sobre os seus genitores. Galvinha era um nome na lista das minhas melhores amigas. Depois nos encontramos na sociedade pombalense dando expansão ao nosso lazer. Você bem sabe de tudo isto, sendo motivo, até, do honroso convite para amadrinhar a nossa querida Fabíola, enfatizando o dizer popular, que, ser madrinha de filho (a), de amigo é uma das mais extremas considerações. E eu acredito piamente neste sagrado pensamento. O que posso dizer ainda? Que fomos colegas de magistério no renomado colégio “Josué Bezerra”, que sempre conheci a sua inteligência e capacidade. Como eficiente professor de Biologia eu imprimia confiança para o conhecimento do ser biológico que eu era. E assim foi a nossa afinidade. Foi aí, que comecei a ver a sua idoneidade. Digo que sempre lhe elogiei em todos os lugares onde podia difundir os seus trabalhos. Atualmente somos irmãos de ECC, onde também admiro o seu aprofundamento cristão, e, a sua capacidade de evangelizar. Você e a grande e guerreira mulher, minha comadre Lenice, formam um casal bonito e exemplar. Hoje você desponta como brilhante escritor neste espaço de comunicação a quem devemos ao Clemildo o rico incentivo para tal coisa. Isto é mais uma causa para a minha admiração a sua pessoa, contemplar os seus belos e bem estruturados textos neste tão precioso Blog. Parabéns por tudo que você é capaz de fazer. Sua comadre, confreira e amiga CESSA.

A VIDA É UMA BÊNÇÃO...

Fátima Jó R. Maringá 1982.
Fátima Jó Meditando no poema que você enviou concordo plenamente, que a amizade é feita de alegrias, tristezas e que às vezes passa por turbulências; mas, se é realmente verdadeira com certeza sobreviverá a tudo. O amigo verdadeiro não é aquele que concorda com tudo, mas aquele que tem a coragem de dizer: Você está errado! Construí muitas amizades dentro e fora do rádio que as conservo até hoje. No meu coração sempre existirá um pedacinho para cada um. Não citarei nomes para não cometer o erro de esquecer alguém do nosso convívio de trabalho, mas, o mais importante é ter o carinho e o respeito de cada um. Há amigos que lembramos com muito carinho, e, há amigos inesquecíveis assim como você Clemildo! Receber essa homenagem hoje foi muito emocionante, pois conhecendo a sua sinceridade me senti lisonjeada; sei que vem do coração, portanto, é muito verdadeira. A cada idade nova que alcançamos adquirimos experiência e mais conhecimento, no entanto, nunca deixamos de nos cumprimentar e desejar o que de melhor existe para cada um de nós. Ontem, foi o seu dia! Hoje é o meu, mas nunca pensamos assim. Por diversas vezes comemoramos juntos essa feliz data com uma belíssima festa preparada com todo carinho pela sua esposa Irene, uma mulher de fibra. A vida é uma bênção e caminhar junto aos nossos é um privilégio precioso porque cada dia que passa, é um dia a menos para falar e amar. O segredo? É agradecer a Deus por tudo, desde o nascer do sol ao anoitecer. Quanto maior for a fé mais próximo da realização estará o desejo do seu coração. Deus é o nosso amigo maior. A beleza da terra, as maravilhas do céu, a música, a arte, o mar, foram criados para a nossa apreciação. Por isso, devemos procurar paz na terra nos nossos próprios corações e assim, viver de forma que a tranqüilidade possa fluir de nós para os outros. Devemos nos tornar uma ilha de paz em um mundo conturbado. Que a fé, a esperança e o amor, sejam como estrelas brilhantes em sua volta. A saúde às vezes nos fragiliza, mas não impede de sermos pessoas tão interessantes atraentes a novas amizades. Sejamos pessoas alegres, bem humoradas e felizes sempre, apesar de tudo. A felicidade é a habilidade para receber o que é agradável sem arrancá-la e o que é prazeroso sem condená-la. Ela é algo particular que vem do nosso interior, é um dom exclusivamente nosso. Portanto, sejamos muito felizes e que em agosto de 2009 estejamos mais uma vez sob a proteção de Deus, para comemorarmos mais uma data importante. Feliz aniversário, Clemildo! Sorria sempre, Deus te abençoe!!! De sua amiga, Fátima Jó.

CESSA LACERDA: BLOG DE CLEMILDO É REFERENCIAL DE LEITORES E ESCRITORES POMBALENSES.

D.Cessa- Memórias do Rádio ( foto)
Prezado Clemildo!
É preciso dizer que o seu Blog está sendo demais importante para nós pombalenses. Veio em bom tempo, quando muitos esperavam por oportunidades de fazer aquilo que gosta: Ler e escrever. Você, Clemildo, é o mestre maior do rico e extraordinário incentivo da comunicação. Pois através deste espaço tivemos a ventura de encontrarmos com tantos irmãos e amigos, que de perto ou de longe, sorrindo ou chorando se sentiram felizes por saberem as boas novas da nossa gente e da nossa terrinha. Este espaço foi mesmo um desabrochar de brilhantes dons e admiráveis inteligências, graças de Deus, pois, pensar, rememorar, falar, contar, escrever, etc. Cada sentido é um dom divino. É aqui que podemos registrar a nossa história, os fatos verdadeiros. Que nos instruem, informam, agradam, sensibilizam, faz recordar ou até mesmo nos comovem. Aqui se apresentam pessoas idôneas, que sabem transmitir o que melhor agrada ao seu público leitor. Por tudo isto Clemildo nós lhe agradecemos, pelo amigo fiel, pelo homem admirável que nós contamos em nossa terrinha. Abraços fraternos. CESSA

HOMENAGEM A DR. AVELINO ELIAS DE QUEIROGA

Maciel Gonzaga (foto)
MACIEL GONZAGA* Caráter em psicologia é o termo que designa o aspecto da personalidade responsável pela forma habitual e constante de agir peculiar a cada indivíduo; esta qualidade é inerente somente a uma pessoa, pois é o conjunto dos traços particulares, o modo de ser desta; sua índole, sua natureza e temperamento. O conjunto das qualidades, boas ou más, de um indivíduo lhe determinam a conduta e a concepção moral; seu gênio, humor, temperamento, este, sendo resultado de progressiva adaptação constitucional do sujeito às condições ambientais, familiares, pedagógicas e sociais. Para mim, resumindo, caráter é a soma de hábitos, virtudes e vícios, é a imagem interior de uma pessoa. Como o Blog de Clemildo tem neste período de aniversário da cidade, voltado para enaltecer vultos e personalidades da cidade de Pombal, resolvi abordar neste artigo um nome que não devemos esquecer: Avelino Elias de Queiroga, ou simplesmente Dr. Avelino. Não vou aqui aditar informações sobre a sua vida política e profissional como “médico dos pobres”. Vou apenas prestar-lhe uma homenagem com um depoimento verídico. Nos anos 60, quando se candidatou pela primeira vez para prefeito de Pombal, o refrão da música de sua campanha dizia: “Doutor Avelino/O pobre vai lhe eleger/Por que seu destino/É não deixar ninguém morrer...”. Militou politicamente na mesma época com o velho Chico Pereira - o seu principal adversário -, com Paulo Pereira, Jovem Assis, Cândido Queiroga. Foi correligionário de Ruy Carneiro, Janduhy, Dr. Azuil Arruda, Dr. Atêncio Wanderley, Dona Dalva Carneiro, Major Manuel Arruda, José Benigno de Sousa e muitos outros. O meu testemunho é de que nenhum desses políticos citados, sendo vencedores ou derrotados, fechavam as portas de suas residências ao povo, fosse seguidor ou adversário. O episódio que relato a seguir, talvez, poucas pessoas tenham conhecimento em Pombal. A minha família, ou mais precisamente, a minha mãe, Dona Roza Gonzaga de Luna, por cerca de 40 anos morou em Pombal. Sempre foi adversária de Dr. Avelino. Era pessoa da casa de “Seu” Chico Pereira. Quando Dona Almira viajava para João Pessoa acompanhando o seu marido deputado, as chaves da residência, localizada na Rua Padre Amancio Leite, em frente à bodega de Fiel, ficava com a minha mãe Roza, que cuidava da limpeza e da conservação dos móveis. Pois bem, Dr. Avelino se elegeu prefeito. Mãe Roza criava um rebanho de ovelhas. Eis que as ovelhas desapareceram. O rebanho completo, cerca de 15 cabeças. Mais de uma semana depois, o guarda noturno conhecido por “Nego Chicó” vai lá em casa e, pedindo segredo, informa que as ovelhas tinham sido apreendidas pelo “Rapa” da Prefeitura e estariam numa fazenda no distrito de São Domingos. Minha mãe espera a chegada do deputado Chico Pereira e comunica o fato. Houve uma reunião na casa do senhor Miguel da Silva, na Rua do Rio, com a presença – é claro do deputado Chico Pereira - do juiz da Comarca, do Promotor de Justiça e do delegado da cidade. Coisas da política e de quem tinha força e prestígio. A princípio, o desejo era mandar prender o prefeito por apropriação indevida. Por fim, chegou-se a uma conclusão: expedir um mandado de busca e apreensão dos animais e determinar a polícia o cumprimento imediato da ordem judicial. Zezinho de Peixe-Rei foi chamado para executar a missão com um grande aparato policial. Uma confusão grande, mas as ovelhas foram resgatadas. Foi feito um escândalo com divulgação do fato nos jornais de João Pessoa, tentando-se denegrir o mais que possível a imagem do prefeito e lhe imputado a responsabilidade de forma espalhafatosa. Na verdade, o prefeito não tinha culpa. O meu irmão Massilon, que acompanhou tudo, pois, à época, eu estudava no Seminário de Cajazeiras, ainda hoje diz que “vieram mais ovelhas do que as que foram levadas”. Essa versão minha mãe contestava. O tempo passou. Minha mãe Roza, que ganhou o apelido dado por padre Luiz Gualberto de “Roza Rica”, era funcionária do Hospital e Maternidade “Sinhá Carneiro”. Contava ela que muitas vezes passava por Dr. Avelino nos corredores e ele torcia o rosto para não lhe cumprimentar; e vice-versa. Eis que ela fora acometida de uma crise aguda de apendicite tendo que ser internada em regime de urgência no Hospital. O único médico especialista era Dr. Avelino. A Madre “Do Carmo”, que era diretora do Hospital, o chamou para atender a paciente, mas já antecipou: “É Roza Rica!”. Numa demonstração do seu alto profissionalismo, de moral e caráter ilibado, o médico-prefeito levanta-se de uma cadeira no refeitório onde se encontrava, sem dar uma única palavra e vai em direção ao apartamento onde estava a paciente. Chega, faz uma análise rápida da situação, manda chamar o seu companheiro médico Dr. Azul e diz: “Ou faremos a operação agora, ou ela morre. E mesmo com a operação, ela ainda pode morrer, pois a apêndice estrangulou”. A cirurgia foi feita imediatamente e minha mãe escapou da morte. No período da convalescença, Dr. Avelino ia diariamente ao apartamento visitá-la. Lá chegando dava bom dia, boa tarde ou boa noite e perguntava: “Como está a paciente?”. Depois, fazia as recomendações médicas, sem falar mais nenhuma outra palavra e se retirava, isso até Dona Roza receber alta médica e ir para sua casa. Os anos passaram. Já morando em Campina Grande, depois de romper politicamente com seu Chico Pereira (história que depois contarei em outro artigo), minha mãe toma conhecimento de que Dr. Avelino seria candidato a Deputado Estadual. Pega um ônibus em Campina e vai até Pombal. Desloca-se até a residência do querido médico, logo nas primeiras horas da manhã, e pede para falar-lhe. É anunciada por uma pessoa em meio a certa desconfiança por saber de quem se tratava, mas foi muito bem recebida. Dona Roza dirige-se a Dr. Avelino e lhe diz as seguintes palavras: “Aqui estou para fazer o pagamento pelo fato do senhor ter salvado a minha vida para que pudesse terminar de criar meus três filhos. O meu pagamento é arranjar votos em Campina Grande para o senhor”. A resposta de Dr. Avelino foi: “Eu apenas cumpri com a minha obrigação de médico”. Os dois se abraçaram e choraram juntos. Nesta eleição, Dr. Avelino obteve 153 votos em Campina Grande, sendo que 108 foram nas urnas do bairro do Catolé, onde residia à senhora Rosa Gonzaga e seus filhos. Quando Dr. Avelino morreu prematuramente, a minha mãe mandou celebrar uma missa por sua alma na igreja Matriz do Catolé, tendo como celebrante o padre Luiz. Eu estava lá. Desculpem-me os leitores desse Blog por relatar aqui algo tão pessoal. Mas, não tenho dúvidas de que se trata de um depoimento que apenas vem ilustrar a personalidade e o caráter ilibado do pombalense que foi Avelino Elias de Queiroga. Que Deus o tenha em um bom lugar! *Jornalista, Advogado e Professor – Natal RN.