CLEMILDO BRUNET DE SÁ

Final de ano é divisor de águas para o que se deixou de fazer


“Pois disseste: Hei de aproveitar o tempo determinado; hei de julgar retamente” Sl. 75:2.

Clemildo Brunet de Sá
Clemildo Brunet*

O que tem sido considerado por você tempo perdido ou perda de tempo? Já imaginou que na nossa existência volta e meia ouvimos alguém dizer: É tempo perdido! Estamos nos aproximando de mais um final de ano e sempre quase todos, nesta época, são tendentes para fazer uma avaliação de tudo que se fez ou deixou de fazer durante os 365 dias do ano que se finda. Isso é natural.
Muitas vezes o que é tempo perdido para alguns, não é para outros. Aquele que, por uma circunstância qualquer considera perda de tempo em se aventurar em algum negócio ou no esforço que fez para conquistar o coração de alguém e

Uma retrospectiva vociferada com desilusão e desencanto

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

O empoderamento do brasileiro em 2015 foi de uma forma crivelmente desditosa e torpe, não pelo comportamento dos necessitados, mas, pela forma delinquente que as autoridades transformaram um projeto social numa maneira cerceada pela absoluta falta de maturidade administrativa e coerência na execução dos planos que deviriam ser de cunho permanente e sustentável, não só pela abrangência como sua premência nos meios de acuidades das camadas mais pobres e

39 ANOS DE CASADOS

Eli Medeiros
Eli Medeiros*

“ Aquele que encontra uma esposa, acha o bem, e alcança a benevolência do Senhor.” Provérbios 18:22

Não são 39 anos apenas. Computados os anos de namoro e noivado, são 41 anos de conhecimento mútuo. O que poderia sugerir uma eternidade é, na verdade, uma efêmera passagem do tempo, pois a vida passa com a rapidez que sequer imaginamos.
Não havíamos imaginado a construção de uma família como hoje vemos formada. Não planejamos o caminho que conseguimos partilhar até hoje. Não pensamos previamente quais seriam os projetos que haveríamos de concluir. Não sonhamos como seriam os dias de nossa velhice. Não criamos expectativas que pudessem transformar nossos dias em fracasso.
Não projetamos uma vida baseado no que seriamos capazes de construir por nós mesmos. Não esperamos nas forças que dispúnhamos na juventude de nossas vidas. Não confiamos no poder de nossas realizações. Só uma certeza nós tínhamos no início:

Papel do indivíduo na história

Rinaldo Barros
Rinaldo Barros*

O rumo desta última conversa de 2015 tem, propositalmente, segundas intenções: provocar você para que se pergunte o que está fazendo de sua vida, em sua passagem por este planeta.
O sociólogo estadunidense Immanuel Wallerstein acredita que o capitalismo chegou ao fim da linha: já não pode mais sobreviver como sistema. Cá no meu canto, ainda meio instintivamente, assino embaixo.
Todavia, em que pese o fato de que o capitalismo não tem sido capaz de resolver nenhuma grande questão social, nas atuais circunstâncias e

Deus é a nossa melhor porção

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Quando criança, no melhor momento quixotesco, tivemos nossos castelos desmoronados por uma atitude da igreja católica, da minha cidade, o pároco local revestido da sua autoridade de monsenhor convocou as mães da paróquia a levarem seus filhos à Igreja Matriz num horário prefixado, para que ele pudesse, de forma unilateral, revelar as crianças daquela época que o Papai Noel era apenas uma figura da invencionice popular alimentada pelo marketing capitalista com único objetivo de fomentar o comercio, no período das festas de final de ano.
Assim caíram por terra as esperanças de todos nós de recebermos a visita, na noite de véspera de natal, do velho e

O significado do Natal

Clemildo Brunet de Sá
Clemildo Brunet*

Nesta época, as pessoas sentem-se motivadas para se doar de forma mais humana envolvida pelo o espírito cristão de comemorar o nascimento de Jesus Cristo. As cidades ficam cintilantes de lâmpadas multi-coloridas, árvores são montadas com ornamentações esplêndidas, trocas de presentes, mensagens e outros apetrechos do momento são utilizados deslumbrando aos nossos olhos, o que há de mais lindo, para que nos regozijemos com o evento, repetido anualmente.
O pensamento humano vagueia sobre o Natal e

A burrice venceu a esperança?

Rinaldo Barros
Rinaldo Barros*

Eu desejei muito escrever, hoje, um texto para transmitir otimismo e esperança.
Todavia, lamentavelmente, os fatos não permitem concretizar o meu desejo sincero: o povo brasileiro está com a mente na pior prisão. O escravo se vê com os olhos do senhor.
Vejam a declaração a seguir. “Fica a critério de cada escola ensinar, ou não, um pouco de literatura; e

Arroz, feijão e lágrimas

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

O Brasil tem muito pouco para comemorar no Natal que se aproxima, 2015 está terminando pior do que começou, um ano bizarro, cheio de anomalias nas suas políticas básicas, com catalisadores direcionados aos novos tempos de cerceamentos com implicações a vários setores que inovam e sustentam a economia ativa da Nação, verdadeira situação empírica até mesmo para os mais devotos e voltados a fé e

E tome forró

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

O forró tem seu dia legalmente registrado no calendário através da Lei de nº 11.176, de 08 de setembro de 2005, que instituiu o “Dia Nacional do Forró”.
A data escolhida foi o dia 13 de dezembro, data essa correspondente ao nascimento do Rei do Baião. Essa homenagem a Luiz Gonzaga do Nascimento foi mais do que merecida. O forró é filho do baião, surgiu no cenário musical pelas mãos de Luiz Gonzaga do Nascimento.
Gonzaga tirou do seu matulão o Baião, o Xote, o Xaxado e

RC vai para o enfrentamento aos trânsfugas

João Costa
João Costa*

Para sua consideração – Vivemos uma crise institucional que ainda não sabemos como e quando vai terminar. A luta é de classes, não um pastoril profano com sua disputa alegre entre o encarnado e o azul, nem tão pouco programa de auditório para contagem cívica daqueles que ocupam as ruas. O fracasso das manifestações em homenagem ao AI-5 de 1968 foi um fracasso, mesmo se escondendo sob o falso lema de impeachment. A mídia nativa, porta voz da Casa Grande, em seus editoriais, desembarcou do conluio com o gangster Eduardo Cunha, ainda apostam na derrubada do governo, na base de que o impeachment deve ser “limpo” – sem truques regimentais no Parlamento. Simples: Cunha é descartável – não tem mais serventia.
Nesta altura da luta de classes, vale a defesa radical do estado de direito, por consequência, a defesa do restabelecimento do governo Dilma. Não deve haver pudores, nem escrúpulos ao desnudar os golpistas. E

SIMPÓSIO DE GEOGRAFIA DA UERN

Minicurso: Geo-história e Cultura Nordestina: a importância do estudo das músicas de Luiz Gonzaga em sala de aula
J. Romero Araújo Cardoso
Ministrante: Prof. Ms. José Romero Araújo Cardoso – UERN/FAFIC/DGE

Luiz Gonzaga do Nascimento, conhecido como o Rei do Baião, (Exu, 13 de dezembro de 1912 — Recife, 2 de agosto de 1989) foi um importante compositor e cantor popular brasileiro.[2] Foi uma das mais completas, importantes e inventivas figuras damúsica popular brasileira. Cantando acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, levou a alegria das festas juninas e dosforrós pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o Sertão Nordestino, ao resto do país, numa época em que a maioria desconhecia o baião, o xote e

MICROCEFALIA! RUBÉOLA OU ZIKA?

Gilson Souto Maior
Por Gilson Souto Maior*

De repetente, mais do que de repente o Brasil foi tomado pela notícia de que a microcefalia estava diagnosticada nas crianças nascida em alguns estados, tendo como responsável o ZIKA vírus, parente da chikungunya e do Aëdes aegypt e, sem nenhum parentesco com o nosso Zico.
A notícia foi comprada imediatamente pela imprensa e aceita pelo povo, e, está deixando em polvorosa as mulheres grávidas e as que desejam ter um filho, provocando um verdadeiro tumulto na vida de todos os brasileiros, especialmente os pernambucanos, paraibanos e cearenses. Nesses estados, notadamente, a coisa ficou, repentinamente, sem controle! E

13 - A arte de seduzir inocentes úteis

João Costa
João Costa*

Para sua consideração – Na guerra ou nas amizades o inocente é de mis valia. Rumores de Brasília indicam que foi Bolsonaro quem sugeriu e seus seguidores aceitarem a data de 13 de dezembro – próximo domingo – para ser, digamos assim, a voz rouca das ruas a favor da violação do estado de direito e democrático. Não para desgastar o PT, que leva este número na legenda, mas para reverenciar o ditador Costa e Silva, que assinou o Ato Institucional  Número 5, em 13 de dezembro de 1968 e

Deputados incautos e chulos transformam conselho de ética em masmorra

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Sempre achei que tudo na vida tem limites e exceções, entretanto, o comportamento de determinas figuras, tidas como impolutas, que deveriam se comportar como tais, tem mudado meu pensamento com relação a essa prerrogativa inerente aos formadores de opinião e os representantes do povo brasileiro.
Os últimos episódios ocorridos no ambiente do conselho de ética da Câmara Federal demonstram claramente o despreparo por parte dos nossos representantes, não tendo nenhuma condição psicológica para discutir, intermediar, confabular, discordar, serem inquiridos no calor do debate sem extrapolar os valores éticos, morais e

Exéquias do PT pós impeachment

Rinaldo Barros
Rinaldo Barros*

Trincou. O cristal está trincado, e a maioria da população brasileira pode até não saber ainda o que deseja, mas tem cada vez mais claro em seus corações e mentes o que definitivamente não quer para o Brasil.
Refrescando a memória, lembro que, ao chegar ao Governo Federal - além de renunciar aos princípios do seu partido no documento “Carta ao povo brasileiro” (22.06.2002) - o governo Lula preencheu considerável parcela das mais de 20 mil funções administrativas com a nomeação de militantes do PT e aliados, líderes de movimentos sociais e sindicais; fenômeno conhecido como “aparelhamento do Estado”.
O mérito e

O PAGADOR DE PROMESSAS E O MOVIMENTO POPULAR EM MONTE SANTO

José Gonçalves do Nascimento

Por José Gonçalves do Nascimento*

Em 1987, foi gravada na Bahia a minissérie da rede Globo de televisão,“O pagador de promessas”. Escrita por Dias Gomes e dirigida por Tizuka Yamasaki, a obra foi rodada em duas fases: primeiro em Monte Santo, depois em Salvador.
A peça já havia sido filmada nos anos sessenta (1962), quando ganhou a Palma de Ouro, no Festival de Cannes, na França, uma das mais prestigiadas premiações do cinema mundial.
A trama, protagonizada por modestos trabalhadores rurais, inicia no interior da Bahia e termina na capital do estado, onde finalmente ocorre seu desfecho. O pano de fundo é o da religiosidade popular, que permeia do início ao fim o comportamento dos personagens.
O personagem principal, Zé do Burro, faz uma promessa à Santa Bárbara, a fim de que Nicolau, seu burro de estimação, seja curado de um grave ferimento provocado durante uma tempestade. Graça alcançada, lá se vai o devotado lavrador cumprir sua longa e

O rio e a lama

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

Meus olhos conheceram as águas límpidas do Rio Doce. As visualizei no ano de 2008 quando visitei Minas Gerais. Evidentemente que não percorri seus 853 km, mas logo pude verificar que da nascente, em Minas Geais, até sua foz na Vila de Regência, Município de Linhares, Espírito Santo, certamente suas águas corriam levando vida e mil encantos.
Ali, a cada aurora, sob a luz do Sol, pela mata passarinhos cantavam como poetas divinos. Eram manhãs sublimes, de andorinhas rasgando os céus, de canoas e pescadores. Das águas do rio, peixes e sonhos. A mata formosa assistia a correnteza das águas percorrer vales e

POPULISMO: "passa pelo o nosso nariz com um ligeiro olor agradável como se fosse uma forma de ação útil em defesa do povo"

Severino Coelho Viana
Por Severino Coelho Viana*

Inicialmente, esboçamos que os fenômenos políticos conhecidos por coronelismo e populismo são muitos próximos de significado, mas há uma sutil diferença na forma de agir, no espaço e no tempo que estes estilos se apresentaram ou ainda se apresentam. A roupagem é semelhante, o aspecto pessoal amoldou-se, o olho dilatou a pupila de tanto mirar para a chave do cofre público e as ações se internacionalizaram e acompanharam o processo tecnológico. Ou seja, ao invés de guardar o ouro no baú, tem senha e conta secreta nos conhecidos paraísos fiscais.
O conceito de populismo aparece cheio de dubiedade e

A hora e a vez de Mandrake

João Costa
Por João Costa*

Para sua consideração – ESTOU COM A  CARA VANA, mas a hora e a vez de Michel Temer – o Mandrake. É possível que estejamos assistindo ao fim de uma geração que só conheceu a Democracia, e está na ponta da espada para conhecer um futuro tenebroso, porque existem  apenas três maneiras de resolver uma crise institucional e

O RIO DO PAÍS DE MOSSORÓ

Tomislav R. Femenick
TOMISLAV RODRIGUES FEMENICK*

Cortando o chão seco, pedregulhento e quase sempre gretado pelo calor do sol da zona oeste, corre o rio Apodi-Mossoró. Ele tem um papel determinante na existência dos seres que habitam nas cercanias de sua bacia hidrográfica, que ocupa 28,5% da superfície do Estado, sendo a maior da Província, com cerca 18.100 km². É o segundo em extensão do Estado, com aproximadamente 164 quilômetros. Nasce na serra de Luís Gomes, no sudoeste do Rio Grande do Norte próximo à divisa com a Paraíba, percorre em 51 municípios e

O pobre, o câncer e a lei

Teófilo Júnior
Por Teófilo Júnior*

Em vigor desde 2012, a Lei 12.732, que garante aos pacientes portadores de câncer o início do tratamento em no máximo 60 dias após a inclusão da doença em seu prontuário, no Sistema Único de Saúde (SUS), não vem resolvendo a questão preferencial do atendimento aos mais necessitados. A fila de espera pelo tratamento ainda é grande e isso tem minorado as forças de quem mais precisa.
Segundo a Lei, o Estado tem o prazo máximo de 60 dias para assegurar o início do tratamento de pacientes portadores de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Se o caso for grave, o prazo pode ser menor, é o que estipula o texto legal já promulgado.
Numa primeira e

FIM DE UMA ESCOLA COM MAIS DE OITENTA ANOS

Aucielly Nobre
Por Aucielly Nobre*

A Escola Estadual João da Mata FECHOU, digo isso, pois, embora oficialmente seja uma mudança de endereço, sabemos que, no final, a instituição não sobreviverá.
Assisti a esse fato com tristeza, parte da minha vida escolar foi na tradicional Escola João da Mata, assim como foi de alguns dos meus irmãos e

A serpente pôs seus ovos

João Costa
João Costa*

Para sua consideração – Esse pedido de impeachment da Dilma Vana é um golpe paraguaio. Vem na sequência, uma semana depois, da exoneração do general José carlos de Nardi, vice-chefe  do estado maior-conjunto da forças armadas, por não aceitar um ministro da Defesa comunista, nem mudanças na força. Alegou discordância com o ingresso de estrangeiros sem vistos durante a Olimpíada. Uma serpente que precisa ser morta no ventre, antes que ponha seus ovos no Jornal Nacional.
Os argumentos jurídicos são tão fajutos quanto os juristas que urdiram a trama. O presidente da Câmara precisa ser tratado como ele é:

Nem só dos santos e mortos é novembro

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Definitivamente novembro passou a ser um mês de todos os desagravos, penúrias, confrontos e desatinos. Não obstante o grau de gravidade reinante na atmosfera político após a reeleição da presidente Dilma Rousseff (2014), novembro último foi um caos total para os governistas em pânico com o afunilamento e tensão provocados pelos desfechos da calamitosa administração do governo petista. Os últimos dias do mês foram realmente desconcertantes, tudo começou com a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT/MS), e

A Síria ainda não é aqui!

João Costa
João Costa*

Vamos falar de guerras, pois só elas modificam o mundo pra melhor – promovem assepsia humana de tempos em tempos; avanços na medicina e tecnologias e encerram a sociedade nos limites da civilização, já que a guerra é um passeio pela barbárie.  É a tal profilaxia necessária e inevitável que persegue a raça humanidade desde a sua aurora. Em primeiro lugar, qualquer motivo é um bom motivo para um conflito. Para os belicistas o melhor de todos é o religioso, mais ou menos assim: “nós somos o bem, o outro é o mal”. A Síria ainda não é aqui! 
A guerra civil na Síria se arrastava por mais de cinco anos, sem perspectivas  de vencedores, nem o governo constitucional, nem muito menos dezenas de grupos étnicos religiosos, além da organização que resultou da al-Qaeda, chamada de Daesh.- que virou a maior ameaça do Ocidente, na ausência do tal inimigo eterno- o comunismo. Aí a seguinte cena real: estádio lotado para uma partida de futebol em Ancara, Turquia. O locutor turco pede um minuto de silêncio pela morte de um piloto russo, abatido por aviões da própria Turquia – num incidente de invasão de espaço aéreo, segundo a Turquia, e

Vítima ou cúmplice?

Rinaldo Barros
Rinaldo Barros*

Dia desses, escrevi aqui uma análise sobre o caráter do povo brasileiro. Busquei âncora no personagem “Macunaíma”, o herói sem nenhum caráter, criação máxima de Mário de Andrade para simbolizar a essência psicológica que compõe a argamassa histórica e social do povo brasileiro.
Ou, como diria Freud (1856 a 1939), pai da Psicanálise: “instaura o superego coletivo que dá origem à cultura e à identidade de uma nação”.
 Pois bem. Nestes tempos perigosos, com a corrupção endêmica e

Insensíveis

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

Recentemente o Blog do Assis Ângelo noticiou algo que nos chamou atenção. Ele indagava: “Por que somos tão insensíveis?”
Assis fazia uma incursão sobre uma pesquisa veiculada no nosso vizinho Chile, que apontava que mais de 90% dos brasileiros, ouvidos nas principais capitais do Brasil, não confiam uns nos outros. Isso é preocupante, ou mesmo, como afirma Assis Ângelo, “Assustador”.
O homem, indiscutivelmente, vem se tornando um ser deveras insensível. Não há mais diálogo. Inexiste a cordialidade. Nem mesmo conversas entre vizinhos, prática inexoravelmente saudável e

Esperando outros Delcídios

João Costa
João Costa*

Para sua consideração – Meu caro Antônio Martim e caros amigos, bom saber que a República entrou em queda livre com a prisão do senador Delcídio Amaral. Sempre me referi à necessidade do “abraço de afogado” durante o naufrágio. Fiquemos atentos. O Senado entregou os anéis para preservar os dedos. Não preciso citar, mas o Senado é habitado por outros Delcídios. O Senado, que definitivamente perdeu sua função na República. Na verdade, tô besta. Olhando a trajetória desse senador, fico me perguntando como chegou aonde chegou? Ex-ministro do Governo Itamar, ex-homem forte no governo FHC, tem expertise em negócios na Petrobras há mais de três décadas e,

SENTENÇA DA ALMA

PEÇA TEATRAL
Autor: Francisco Alves Cardoso
Severino Coelho Viana

Por Severino Coelho Viana

Recebemos uma gratificante surpresa para fazer uma análise literária da peça teatral, intitulada de “SENTENÇA DA ALMA”, de autoria do baluarte dramaturgo, escritor, cronista, comentarista, radialista, jornalista e teatrólogo, FRANCISCO ALVES CARDOSO, conhecido carinhosamente por Chico Cardoso. Brevemente o sertão paraibano terá a oportunidade de assistir uma bela dramatização e esperamos que o elenco seja escolhido a dedo. Não podíamos negar ao seu chamamento para a prática de um ato envolvente à cultura paraibana. Agradecemos o tamanho da confiança que foi depositada em nossas mãos, e,

Ovo da serpente chocou Bolsonaro e Elizas

João Costa
João Costa*

Para sua consideração – Na infância existe uma brincadeira bancana chamada de Adivinha e que começa assim: o que é o que é? Na prática, as crianças são levadas a diferenciar o que é daquilo que parece ser. Logo, o jogo de adivinha requer das crianças talento no jogo de palavras e associações semânticas que sejam ambíguas. Vivemos na política um jogo de adivinha de extrema gravidade geopolítica, e começo dizendo o que penso sobre o terrorismo em voga. O Estado Islâmico nem é estado, nem é islâmico. E terrorismo é um método, não uma ideologia e

Gritos silenciosos

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga

2015, um ano de pouca chuva no Nordeste brasileiro. Muita estiagem, onde grandes mananciais d'água baixaram como nunca visto antes. Ficamos, a imaginar como será o ano de 2016.
Lembro-me da estiagem de 1993. Eu era juiz na Comarca de Sousa, inclusive, naquela ocasião, o açude do Jatobá, na cidade de Patos, secou por inteiro, ocasião em que andei de carro pelo rachado chão do Jatobá.
Mas, nada tão preocupante e alarmante em temos de seca como a que vivemos hoje. Não me recordo de presenciar ou ter ouvido dos mais antigos que Coremas/Mãe d'água tenha sofrido uma baixa tão expressiva como o quadro que agora se apresenta, ou seja, 12% de sua capacidade. Esse cenário se repete com as barragens de São Gonçalo, Boqueirão, Acauã e

Banalização da vida

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

A sensibilidade Humana é insuficiente para nos levar a caminhos mais favoráveis às relações entre os diferentes e minimizar os problemas advindos desse vácuo existente, levando ao medo da vulnerabilidade com a criação da banalização da vida e seus contornos. Há um verdadeiro pavor na sensação de abandono que fomos submetidos pelos nossos pares, com a recorrente falta de tolerância, indulgência, perdão, compaixão e benevolência, práticas tão comuns num passado tão distante e empregadas pelos nossos ancestrais de forma contundente e

LEANDRO GOMES DE BARROS E A POESIA DO POVO

Irani Medeiros
Irani Medeiros*

O Nordeste é a região mais rica do Brasil em poesia popular. Aqui nasceu e se desenvolveu a literatura de cordel, daqui se expandiu para outras partes do território nacional. Vem de muito longe essa manifestação da inteligência brasileira, gerada pelo cruzamento das raças e favorecida pelas condições do meio. Em nenhuma outra região brotou o estro do povo, numa literatura que tem características peculiares e que flutua com a mesma autenticidade entre os mais variados temas.
A princípio, os poemas circulavam anônimos, em cópias manuscritas, sobre o gênero pastoril, atividade essencial no sertão. Romances e

FRUSTRAÇÃO

Severino Coelho Viana
Por Severino Coelho Viana*

A vida humana, quando não há interrupção cedo da existência, segue o seu percurso natural. A vida passa pelas suas fases existenciais: nascimento, infância, adolescência, juventude, adulto e talvez senilidade. As mudanças no comportamento ocorrem paulatinamente de forma inconcebível quando o ente vai se introduzindo mais no meio social, dando forma a real índole e formatando a sua personalidade.
O comportamento humano tem as oscilações de acordo com cada fase, como se cada fase brotasse uma força latente que precisa de exteriorização. Neste labirinto obscuro da vida, nós sabemos o passado, identificamos o presente e o futuro sempre será incerto. Cada um tem sonhos, desejos, vontades, frustrações e realizações. Os ramos de escolha são diversos, as atividades variadas e

O fim está perto

Terezinha de Jesus Ugulino
Teresinha de Jesus Ugulino*

Não posso crer que o Criador esteja feliz com a humanidade... é muita desordem nas relações humanas, muito desamor ao próprio e excesso de amor ao dinheiro, ao poder.
A inversão dos valores açoda nossos lares, nosso trabalho, nossa vida. Há um excesso de liberdade onde o “vale tudo” tomou conta das mentes humanas, principalmente dos jovens que não respeitam os pais nem temem a Deus.
A religião? Esta não se pratica e

Jornalismo malandro

João Costa
João Costa*

Para sua consideração – Muitos chamam de expertise da profissão, qualquer profissão, outros; de pura malandragem ou “sabidos demais”, profissionais que se destacam dos demais, no jornalismo, por exemplo. Vejamos o dueto travado há décadas pela mídia nativa e que agoniza depois da promulgação, com vetos da presidenta Dilma Vana, da Lei 13.188 que dispõe sobre o direito de resposta ou retificação do ofendido em matéria divulgada, publicada ou transmitida por veículo de comunicação social.
O projeto foi de iniciativa do senador Roberto Requião, e

Matuto, vida e sabedoria

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

Para muitos desinformados, o matuto não passa de um ser bocó, abestado, analfabeto e integrante de um submundo.
Ledo engano. O matuto tem vocábulos, expressões próprias e sabedoria que os “intelectuais” das metrópoles desconhecem. Aliás, por possuir essas expressões típicas de seu mundo, o matuto, às vezes, é discriminado, recebendo, inclusive, um forte preconceito. Sua fala, seus trejeitos e vestimentas servem de personagens do humor brasileiro. Os humoristas, em cena, mostram a sabedoria do matuto. Lamentavelmente, por trás de alguns risos está uma ponta de preconceito.
Quando falo de matuto, refiro-me mesmo ao homem nordestino, embrenhado no mato, vivente do Cariri, do Brejo, do Seridó e

As três sacanagens que afundam o Brasil

Rinaldo Barros
Rinaldo Barros*

Caranguejo não tinha! Era dia de churrasco comemorativo pelo aniversário de 70 anos de um dos membros da confraria.
Mas os fiéis, os do tempo do Cuxá, foram chegando. Aliás, Ugo Vernomenti já estava lá. Santiago entrou junto comigo, e à mesa sentamo-nos. Com pouco, chegaram Rosadinho, Medeiros, Galo Véio, Bulhões de Carvalho, Olecram, Mag, Dora, Hora H, Herideb e

QUEM ARRANCOU A BOTIJA DE JOÃO CAPUXU?

Jerdivan Nóbrega de Araújo
Jerdivan Nóbrega de Araújo*

João Capuxu, que vem a ser meu tetravô materno, era um comerciante de Pombal, estabelecido na Rua do Giro, que na voz do povo era conhecida como Rua Estreita. Mais tarde, essa rua foi batizada pela Lei Municipal com o nome de Rua João Capuxu, em homenagem ao seu mais próspero morador, muito embora na Rua do Giro, na mesma época, o meu tetravô paterno, José Tavares, também teve um armazém de Secos e Molhados: os dois eram concorrentes.
João Capuxu era casado com dona Isabel e tinha vários filhos e filhas, entre estes, Cesário Capuxu, Celina Capuxu, Francisca Capuxu e Joaquina Capuxu, sendo a última a minha bisavó.
O casal viveu até o final de década de 1880 e

Muito além de um tributo a Nelson Rodrigues

João Costa
João Costa*

Para sua consideração – A peça Álbum de Família, do impagável “Anjo Pornográfico”, Nelson Rodrigues, estreou no auditório da Estação Cabo Branco, e lá ficará em cartaz até amanhã, com direção de Flávio Melo. A peça vai muito além de um tributo a Nelson, é um espetáculo arrebatador para um público que tenha certa intimidade com a obra do mais importante dos nossos dramaturgos, e

A Esquerdopata tem ressaibos de compadrio, Supercilioso e ignóbil

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Seria bem mais fácil olhar os Lírios dos Campos, andar entre penhascos no Morro dos Ventos Uivantes, fazer uma reflexão sobre a Serra da boa esperança; palestrar sobre a Guerra dos Farrapos, no Rio Grande do Sul, dissertando sobre seus heróis regionais; discutir a Guerra dos Mascates em Pernambuco; conjecturar sobre a Inconfidência Mineira; discutir sobre a Conjuração Baiana ou Revolta dos alfaiates, da Bahia; invocar a Confederação do Equador, no Nordeste brasileiro, traçando um parâmetro sobre o absolutismo de Dom Pedro l e

TERIA AINDA UMA BOTIJA ENTERRADA NA ZONA RURAL DE POMBAL?

José Alves de Sousa Neto
José Alves de Sousa Neto*

A história é antiga.
Contavam-me nos tempos de criança.
Os ricos de antigamente enterravam suas riquezas com medo de cangaceiros ou outros malfeitores.
Prata, ouro, dinheiro e outras coisas que tivessem valor iam parar debaixo do chão.
Ocorria muitas vezes que essas pessoas morriam e seus valiosos pertences ficavam enterrados, pois, em alguns casos, nem sequer as pessoas mais próximas tinham conhecimento.
Passados dessa para melhor, esses ricos deixavam contas a acertar na terra, pois não poderiam entrar no reino dos céus sendo ainda possuidores de grandes fortunas terrenas.
Essas eram as botijas.
Para descansar em paz, essas almas penadas precisavam mostrar a alguém onde se encontravam os tesouros para serem desenterrados.
Mas a comunicação do outro com este mundo não era fácil.
Para começar, a revelação não poderia ser feita a herdeiros do falecido. Por desapego às coisas mundanas e

Coca divina, divina coca

João Costa
João Costa*

Para sua consideração – “Traficantes proíbem Candomblé e até roupas brancas em favelas”, eis a manchete do jornal O Globo, que dominou a semana e remete a uma realidade já vivida em favelas do Rio de Janeiro, e a proibição parte dos chamados “guerreiros de Deus”, traficantes evangélicos, que deportam mães-de-santo, ou seguidores de religiões de origem africana para outras comunidades e

Da crise a decadência, o caminho da incompetência

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

A crise que ocorre em nosso país não é recente, simplesmente ela foi ignorada, disfarçada e relevada por quem devia ter olhado de perto com o cuidado e acuidade de quem respeita o patrimônio público, com verdadeiro espírito republicano. Infelizmente a democracia tem suas falhas, principalmente quando no meio das comunidades que fazem parte da política estão figuras nem sempre impolutas, mas, verdadeiros lacaios, sanguessugas a serviço dos desmandos e depauperação do erário público. 
Os últimos 04 anos refluíram 20 anos por conta da insensibilidade administrativa e do excesso de orgulho pela falta de humildade em reconhecer erros menores, chegando aos grandes erros de gestão cuja reparação será feita em pelo menos mais 20 anos de atraso no nosso país, com a recuperação das políticas industriais e

A vida não pode esperar

Rinaldo Barros
Rinaldo Barros*

Temos, agora em novembro de 2015, cerca de 7,3 bilhões de almas no planeta Terra. A previsão é que em 2050 existam 9,4 bilhões de pessoas nesse nosso lindo Globo azul. No patropi, já somos cerca de 205 milhões e a previsão é que em 2050 esse número possa chegar a 260 milhões.
A maior parte dessas pessoas viverá nas grandes cidades e metrópoles. Isso significa lidar com situações complexas como mobilidade urbana, sistemas sanitários deficientes, aglomerações em áreas de risco, entre muitas outras problemáticas.
Historicamente, diferentes modelos têm norteado a ocupação dos espaços urbanos. Diversos autores descreveram a cidade como uma aglomeração densa, insalubre, produtora de grandes problemas, constituindo-se no que se compreende como “monstro urbano”. A ciência contribuiu para modificar esta caracterização, figurando como fundamento do desenvolvimento das urbes. Nesse sentido, ciência e

Efeitos nefastos

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

O ser humano tem a mania de julgar seu semelhante. Sempre procura encontrar e difundir os defeitos e raramente enaltece as virtudes.
Esse proceder termina por gerar injustiças, além de colocar em determinadas pessoas em situações vexatórias. O pior é quando um comentário maldoso implica em atirar alguém, de forma injusta, numa vala comum da banalidade. Se há algo perigoso é justamente a tal da vala comum, pois, por meio de precipitados julgamentos, não separamos os bons dos maus, e,