CLEMILDO BRUNET DE SÁ

RIACHO DE PRATA: TERCEIRA OBRA LITERÁRIA DE PAULO ABRANTES!

Clemildo Brunet de Sá
APRESENTAÇÃO

CLEMILDO BRUNET DE SÁ

RADIALISTA*

A vida sempre nos surpreende, e esta é uma das raras ocasiões por que temos de passar. Meu ser transborda de contentamento pelo fato de que, na elaboração de mais uma obra literária de meu amigo de infância, PAULO ABRANTES DE OLIVEIRA, de repente, sou pego de surpresa pelo o autor, honrando-me com o convite para a apresentação deste livro.

RIACHO DE PRATA, Crônicas e Contos, são verdadeiras pérolas que emergem das profundezas dos oceanos dessa vida; por conseguinte, extraídas de uma mente admirável e prodigiosa corroborado com a mão de um destro escritor, que sabe transmitir para os outros tudo que sente e o que lhe passa na alma.

PAULO ABRANTES já não nos surpreende mais pelos seus escritos; é notabilíssimo no que faz, em seu coração guarda o bom tesouro, mas não fica só com ele. Quer compartilhar, distribuir e multiplicar. Deixa-se derramar no sentimento da dor alheia. Não se intimida e se orgulha de seu passado simples na roça, faz vir à baila os momentos fugazes da infância e da adolescência.

RIACHO DE PRATA, crônicas que nos faz lembrar um tempo em que reinava a candura, as coisas belas, o amor telúrico, a sensibilidade das pessoas, o gosto pela vida e a satisfação de se estar no campo. Ver os rios, riachos, as montanhas, as planícies, as árvores, o verde das campinas, ouvir o gorjeio dos pássaros canoros e assistir à natureza incontinenti com o clarão dos relâmpagos e o estrondo dos trovões.

Certa vez, PAULO ABRANTES me disse que não ia mais ter seus escritos em livro. Visitando nosso Portal Clemildo, Comunicação & Rádio http://www.clemildo-brunet.blogspot.com/ , ele encontrou novo alento para escrever e tendo sido despertado pelo o espírito de escritor nato, resolveu oferecer espontaneamente sua contribuição literária, escrevendo para o blog. Suas crônicas tiveram ampla repercussão, e prova disso são os comentários encontrados nas postagens.

As crônicas de RIACHO DE PRATA é um convite a uma excelente leitura, capaz de satisfazer aos mais exigentes leitores e críticos de obras literárias.

PARABÉNS, PAULO ABRANTES!

A alma sertaneja nordestina é retratada neste livro em sua singeleza e simplicidade. Riacho de Prata, foi escrito sob a inspiração da histórica cidade de Pombal, localizada no alto sertão da Paraíba, onde nasceu o autor. Neste livro ele revela detalhes de sua vida e a forma como ele vê e encara o mundo. Paulo reuniu 49 textos, distribuídos em seis partes distintas, incluindo cartas, poesias e comentários de escritores pombalenses e episódios pitorescos, de tipos populares de sua terra natal, velhos conhecidos do autor – que são personagens da paisagem de sua geração cheia de calor humano e muitas lembranças.

A narrativa, de fundo biográfico, compreende um período efervescente da Jovem Guarda, nas décadas de 60 e 70 , do sobressaltado século XX. A eles se juntam fragmentos da vida real, memórias póstumas, pedaços de histórias do DER e perfis de pessoas especiais, merecedoras da admiração do cronista.

A parte de oratória deste livro não contém dados técnicos, números, longa citações. Praticamente todo conteúdo exprime, através da palavra, as emoções, os sentimentos, a espiritualidade e o humanismo do autor.

PAULO ABRANTES nasceu em Pombal, Paraíba, em 1949. Ganhou evidência por sua trajetória de vida e personalidade. Formou-se em Engenharia Civil e Licenciatura em Ciências pela UFPB. Iniciou sua carreira em comunidades carentes no Mutirão de Bayeux e Renascer II, em Cabedelo.

Mostrou-se um talentoso administrador no cargo de Secretário de Obras e Diretor do DER/Sapé, cuja cidade lhe conferiu Moção de Aplausos e título de Cidadania. Membro da API – Associação de Imprensa da Paraíba e AAI – Associação Alagoana de Imprensa.

Publicou o livro de memórias “Gado Bravo” em 2005 e o romance “A Dama da Rua Estreita” em 2008. Vive em João Pessoa com sua esposa, a advogada Ana Rosa.

PAULO ABRANTES, Possuidor de uma fidalguia excepcional é merecedor por essa expressão viva de bondade, de receber de seus conterrâneos, as justas homenagens que devem ser enternecidas de carinho e orgulho, pois mesmo residindo em João Pessoa, jamais esqueceu seus patrícios e a terra que o viu nascer!

Evoco agora,  testemunhos de alguns que já tiveram a oportunidade de ler “RIACHO DE PRATA”   que comentaram neste blog  emitindo suas opiniões sobre a terceira obra literária do escritor pombalense PAULO ABRANTES DE OLIVEIRA.

O QUE DISSERAM DO LIVRO: 

Distinto amigo Paulo Abrantes.

Li Riacho de Prata. Sua literatura é empolgante, sobretudo percebo tratar-se também, de um excepcional DOCUMENTÁRIO HISTÓRICO sobre a sua terra natal - POMBAL, em detalhes de um colorido fantástico, num reflexo de sentimento familiar, social, tudo ornamentado por um paisagismo impressionante.

Sinto-me diante duma leitura amena, que conforta a alma e o espírito, trazendo ao leitor mavioso recreio, que, neste vendaval turbulento que ora vivemos, é a meu ver, um caleidoscópio oriental dos velhos tempos que se foram, revestidos de humanidade e ternura, valores que não já não vemos mais, tão frequentemente.

Do companheiro-alado, velejando no mundo da nossa internet.

MILTON ALVES - Auditor da Receita Federal.


Prezado Paulo Abrantes,

Venho agradecer pelo envio do livro "Riacho de Prata - Crônicas & Contos", de sua autoria. Parabéns pela ideia de homenagear a sua terra natal, Pombal, incluindo além de seus próprios textos, os de outros conterrâneos.

Cumprimento lhe ainda por proporcionar aos leitores essa "viagem" que remonta às origens e revivem na memória lembranças de momentos inesquecíveis, em sua vida, e certamente na de muitos pombalenses.

Atenciosamente,

Roberto Cavalcante - Correio da Paraíba.

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Como foi bom ler seu livro, Paulo Abrantes! Foi como se visitasse Pombal, mas não agora, e sim à época em que vivi lá, de 63 a 70! Quanta gente daquele tempo me veio à memória! Quanto riacho revivi, no seu texto gostoso, "em desabalada correnteza, ecoando um estalar de troncos e ramos partidos"!

Como foi bom saber que Nena Queiroga, que me encantou tanto com sua tranquila elegância, seus livros e suas viagens à Europa, também encantou você. Não sabia que ela ensinava religião!

E como foi gostoso ler o que você escreveu sobre a Rua Estreita, onde vivi a primeira cena do filme O Salário da Morte, na qual enchi a velha porta da farmácia do Epitácio com cinco buracos do que deveriam ser balas de festim!

Mas bom, mesmo, é o texto que v. produziu sobre A Rua Estreita, um desfile de personagens fabulosos, como seu Zé de Duca e a quebra de resguardo da mulher por conta de um lobisomem; como seu Hormídio puxando a gaveta para dela tirar o catálogo homeopático, com que curaria a pobre senhora; com o transe do espírita Generino, com a pregação de Pedro Marcelino!

Sucesso pra você e seu livro, meu caro!

W.J.Solha.

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O livro terá sessão de autógrafo e lançamento pelo o autor, nesta quinta (29) na Fundação Casa José Américo em João Pessoa ás dezoito horas e trinta minutos.

Sexta feira (30), em Pombal às dezessete horas, na Câmara de Vereadores em Sessão Solene, por ocasião da inauguração da Biblioteca Pública do Poder Legislativo Pombalense, que levará o nome da Poetisa e Escritora de nossa cidade, Maria do Bom Sucesso de Lacerda Fernandes, falecida em 25 de fevereiro do corrente ano.

Pombal, 28/09/2011

*RADIALISTA. BLOGUEIRO E COLUNISTA

EM DEFESA DA ÉTICA NO JUDICIÁRIO!

Maciel Gonzaga
Por Maciel Gonzaga*

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) enfrenta, desde quando foi criado em 2004, a resistência de juízes, desembargadores e até mesmo ministros que não compreendem ou aceitam a existência de um órgão de controle externo para o Judiciário. Contudo, foi só a partir de 2009 que essa reação corporativa ganhou corpo, justamente quando o Conselho, através da Corregedoria Nacional de Justiça, passou a ter uma atuação disciplinar mais firme, investigando e punindo magistrados acusados de desvio de função ou suspeitos de envolvimento em atos de corrupção.

Nos seus quatro primeiros anos, quando a Corregedoria foi comandada pelos ministros Antonio Pádua Ribeiro (aposentado) e César Asfor Rocha, foram abertas apenas 28 sindicâncias para investigar magistrados. Com a posse de Gilson Dipp, em setembro de 2008, esse número chegou a 113, em um único ano. Essa tendência foi confirmada pela sucessora de Dipp na Corregedoria, a ministra Eliana Calmon, que assumiu o cargo em setembro de 2010.

No total, nos dois últimos anos, o CNJ puniu 34 magistrados, sendo que 18 deles foram aposentados compulsoriamente, a "pena" máxima prevista atualmente pela Loman (Lei Orgânica da Magistratura).

A reação não demorou a chegar. A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) entrou com uma ação de inconstitucionalidade no STF (Supremo Tribunal Federal) argumentando que a competência para investigar juízes e desembargadores é do próprio tribunal local e não do CNJ, que teria atuação apenas complementar. Essa tese tem apoio dentro classe, com o suporte de pelo menos três ministros Supremo: Celso de Mello, Marco Aurélio Mello e Cezar Peluso.

O STF (Supremo Tribunal Federal) começou a julgar a ação que questiona a competência do CNJ para investigar e julgar denúncias de irregularidades contra juízes e desembargadores. A Adin proposta pela da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) contesta constitucionalidade da resolução 135 do CNJ, que visa uniformizar os procedimentos relativos à atuação administrativa e disciplinar dos juízes. Para a associação de magistrados, as matérias tratadas pela resolução, especialmente aquelas que tratam de censura e advertência, são de competência privativa dos tribunais locais.

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) já se posicionou contra a Adin da AMB. Para o presidente nacional da Ordem, Ophir Cavalcante, a ação, caso seja aprovada, seria um grave retrocesso. “O CNJ abriu o Judiciário, deu-lhe transparência, sobretudo com as punições que efetivou. Essa Adin tem como objetivo fazer com que o Judiciário volte a ser uma caixa preta, cenário com o qual a OAB não pode concordar", afirmou.

Não resta a menor dúvida – entendemos – que caso essa Adin seja aprovada, retirar-se-á da sociedade o controle e a fiscalização que vem sendo feito com muita responsabilidade pelo CNJ. Assim, aliamos ao pensamento da ministra Eliana Calmon quando afirma que, “caso o Supremo limite o poder de investigação do Conselho será o começo do seu declínio”. Entendemos, pois, não ser possível imaginar que um desembargador tenha a liberdade e isenção suficientes para julgar um colega, podendo ocorrer até mesmo a possibilidade de um Tribunal inteiro estar contaminado por um esquema de corrupção, como no caso de Mato Grosso, o que impediria a atuação de um controle disciplinar. Precisamos lutar em defesa da Ética no Poder Judiciário!

*Jornalista, Advogado e Professor. Natal - RN.

HOMENAGEM DE RECONHECIMENTO AOS DIRETORES DA EEEFM "JOÃO DA MATA" DE POMBAL PB

Mª do Socorro - Promotora do Evento
POR Mª DO SOCORRO DE SOUSA FERNANDES*

A Escola Estadual do Ensino Fundamental e Médio “João da Mata” da cidade de Pombal-PB realizou no dia 21 de Setembro do ano em curso, um grande evento, que se tornou um marco na história da educação desta instituição.

As professoras Maria do Socorro de Souza Fernandes e Francisca Luíza de Araújo tiveram a brilhante idéia de presentear a escola pioneira de Pombal, com a Galeria dos Diretores que registrou  um capítulo inédito da trajetória daqueles que contribuíram, intensamente, para o engrandecimento da Escola.

Fiz-me presente aqui com um tempo de 22 anos como professora, e mais 2 anos à frente da direção, razão pela qual sinto-me feliz de ter cumprido esse ofício  desenvolvendo atividades diferenciadas.

Noite esta, brilhante, como bem foi mencionado por oradores presentes de “Pacote Cultural”, pois a Escola estava abrindo as portas para uma tão nobre causa, foi honrada com a presença ilustre de autoridades pombalenses, diretores e outras representantes de nossa sociedade.
O evento teve como Mestre Cerimonial o jovem Jorge André de Souza Fernandes, que abriu um leque de pronunciamentos, o professor Francisco de Nóbrega Martins apresentou o Histórico da Escola, dentre os homenageados fez uso da palavra a professora Simone Salgado Queiroga em agradecimento à homenageada Mª do Bom Sucesso Salgado Assis, sua genitora. A professora Ivanil Salgado Assis, homenageada pelos familiares e consagrada a “Dama da Literatura”, como bem falou a professora Diana Mª de Oliveira Assis.
Jorge André Fernandes - Cerimonialista
Recebam, pois, seletos, respeitados, Ex-Diretores, Diretoras e representantes dos ausentes, essa homenagem de reconhecimento pelos seus méritos e unida a todos, agradeço o tempo que aqui passei, dizendo que é uma honra consagrada para mim, fazer parte desta galeria e da história dessa Escola.
Revm° Pe. José Trajano de Sousa

 
Os homenageados foram ofertados com uma comenda, enfatizando a lembrança de todos, finalmente, aconteceu o descerramento com a Bênção do Reverendíssimo Padre José Trajano de Sousa que culminou a solenidade cultural na ‘‘Terra de Maringá’’!

Agradecemos a presença de todos a essa cerimônia, e reconhecemos a ausência daqueles que aqui não puderam registrar verbalmente, porém ficam representados e celebrizados nesta noite, que para sempre será lembrada.

Parabéns! Pombal

Parabéns! Escola ‘‘João da Mata’’ Obrigada!

*Ex – Gestora - Maria do Socorro de Souza Fernandes

GESTORES HOMENAGEADOS

ESCOLA ESTADUAL DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

“JOÃO DA MATA”

Newton Pordeus Seixas
Hedy Nóbrega Seixas
Clesiute Lessa Nóbrega
Maria do Bom Sucesso S. de Assis
Ivanil Salgado Assis Gestão (1958...)
Maria Rocha
Aiodia Rocha R. Cavalcante
Auzenir Alves de Queiróz Gestão (1970-1983)
Ione Abrantes de O. Alves Gestão (1983-1987)
Paula Aneide F. de Arruda e Farias Gestão (1987-1992)
Tânea Maria Almeida S. Queiroga Gestão (1992-2003)
Francisco de Assis Vieira Nunes Gestão (2003-2008)
Maria Nailde Silva de Assis Gestão ( 30-01-2008 - 02-09-2008)
José Arruda Filho Gestão (02-09-2008 – 08-04-2009)
Ma. do Socorro de S. Fernandes Gestão (08-04-2009-27-03-2011)

ESCOLA REUNIDAS NOTURNA

ESCOLA DO ENSINO SUPLETIVO INTEGRADA

Maria Dantas Gonçalves Campos
Severina Gomes Pereira Gestão (1975-1983)
Marta de Sousa Bandeira Gestão (1983-1987)
Francisca Lucia dos Santos Junqueira Gestão (1987-1988)
Marta de Sousa Bandeira Gestão (1988... Extinta)

FUNDAÇÃO CASA JOSÉ AMÉRICO PROMOVE SESSÃO CULTURAL: LETRAS, CORES E SONS

O LIVRO RIACHO DE PRATA DE PAULO ABRANTES, CONSTA NO CONVITE,  TERÁ SESSÃO DE AUTÓGRAFOS E  LANÇAMENTO NESTA QUINTA FEIRA DIA 29 DE SETEMBRO, EM JOÃO PESSOA - PB NA FUNDAÇÃO CASA DE JOSÉ AMÉRICO, AV. CABO BRANCO, 3336.

A REJEITADA: NILTON CESAR FAZ SHOW E ARRANCA APLAUSOS DO PÚBLICO!

O Cantor e Compositor Nilton Cesar (Foto ao lado) fez um belíssimo show com duração de duas horas e vinte minutos e foi aplaudido entusiasticamente pela plateia, no último sábado dia 24/09/2011, no Pombal Ideal Club, por ocasião da Vigésima Terceira Versão de A REJEITADA - FESTA BREGA ROMÂNTICA, que acontece todos os anos por ocasião da Tradicional Festa do Rosário, em que sempre se apresenta um artista popular do gênero.

Durante apresentação o Cantor Nilton Cesar atendeu aos pedidos musicais dos inúmeros fãs presentes. Cantou muitos sucessos de seu repertório e também de outros intérpretes da música romântica.

Dono de uma voz privilegiada Nilton Cesar dominou o mercado musical com o seus sucessos desde meados de 1960, mesmo não tendo participado diretamente do Movimento da Jovem Guarda, teve destaque entre a juventude brasileira na época com duas músicas: Lilian e Professor Apaixonado, esta última fez o artista ser conhecido em todo território nacional.

Nilton Cesar celebridade do cenário musical em nosso país, ainda hoje faz shows não só no Brasil mais em países da América Latina, onde é constantemente chamado para suas apresentações no Exterior. Pombal teve o privilégio de assistir seu show no último sábado (24), dividindo a noite da "REJEITADA" com Domilson e Banda e Grupo Musical Esquema 4 e a marcante presença de centenas de pessoas que lotaram as dependências do Pombal Ideal Club.

Eu e o Cantor
Da Redação

FESTA DO ROSÁRIO: OTACILIO DA GELADA

Ignácio Tavares
IGNÁCIO TAVARES*

A Festa do Rosário é um importante evento religioso/popular que anualmente acontece em Pombal, no sertão paraibano. Como sempre, atrai gente de todos os lugares, na sua maioria filhos da terra residentes n’outros estados da região, até mesmo no centro-sul do país.

Às vezes até parece uma romaria a exemplo das que ocorrem em alguns tradicionais santuários da região. Todos os filhos da terra querem marcar presença neste evento. Os ausentes da bela terra que residem em lugares distantes aproveitam o momento para reencontrar amigos e parentes que há muito não os vêem.

A festa tem inicio a partir do hasteamento da bandeira. Normalmente, os parques de diversões costumam chegar antes desse momento. Em tempos passados o Parque Maia era o que mais se fazia presente, por isso era o primeiro a chegar. Era tanto que muitos operadores dos equipamentos de diversões tornaram-se íntimos da população.

O serviço de alto-falante do parque era uma atração a parte. Músicas típicas da época incendiavam os corações dos jovens apaixonados. Nelson Gonçalves, Orlando Dias, Anísio Silva, Silvinho, Altemar Dutra, eram os cantores preferidos dos ouvintes.

Os pedidos de músicas, acompanhados de dedicatórias aconteciam com muita freqüência. Coisas do tipo, “alguém oferece esta música a outro alguém com o coração partido de saudades”. “Alô, alô alguém que esta de vestido amarelo com bolinhas azuis, escuta esta música oferecida por um alguém que muito te ama”. Até tarde da noite a oferenda de musicas continuava a mexer com os corações apaixonados.

Ademais, carrosséis, canoas, rodas gigantes entre outros entretenimentos, faziam a alegria do povaréu. A população rural, em massa, deslocava-se pra cidade a fim de venerar a Santa do Rosário, bem como aproveitar o momento pra se divertir, depois de um ano de sofreguidão nas lides rurais.

Como acontece até hoje, os espaços reservados a festa, eram tomados por centenas de barracas construídas com galhos de mofumbos, palhas de cocos, papelões, lonas, entre outros. Atualmente as barracas são mais estilizadas, higiênicas, mais confortáveis, para quem as procuram para bebericar e se deliciar com um bom tira-gosto.

Nas barracas de outrora, bebiam-se cervejas, não tão geladas como deveriam ser, cachaça, entre outras bebidas, com o acompanhamento de tira-gostos diversos. Os tira-gostos mais procurados eram: tripas torradas, petiscos de carne do sol, galinha de capoeira, ainda a arribação que era a parede mais procurada, isto é, antes do Ibama chegar à região.

Em meio à festa havia espaços para atividades lúdicas. A jogatina corria livremente. Havia uma diversidade de jogos conduzidos por habilidosos banqueiros preparados pra ganhar o dinheiro da ingênua matutada. Era uma verdadeira armadilha a espera de jogadores inocentes.

Muitos arriscavam o pouco dinheiro que traziam, nas diversas modalidades de jogos. Na tentativa de ganhar alguma coisa todos perdiam o dinheirinho reservado pra noite de festa. Quase sempre, a grande maioria saia de bolsos vazios sem algum sequer para tomar uma cervejinha.

Os malandros, para o deleite da matutada, bancavam diversos tipos de jogos, entre os quais o cisplandim, ainda o jogo de cartas da modalidade essa perde essa ganha, o jogo dos dedais, onde se escondia diferentes bolinhas coloridas, em número de três, e através de um rápido movimento criava uma situação de ilusão que levava o caboclo apostar numa determinada bola, que supostamente estava em baixo de um dos dedais. Ledo engano. Quando o dedal era retirado, a bola era outra.

Esta era e ainda é a festa do Rosário de ontem e de hoje. Em meio a toda movimentação de entretenimento e lazer, havia uma figura humana que invariavelmente marcava presença na Festa. O produto que vendia não tinha concorrente na praça. Refiro-me a Otacílio da Gelada. Era um cidadão simples, tipo caboclo, forte, atarracado que mal falava.

Era de poucas palavras, mas, usava um engenhoso artifício através do qual se comunicava com os fregueses. Armava a barraca nas proximidades da coluna da hora, onde a maior parte dos festeiros havia de passar.

O produto que vendia era de boa qualidade. Usava essências de morango, tamarindo, caju, cajá e outras mais. Uma pedra de gelo era posta sobre o balcão. Com um equipamento parecido com uma enxó, usada nos serviços de carpintaria, extraia a raspa de gelo que era posto no copo para refrigerar o gelado.

Era isso mesmo, pois, com certo cuidado, raspava o gelo, depois colocava uma colher de essência, adoçava e completava com água, balançava um pouco para diluir a essência, em poucos segundos o xarope estava pronto pra ser consumido.

Otacílio não usava a palavra para atrair os consumidores. Como falei usava um engenhoso artifício para se comunicar com os fregueses. O que fazia então? Os vasilhames onde estavam depositadas as essências, em quantidades diferentes, postos nas prateleiras, eram usados para a extração de sons bonitos e chamativos.

Ao atritar com um copo as garrafas dispostas em filas nas prateleiras, de forma seqüenciada, era capaz de tirar musicas de Luiz Gonzaga, entre outras modalidades de música regional. Era um show a parte que atraia dezenas de curiosos fregueses.

O show acontecia com mais freqüência, quando os fregueses rareavam. Dessa forma, ao ecoar o som das musicas extraídas das garrafas expostas nas prateleiras, em pouco tempo a barraca estava cercada de admiradores, por conseguinte, novos consumidores.

Otacílio desapareceu, assim como a sua gelada. Ninguém lamenta a sua ausência. Com certeza a Festa do Rosário perdeu esta grande atração que, ao som de copos e garrafas conseguia extrair uma linguagem musical ao gosto do povo.

Quem se habilita preencher o vazio deixado por Otacílio? Ninguém, porque Otacílio era especial, por isso foi único. Com certeza, jamais aparecera outro igual para substituí-lo. Infelizmente você passou, mas, para o nosso deleite, a Festa do Rosário continua. Descanse em paz Otacílio onde você estiver.

João Pessoa 24 de Setembro de 2011

* Economista e Escritor pombalense.

A FESTA É DO ROSÁRIO, NÃO É DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO!

Jerdivam N. Araújo
Jerdivan Nóbrega de Araújo*

Todos os anos, na Festa do Rosário de Pombal, costuma-se colocar na frente da Igreja do Rosário, no altar, uma grande faixa com os dizeres “FESTA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO”. Também se convencionou denominar a Igreja e a irmandade como sendo “DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO. Não querendo polemizar, pois não vai levar a nada, mas para suscitar a discussão do ponto de vista histórico e não religioso, a utilização da denominação “DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO” é um erro do ponto de vista histórico.

Para explicar, é preciso recuar um pouco no tempo: a primeira Igreja construída no lugar que hoje é a cidade de Pombal, possivelmente aconteceu por volta de 1701 e era em barro e taipa, dedicada a Nossa Senhora do Bonsucesso, isto para comemorar o “Bonsucesso” na conquista do lugar, frente aos índios. Em 1721 a primitiva Igreja foi substituída por uma nova, mas ainda em dedicação à padroeira “Nossa Senhora do Bonsucesso”, ficando assim até 1897, quando foi concluída a atual Matriz de Bonsucesso sendo repassada a primeira Igreja a “IRMANDADE DOS NEGROS DO ROSÁRIO” que a denominou de “IGREJA DO ROSÁRIO”.

Outras Igrejas do Rosário existem por todo o Brasil e sempre administrada por uma IRMANDADE DOS NEGROS DO ROSÁRIO. Há também registros de Irmandades do Rosário em alguns paises Africanos, que não eram católicos, apesar de colônias Portuguesas. Isso nos levar a deduzir que a IRMANDADE DOS NEGROS DO ROSÁRIO não era, em sua origem, uma entidade católica, mas assim se tornou, ao chegar Brasil, como forma dos negros escravos camuflarem a sua verdadeira intenção que é a adoração ao "tajet" que vem a ser o Rosário muçulmano.

Camuflar religião nunca foi uma novidade, em uma época em que a Igreja católica impunha ao mundo o cristianismo. Basta lembrar do episodio mais recente que deu origem aos novos cristãos, que eram os judeus que mudavam até de nome para escapar da inquisição. O mesmo, em maior proporção, feito com índios escravos.

Os negros escravos, principalmente os originário do oeste-africana: malês, Mandigas, Fulas, Tapas, Bornu em sua maioria seguiam a religião muçulmana, muitos falavam e escreviam a língua Árabe.

Um dos episódios mais marcantes do negros MUÇULMANOS no Brasil foi a famosa Revolta dos Malês que assim ficou conhecida, por serem assim chamados os negros muçulmanos que a organizaram. Os malês eram especificamente os muçulmanos de língua iorubá, conhecidos como nagôs na Bahia. A intenção era criar no território Brasileiro um estado Mulçumano.

Não estamos dizendo que a Irmandade do Rosário de Pombal tem a ver com a Revolta do Malês, mas com certeza a sua cultura, pericialmente a religiosa, tem.

As comemorações que acontecem na primeira semana de outubro em Pombal não é uma adoração a Nossa Senhora do Rosário e sim uma devoção ao "tajet" que vem a ser o Rosário muçulmano.

Do ponto de vista religioso não faz diferença, uma vez que os descendestes de escravos já foram convertidos ao catolicismo, mas, do ponto de vista histórico, é importante que seja registrado que, em sua origem as irmandades são do “Rosário” e, portanto a denominação é “Festa do Rosário”, “Igreja do Rosário” e “Irmandade do Rosário”.

*Pesquisador da História de Pombal e Escritor.

NILTON CESAR E A VIGÉSIMA TERCEIRA VERSÃO DE A "REJEITADA"

Clemildo Brunet
CLEMILDO BRUNET*

A cada ano a Rejeitada - festa brega romântica, realizada quase sempre no último sábado do mês de setembro no Pombal Ideal Club, vem aumentando sua popularidade e soma pontos como um dos atrativos que dar incentivo ao público em geral, nos festejos da tradicional Festa do Rosário de Pombal.

Parece incrível que a Rejeitada há alguns anos atrás, tenha tido seu começo pelo ideal de quatro rapazes: Nestor Nunes, Pedro França, Paulo Sérgio e Galdino Mouta, que deram por falta do Serviço de alto Falantes do Parque Maia, aquele, que em tempos passados através de seu Serviço de Alto Falantes, alimentava as emoções de seus ouvintes com a música estilo brega românticas, canções essas que deixavam ultrapassar de forma transparente todo sentimento do âmago da alma humana.

Pois bem: Esses rapazes queriam tão somente em meio a festa do Rosário no centro da cidade, encontrar um lugar onde pudessem ouvir as músicas do seu gosto predileto, mas, foram repelidos e rejeitados peremptoriamente pela maioria das barracas instaladas na festa. Finalmente, para ouvirem a fita cassete, os rapazes encontraram guarida na barraca de Mariquinha de Jaca (saudosa memória), bem em frente ao Banco do Brasil, local distante do evento. Daí nasceu a REJEITADA!

Essa história despertou o interesse de muita gente pra saber que estilo musical era esse?

Era o estilo musical brega romântico que nasce com profundidade da nostalgia e tem suas raízes no coração de alguém onde muitas das vezes, não sabe compreender o que se passa consigo. Talvez, a falta de um companheiro ou companheira, de dar amor e não ser correspondido ou estando à procura incessante de um alguém para compartilhar sua vida e sua dor, envolvimento místico da canção melódica que encanta e embriaga.

A Rejeitada como Festa Brega teve o seu início na Festa do Rosário de 1988 e por alguns anos era realizada ao ar livre no largo da antiga Sorveteria Chick, passando depois a ter lugar no Pombal Ideal Club. Na galeria dos cantores do estilo romântico brega que já passaram por ela registre-se entre tantos outros, Ivan Peter, Roberto Muller, José Ribeiro, Carlos André, Natan Rossi, Bartô Galeno, Carlos Alexandre Júnior, Genival Santos e Lindomar Castilho.

Agora em sua Vigésima Terceira versão traz a nossa cidade pela primeira vez o Cantor Nilton Cesar.

NILTON CESAR – CANTOR E COMPOSITOR:

Seu nome de batismo é Nilton Guimarães adotou o nome artístico de “Nilton Cesar” para não confundir com o nome de Renato Guimarães cantor da época. Começou sua carreira nos anos 60 como calouro na Rádio Tupi do Rio de Janeiro. Tendo apenas conseguido um segundo lugar no Programa de Airton Perlingero e sem muitas chances permaneceu ainda no Rio por um ano e meio onde fora estudar e dividir sua vida com o ideal de ser cantor.
Com Zeilto Trajano em Cajazeiras - Foto arquivo
“Professor Apaixonado”, música que levou o artista a se apresentar em todo o território nacional. "Professor Apaixonado" consta dentre as músicas mais tocadas do ano de 1965 e durante muito tempo, o cantor ficou conhecido como o "Professor Apaixonado".

Nilton César nasceu na cidade de Ituiutaba, em Minas Gerais, em 1940. Filho de fazendeiros e, como tal, se empenhou nos estudos para ser contador e assim administrar os negócios da família. Mas, ao fixar residência para estudar no Rio de Janeiro e depois em São Paulo, mudou de ideia.

Transcorria o ano de 1960, quando Nilton César estava dando seus primeiros passos como calouro, apresentando-se em programas da TV-Rio, imitando o astro Orlando Dias. O desempenho do calouro despertou interesse dos telespectadores e dos produtores da tevê que lhe premiavam constantemente com abajur, canetas, ferro elétrico, torradeira etc.. Foram tantos os prêmios que Nilton César ganhou que precisou alugar carros por diversas vezes para transportá-los até sua casa, no Rio de Janeiro.

Atendendo convite de amigos resolveu ir pra São Paulo onde ingressaria no meio artístico por intermédio de um amigo, o acordeonista Carlinhos Mafazolli que o encaminhou com uma carta de apresentação ao maestro Pôtcho(Rubens Perez) um dos diretores da gravadora RGE.

A RGE estava precisando de um cantor para concorrer no mercado musical com Anísio Silva grande sucesso de vendagem na época e contratou Nilton Cesar. Gravou Seu Primeiro Disco 78 RPM pela RGE, com duas músicas: uma das quais se intitulava: "Amor da Minha Vida" (Murilo Caldas) irmão do Silvio Caldas

O Segundo 78 RPM com a música "Eu nasci para te amar” (Fernando Dias).Indo para Continental onde gravou seu 1º Compacto simples em 33 RPM, uma das músicas era a Guarânia "Eu choro por gostar de alguem"(Nilton Cesar-Fernando Dias),onde abriu as portas para o meio músical. Seu primeiro trabalho pela gravadora RGE abriu caminho para que o Cantor passasse por outras gravadoras tais como: Continental, RCA, Copacabana, Canadá e Atração.

Em 1969, começou uma nova etapa na carreira do cantor. As rádios tocavam incessantemente a canção “Férias na Índia”. A música foi sucesso total, vendeu mais de 500 mil cópias, e deu a Nilton César discos de ouro e outros prêmios, projetando o cantor, de vez, como intérprete romântico.
Era comum para Nilton César fazer aparições semanais na tevê, cantando suas músicas ou participando como celebridade. A boa imagem de galã arrebatava os corações das fãs. No ápice de sua carreira foi um dos poucos artistas da época que fizeram sucesso sem está ligado diretamente a Jovem Guarda e a vendagem de seus discos eram impressionantes, a ponto de ganhar quatro Troféus Chico Viola que até 1970 correspondiam a Discos de Ouro.

O cantor consagrado pelo sucesso da música "Férias na Índia", passou pela década de 70 desfilando com músicas que o Brasil cantava. Em 1973, a música “Amor... Amor... Amor...”, do LP (RCA) com o mesmo nome, fez muitos casais de namorados se casarem, para juntinhos ouvirem o LP do cantor com as músicas "Felicidade", "Topo Tudo", "Te Quero Neste Entardecer", "Esta É Primeira Vez", "Quem Ama Sabe", "Hoje Mais Que Ontem", "Muito Eu Chorei", dentre outras músicas.

Nilton Cesar gravou 32 Lps, sendo 6 deles em Espanhol, e até o ano de 2006 gravou mais 10 Cd´s, totalizando em sua carreira 12 discos de Ouro. Tem como destaque canções como: Professor Apaixonado, Casa Vazia, São tantas Coisas, Férias na Índia, Espere um pouco, Amor... Amor... Amor..., Felicidade, A namorada que Sonhei, entre outras. Seu sucesso ultrapassou as fronteiras do Brasil e chegou a países como Canadá, EUA, Portugal, África do Sul, Argentina, Colômbia.

Quando a poeira da fama abaixou, Nilton construiu sua família e montou um negócio. Nilton César é bem sucedido como empresário e mesmo viajando muito, divide com os dois filhos, a administração dos negócios.

Atualmente, Nilton César faz muitos shows no Brasil e exterior, apresentando-se para brasileiros que moram em outros países. E neste sábado dia 24 de setembro de 2011, estará na tradicional Festa Brega Romântica de Pombal a “REJEITADA”, marcando presença com seus sucessos no palco do Pombal Ideal Club, dividindo a noite de seu show com Domilson e Banda e Esquema Quatro.

Nilton César, um mineiro que nos anos 70/80 parecia estar em vários lugares ao mesmo tempo por conta de várias músicas que tomaram vez nas paradas de sucesso, entre elas

“A Namorada Que Sonhei”, “ Férias na Índia”, “ Amor..Amor..Amor “, entre outros.... Foram mais de 500 mil cópias vendidas, inúmeros discos de ouro e presença constante nos programas famosos de TV da época, e em todas as cidades brasileiras.

Hoje, após todo este sucesso, Nilton César é um empresário muito empreendedor, mas além de seus novos trabalhos, nunca, deixou de fazer shows, e mais adiante, ainda é muito solicitado até em paises como Portugal, e Angola.

E para mostrar esta vitalidade, disposição e muita tranquilidade, o cantor acabou de tirar do forno um “CD” com 13 faixas intitulado “Ontem e Hoje” com destaques para as Músicas “ Aposentado de Bem Com á Vida” ( Uma canção que irá elevar ainda mais a alto estima do público aposentado, e “Como Foi Bom Eu Sair De Casa”
Então para quem achava que Nilton César estava sumido, ai está o próprio e de “Bem Com a Vida”
Ass. Imprensa
Bolsa de Shows
(11) 7897 7146 - 93*13565 - 9742 4271 - 4518 124

LETRA DA MÚSICA - APOSENTADO DE BEM COM A VIDA
(Nilton César / Cleyton / Wilson Cordeiro )

DEPOIS DE TRABALHAR POR TANTOS ANOS
TRACEI OS MEUS PLANOS, HOJE ESTOU FOLGADO
PAGUEI AS CONTRIBUIÇÕES EM DIA
COM ALEGRIA ESTOU APOSENTADO.

ACORDO, MAS LEVANTO QUANDO EU QUERO
PRA TOMAR O MEU CAFÉ BRASILEIRO
E LEIO O MEU JORNAL, NOTÍCIAS DO BRASIL INTEIRO
E DEPOIS NÃO FAÇO MAIS NADA

DE BEM A VIDA, DANDO RISADA
EU LEVO VIDA IGUAL PEIXE, NADA!
DE BEM A VIDA, DANDO RISADA                           (REFRÃO)
EU LEVO VIDA IGUAL PEIXE, NADA!

AO MEIO DIA É HORA DE ALMOÇAR
VOU PREPARAR AS FRUTAS E LEGUMES
JÁ É DO MEU COSTUME ESSA ATITUDE
PARA NÃO ENGORDAR E TER SAÚDE

DEPOIS DO ALMOÇO PRA FAZER JUSTIÇA
VOU PRO SOFÁ, E ME ESTICO NA PREGUIÇA
LEVANTO E ÇALÇO O TENIS PRA FAZER A CAMINHADA
E DEPOIS NÃO FAÇO MAIS NADA

E NO FIM DE SEMANA QUE BELEZA
NA MESA UM JANTAR A LUZ DE VELAS
PARA ELA MINHA ETERNA NAMORADA
PRA SEMPRE SER A MINHA AMANTE AMADA

NÓS VAMOS AO TEATRO E AO CINEMA
NÃO TEM PROBLEMA DO GEITO QUE FOR
VOLTAMOS PARA CASA JÁ É TARDE, EU TO QUE TÔ
DEPOIS DO AMOR NÃO, FAÇO MAIS NADA

Fontes: Site Oficial Nilton César, Orbita Starmedia, Música Popular do Brasil.

Pombal, 22/09/2011
*RADIALISTA, BLOGUEIRO E COLUNISTA

A FESTA DO ROSÁRIO

Verneck Abrantes

ORIGEM

José Tavares
A Festa do Rosário tem origem histórica que remonta ao século XVI, através da vitória dos cristãos portugueses sobre os muçulmanos, na Batalha de Lepanto - atribuída não apenas à estratégia militar, mas também à proteção da Virgem do Rosário - o culto se perpetuou no Brasil tanto pela extrema fé dos cristãos portugueses como pela crença dos escravos, que a têm como padroeira.

A chegada da Festa do Rosário no Brasil deu-se no período colonial, por intermédio dos frades dominicanos, que já haviam utilizado elementos da cultura negra no processo de catequese nas colônias africanas, como forma de impor o cristianismo junto ao povo sob a dominação portuguesa.

A Festa do Rosário no Brasil ganhou contribuição de elementos peculiares da cultura negra, a exemplo da coroação de reis, lutas e bailados guerreiros, numa rememoração das práticas das terras africanas.

Nas celebrações das tradicionais Festas do Rosário, (chamadas de “oragas”, que significa padroeira), é inegável a presença de imagens e ritos profanos, destaque para a música, dança, comilança e consumo de bebidas alcoólicas. Na verdade, a festa era momento único para os negros sentirem o sabor da liberdade, transgredindo normas e preceitos difundidos pelo Estado e pela Igreja Católica.

As festas do Rosário no Brasil são consideradas riqueza do patrimônio imaterial brasileiro, incluídas entre os eventos mais importantes para a preservação da cultura negra.


A FESTA DO ROSÁRIO DE POMBAL

Não se sabe ao certo quando aconteceu a primeira Festa do Rosário de Pombal, mas pode-se afirmar com certeza que esta Festa foi reconhecida e oficializada pela igreja católica em 1895, graças a persistência do líder negro e primeiro Rei da Irmandade do Rosário de Pombal, Manoel Antônio de Maria Cachoeira (Manoel Cachoeira), que por três vezes viajou a pé à Arquidiocese de Olinda, ate conseguir o consentimento do Bispo para a o reconhecimento da confraria dos negros e a realização do evento.

A Festa do Rosário de Pombal tradicionalmente é iniciada onze dias antes do primeiro domingo de outubro, mas recentemente ficou convencionado que, em anos eleitorais, para evitar coincidência com as eleições, seu ponto culminante deverá ser no segundo domingo de outubro.

O primeiro ato da Festa do Rosário acontece na penúltima quinta-feira antes do primeiro domingo de outubro, oportunidade em que é oficializado o início da festa, através é realizado o do hasteamento do pavilhão do Rosário, em frente a Igreja do Rosário.

Na quinta-feira do Rosário, a população de Pombal é despertada por queima de fogos de artifícios e com o repicar dos sinos da Igreja secular. No início da noite, o Rosário é transladado, em procissão, da residência de um súdito (cidadão) para a Igreja do Rosário, onde ocorre o hasteamento da bandeira e a missa solene.

Após a missa de abertura da Festa, o Rosário é transladado para a Casa do Rosário, localizada a Rua Manoel Cachoeira, primeiro Rei da Irmandade do Rosário, onde fica em vigília até a manha do Domingo do Rosário, quando é novamente transladado até a Igreja do Rosário.

Em todas as ocasiões, o cortejo é acompanhado de muitos fogos de artifícios e de orações, seguido pela população e pelos grupos folclóricos Congos, Reisados e Pontões, sob o comando da Irmandade do Rosário. É a certeza de mais um ano de tradição, de mais um ano da Festa do Rosário de Pombal.

Além de ser a data máxima da expressão da religiosidade e da cultura pombalense, representada pelos grupos folclóricos, expoentes maiores das suas manifestações populares, a Festa do Rosário de Pombal também simboliza um evento de abraços e regozijos, notadamente diante dos reencontros dos moradores da cidade com familiares e amigos que moram fora do município e até em outros Países.

A IRMANDADE DO ROSARIO

A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário surgiu na Europa em 1408, sendo que em 1493, através dos portugueses e dominicanos chega ao Congo, quando o catolicismo passa a ser a religião oficial daquele reino. Com a intensificação do tráfico de escravos para o Brasil, em 1552 a irmandade chega em Pernambuco. Em 1711, em Cachoeira do Campo (Distrito de Ouro Preto), é registrada a primeira presença da irmandade em Minas Gerais.

A partir da incursão de Chico Rei na Irmandade do Rosário (1747), a confraria ganha um cunho mais político do que religioso, tornando-se a primeira entidade abolicionista do Brasil, então colônia de Portugal. Em suas reuniões reservadas, a Irmandade tratava de assuntos proibidos pelos brancos, principalmente no que tange às suas reivindicações pela igualdade e justiça, traçando planos pela luta em busca da conquista da liberdade.

Em Pombal, Manoel Antônio de Maria Cachoeira (Manoel Cachoeira), foi declarado oficialmente o primeiro Rei da Irmandade do Rosário. Graças a sua perseverança que, apesar da resistência da comunidade católica local, a Igreja Católica, através do Bispo de Olinda, a qual a paróquia de Pombal era subordinada, foi reconhecido a Irmandade do Rosário, como também ficou

Ao longo da história do Brasil, as Irmandades do Rosário são reconhecidas como as primeira entidades de defesa do direito dos negros, como também estão entre as que têm contribuído para a formação de uma consciência negra no País.

A PROCISSÃO

No domingo da procissão, que se realiza às 8:00 horas da manhã, saída da casa que constitui patrimônio de Nossa Senhora do Rosário, para a igreja e acompanhada pelo padre da freguesia, a Irmandade abre o cortejo com uma grande cruz azul. Os irmãos vestem indumentárias em azul e branco e seguem em dois cordões. Ao centro o Rei e a Rainha conduzem o Rosário, bonito em prata e contas de cristal, seguido de perto pelo Oficiante. À frente da Irmandade, os Negros dos Pontões abrem caminho em meio à grande multidão. Ao final, os congos e a banda de música fecham o cortejo.

Depois da caminhada em procissão, ao som de zabumba e pífaro, incalculável multidão de fiéis se concentram para acompanhar a missa campal, em frente à antiga Igreja do Rosário. O povo, a maioria da zona rural, em obediência ao ato solene, permanece ao sol aberto e quente do alto sertão. Os destaques são das pessoas que vão pagar sua graças e promessas alcançadas: são coroas de espinhos e pedras na cabeça, vestimentas de São Francisco, pés descalços no calçamento quente e outros estranhos pagos de sacrifícios prometidos à Virgem Maria.

No ato final, o padre coloca o Rosário entre as mãos postas e dá a “Benção do Rosário”, os sinos badalam, a multidão de fiéis, ajoelhadas sobre o calçamento, curva, reza agradecida, alguns choram com a realização. Depois do ato litúrgico, os penitentes colocam as coroas de espinho de mandacaru, pedras e outros sacrifícios ao pé do Cruzeiro da Igreja. Em seguida, políticos e outras pessoas percorrem as barracas fazendo coleta de dinheiro para a festejada Nossa Senhora do Rosário.

OS CONGOS

No grande dia da Festa do Rosário, acompanham a procissão até a igreja, onde assistem à missa e outras cerimônias religiosas. Depois saem em visita às famílias da cidade, formada em duas alas, com maracás nas mãos, encabeçadas pelo secretário e pelo embaixador, ao centro o “reis”, de paletó e chapéu-de-sol aberto.

O chapéu-de-sol sempre fez parte do traje real. Durante o cortejo, os congos nem cantam nem dançam, raramente rufam os maracás. Chegando na residência escolhida para dançar, pedem licença e entram para o terraço ou sala de visita.

O dono da casa oferece uma cadeira ao “reis” e em sua observância inicia-se a dança que é bem característica. Depois da exibição, o dono da casa oferece bebidas ou oferendas em dinheiro. Os congos fazem poucas exibições, geralmente quatro, em residências diferentes, depois se retiram para suas casas ou vão aos bares da festa.

OS NEGROS DOS PONTÕES

Os Pontões exibem-se em dois cordões, o encarnado e o azul. O grupo mora na zona rural, sendo constituído quase todo da mesma família. Na cabeça usam chapéu de palha, enfeitados de fitas coloridas. Trazem lanças (Pontões) terminados em maracás, enfeitados em fitas multicoloridas.

Os Pontões usam lanças tanto para abrir caminho na multidão durante a procissão, quanto para fazer exibições na dança e, sobretudo para marcar, com o rufar dos maracás, o ritmo de suas músicas. O acompanhamento é feito por uma banda cabaçal, constituída de tambor, prato, fole e pífano, além dos maracás das lanças. Os Pontões não cantam.

No sábado que procede ao domingo da procissão, alguns membros da confraria do Rosário percorrem a feira de rua da cidade angariando donativos que serão destinados à conservação e manutenção da velha igreja. Esses membros da confraria geralmente estão acompanhados dos Negros dos Pontões, os quais dançam e bebem cachaça, e, com suas lanças enfeitadas de fitas coloridas, colocam as lanças, nos ombros ou na cabeça das pessoas, e seguem enchendo a feira com músicas do seu regional.

O REISADO

Dos três grupos folclóricos que se apresentam na Festa do Rosário, certamente, o que mais chama a atenção é o Reisado, devido à diversidade de suas músicas e danças.

Os ritmos das músicas e danças são marcados por um violão e pandeiro, um apito, sapateado e o canto ritmado com o conjunto. O Reisado apresenta-se com “reis”, o secretário, o general, o mateus, a burrinha, além dos folgazões. Além dos cantos soltos, também apresenta a parte dramática do festejo, com embaixada e guerra.

O entrecho dramático narra o que poderia ser uma revolta na corte do rei, comandada pelo secretário. O mateus é consultado sobre a duração da guerra e verifica as horas em um relógio sem ponteiro. A seqüência é encerrada com uma exaltação cívica à bandeira brasileira.

Textos de Jose Tavares de Araujo Neto e Verneck Abrantes de Sousa

CANTINHO DA SAÚDE: "Minha memória anda fraca"

Cessinha Neta
POR Mª DO BOM SUCESSO LACERDA FENANDES NETA*

Primeiramente descrita por Alois Alzheimer, a conhecida Doença de Alzheimer (DA) diz respeito a uma patologia neurodegenerativa, progressiva, caracterizada por alterações de memória associada a outros déficits cognitivos.

Não existe um fator isolado causador da DA, mas um conjunto de fatores de risco próprios do indivíduo e ambientais. Afirma-se que a DA é idade-dependente, quanto maior a idade, maior a chance de desenvolver a doença. Além disso, as mulheres e os pacientes com menor nível de escolaridade são mais comumente afetados; há fortes indícios de que as formas precoces da doença têm estreita relação familiar.

Segundo dados do IBGE 2010, são claras as mudanças na pirâmide etária brasileira, com crescimento expressivo do número de idosos no país. Logo, novos casos da doença tendem a surgir ao longo dos anos. Daí a necessidade de conhecer tal patologia, despertando maior interesse em aprofundar os estudos.

Quando se trata da análise neuropatológica da DA, constata-se a presença de placas neuríticas (acumulação da proteína beta amilóide A/4), distribuídas por todo o córtex cerebral e de novelos neurofibrilares (formados pela proteína Tau hiperfosforilada) no interior dos neurônios.

Bioquimicamente, verifica-se na DA, alteração na transmissão interneuronal, principalmente, no sistema colinérgico, resultando em diminuição dos níveis de acetilcolina (importante neurotransmissor que propaga impulsos nervosos nas fendas sinápticas). O componente genético parece variar de família para família, algumas fortemente relacionadas e outras sem grande relevância.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, para se chegar ao diagnóstico correto da afecção descrita anteriormente, é importante realizar: anamnese detalhada, exame físico geral, exame neurológico, testes para avaliação cognitiva (testes neuropsicológicos, Mini Mental) e exames complementares (laboratoriais e de imagem). Para auxiliar no diagnóstico da DA, são utilizados critérios do National Institute of Neurologic and Communicative Disorders and Stroke and the Alzheimer Disease and Related Disorders Association (NINCDS-ADRDA). Os sintomas mais comuns incluem: alterações na memória, mudanças comportamentais, dificuldade de comunicação, desorientação tempo-espaço, alterações posturais, de marcha e movimentos.

É valioso destacar que o diagnóstico da DA é de exclusão e, portanto, deve ser diferenciado de demências potencialmente reversíveis causadas por: depressão, intoxicação por drogas, alterações metabólicas e hidroeletrolíticas, infecções, alterações cardiovasculares, deficiências nutricionais, comprometimento dos órgãos dos sentidos, demência por múltiplos infartos, entre outros.

Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer, a DA se processa em fases evolutivas, as quais nem sempre são possíveis de identificar isoladamente. No início, o paciente apresenta comprometimento da memória recente, de forma esporádica; surgem episódios de desorientação tempo-espaço, alterações comportamentais e dificuldade de comunicação; sintomas depressivos estão geralmente associados.

Com o passar dos anos, os sintomas desenvolvidos inicialmente se agravam. O paciente apresenta alterações da fala, com vocabulário restrito, dificuldades motoras (tremores, movimentos involuntários), iniciativa abolida, agitação ou apatia, aumento da dependência, necessitando de cuidadores em tempo integral.

Na fase mais avançada da doença, a memória antiga fica também prejudicada. O paciente fica indiferente, não reconhece familiares, amigos e a si mesmo; fica confinado ao leito; surgem as incontinências urinária e fecal e a dependência se torna completa. O paciente acamado fica sujeito a uma variedade de complicações, principalmente infecções respiratórias e urinárias, levando o paciente a óbito mais rapidamente.

O diagnóstico precoce é decisivo para o tratamento. Este é baseado nas terapêuticas medicamentosa e não medicamentosa, objetivando: melhorar a cognição do paciente, retardar a evolução da doença e tratar os sintomas presentes. A primeira se baseia, principalmente, no uso de drogas inibidoras da acetilcolinesterase, aumentando a atividade colinérgica. A segunda envolve reabilitação do paciente, através de: terapia ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia, musicoterapia, terapia ambiental, exercício físico e outras atividades.

Procure um neurologista e/ou geriatra. Esses são os especialistas mais capacitados para diagnosticar e conduzir a terapêutica dos pacientes portadores de Doença de Alzheimer.
Referências:

¹ ² ³Maria do Bom Sucesso Lacerda Fernandes Neta
E-mail para contato: sucessomed@hotmail.com
¹Patoense, 23 anos, mais conhecida como “Cessinha”, poetisa, escritora.
²Acadêmica do 11º período de medicina da Faculdade de Ciências Médicas de Campina Grande.
³Membro Efetivo da Academia Patoense de Artes e Letras

JOSÉ WILLIAM GOMES: O PRESIDENTE DE CULTURA

 Paulo Abrantes*

Paulo Abrantes
O nosso Presidente José Willams Gomes já deu demonstração que é daquelas pessoas que defendem os aspectos culturais de sua terra a qualquer custo. Foi com essa visão holística e de coração aberto que abre mais uma vez as portas do Poder Legislativo Municipal, no Dia 30 de setembro, para inaugurar a Biblioteca Pública da Câmara, numa justa homenagem a Poetisa Maria do Bonsucesso de Lacerda Fernandes, que se hoje estivesse viva, comemoraríamos festivamente o seu aniversário.

Bem haja o povo que prestigia os seus poetas e escritores, porque deles é que nos advêm, através dos anos e dos séculos, o patrimônio indestrutível que se consubstancia nas suas obras e nas idéias que elas encerram.

A recíproca implicaria negação clamorosa de cultura e de progresso.

Onde quer que se erija uma estátua, um monumento ou se instituam prêmios, comendas e troféus àqueles que foram ou ainda são operários das letras e que, pelo talento e pela cultura do espírito se notabilizaram perante seus concidadãos, vencendo os óbices que isso acarreta pela indiferença do meio ambiente e, quase sempre, pela tortura de um destino adverso; onde quer que se cultue a figura de um escritor, de um poeta notável ou de um condutor de povos; aí estará, com certeza:

“A justiça de Deus na voz da história”.

Nutre-se a civilização desse culto à inteligência. E quanto mais requintado ele o for; quanto mais aceso mantivermos esse fogo sagrado nas aras da nossa admiração; mais evoluímos dentro de nós mesmos, como se esse gesto de nobreza e de carinho pelos que passaram e procuram passar pela vida deixando um sulco de beleza e genialidade, constituísse um dever fraternal perante esses artistas das letras pombalenses.

José William de Queiroga Gomes

Assim, a CÂMARA MUNICIPAL DE POMBAL, brilhantemente comandada pelo grande vereador JOSÉ WILLAMS GOMES, por bondade extrema dos demais vereadores, merece os nossos efusivos parabéns, porque é um Presidente de cultura!

• Paulo Abrantes é engenheiro civil e escritor pombalense.



DA CANÇÃO PARA O LIVRO - "A SAGA DA CABOCLA MARINGÁ"

Clemildo Brunet
CLEMILDO BRUNET*

São inúmeras as especulações em torno dessa história. Conta-se que no momento de compor a canção Maringá, Rui Carneiro tenha confidenciado a Joubert Gontijo de Carvalho mineiro de Uberaba, sobre esse romance, e solicitado do compositor a discrição de não contar pra ninguém. Diz-se também que Ruy Carneiro aos cinquenta e cincos anos de idade contava essa história a políticos, banqueiros e comerciantes no salão do Palácio do Governo no Rio de Janeiro. Na verdade pelo que se tem conhecimento até agora, é que não existe nenhum documento escrito do próprio punho do Senador Ruy Carneiro, a respeito do que se comentava sobre sua vida, antes de torna-se político.

É interessante notar como a origem dessa história tenha se dado com a composição da canção de autoria do médico e compositor Joubert de Carvalho com a anuência e ajuda do Senador Ruy Carneiro. Depois de tantos anos passados, agora ela é delineada, esmiuçada e contada com riquezas de detalhes pelo nosso pesquisador e escritor pombalense Jerdivan Nóbrega de Araújo, um romance que descortina para a alma humana a realidade das secas no sertão, registrando-se a miséria e a fome dos menos favorecidos da sorte, o tempo dos coronéis, a ação nefasta dos cangaceiros e o amor proibido de um ricaço por uma plebeia.
Senador Ruy Carneiro
Como em todo romance existe sua ficção, não seria por menos que a “Saga da Cabocla Maringá” de Jerdivan Nóbrega de Araújo, não tivesse sua fantasia, semelhantes aos que são escritos e transportados para a tela do cinema. Na verdade a espécie humana deixa-se levar mais pelas emoções do que pelas razões da existência. Há os que procuram esconder situações dessa natureza, mas não por muito tempo, logo são despertados pela curiosidade que cada um carrega no seu ego.

Pois bem: Jerdivan no seu Livro – “A Saga da Cabocla Maringá” nos leva pela sua criatividade de poeta, contista e escritor nato, ao mundo subterrâneo da privacidade e revela os pensamentos, emoções, fala e ações dos protagonistas dessa história, trazendo à baila, cenários da natureza como paisagens de atalhos, estradas e rios, além de lugares como o casario e a cidade de Pombal. A cada capítulo do livro somos impulsionados a continuar na leitura como quem deseja ver logo o desfecho da trama.
Só Jerdivan poderá dizer o quanto foi difícil juntar as peças dessa história. Muitos leram ou ouviram outras versões, mas agora terão essa obra, místico de realidade e ficção nos mínimos detalhes, desnudando aos nossos olhos a profundidade e a originalidade da canção “Maringá”, conhecida internacionalmente, que emprestou seu nome a uma cidade do Paraná, oferecendo a Pombal na Paraíba, o designativo de “Terra de Maringá”.

A SAGA DA CABOCLA MARINGÀ DE JERDIVAN NÓBREGA DE ARAÚJO terá seu lançamento em Pombal às 17 horas do dia 30 de setembro, em Sessão Solene da Câmara de Vereadores de nossa cidade, por ocasião da inauguração da Biblioteca Pública do Poder Legislativo local, que por deferência do Presidente da casa “Avelino de Queiroga Cavalcanti”, Vereador José William de Queiroga Gomes, condecorará com o nome da poetisa, escritora e artista plástica, Maria do Bom Sucesso de Lacerda Fernandes, o lugar onde ficará alojada a coleção pública de livros.

Joubert de Carvalho
MARINGÁ, MARINGÁ
(Canção)
Letra e Música de Joubert de Carvalho

Foi numa leva
Que a cabocla Maringá
Ficou sendo a retirante
Que mais dava o que falá.

E junto dela
Veio alguém que suplicou
Pra que nunca se esquecesse
De um caboclo que ficou

Maringá, Maringá,
Depois que tu partiste,
Tudo aqui ficou tão triste,
Que eu garrei a maginá.

Maringá, Maringá
Para havê felicidade,
É preciso que a saudade
Vá batê noutro lugá.

Maringá, Maringá
Volta aqui pro meu sertão
Pra de novo o coração
De um caboclo assossegá.

Antigamente
Uma alegria sem igual
Dominava aquela gente
Da cidade de Pombal

Mas veio a seca
Toda chuva foi-se embora
Só restando então às águas
Dos meus óio quando chora

Maringá, Maringá,
Depois que tu partiste,
Tudo aqui ficou tão triste,
Que eu garrei a maginá.

Maringá, Maringá
Para havê felicidade,
É preciso que a saudade
Vá batê noutro lugá.

Maringá, Maringá
Volta aqui pro meu sertão
Pra de novo o coração
De um caboclo assossegá.

PARABÉNS JERDIVAN!

Pombal, 14/09/2011

*RADIALISTA, BLOGUEIRO E COLUNISTA.